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Time to hire e time to fill: diferença, como calcular e como reduzir

Dois indicadores frequentemente confundidos — entenda o que cada um revela sobre a eficiência do processo e onde atuar para melhorá-los.
Atualizado em: 07 de julho de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Por que confundir os dois gera diagnósticos errados Como calcular cada um: fórmulas e exemplo Benchmarks por tipo de vaga O que afeta o time to fill O que afeta o time to hire Como reduzir cada indicador conforme o porte Como reduzir cada indicador: ações por tipo de gargalo Sinais de que seus indicadores de recrutamento precisam melhorar Caminhos para otimizar indicadores de tempo de recrutamento Precisa de ajuda para otimizar time to hire e time to fill? Perguntas frequentes sobre time to hire e time to fill Qual a diferença entre time to hire e time to fill? Como calcular o time to fill? Qual o time to hire e time to fill médio no Brasil? Como reduzir o time to hire? Como reduzir o time to fill? Referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

Nenhum dos dois indicadores costuma ser calculado formalmente. A percepção de "demora" é o único dado disponível. Registrar a data de abertura da vaga e a data de início do colaborador em uma planilha simples já permite calcular o time to fill com precisão — um passo pequeno com impacto imediato na gestão do processo.

Média empresa

O time to fill é o indicador mais comum de ser acompanhado; o time to hire raramente é calculado separadamente. A distinção passa a ser relevante quando o RH precisa identificar se o gargalo está na atração (antes da primeira candidatura) ou no processo interno (depois dela).

Grande empresa

Ambos os indicadores são automaticamente calculados no ATS. O desafio é segmentar por área, nível hierárquico e tipo de vaga para identificar onde o tempo está sendo perdido — e não tratar a empresa como um todo homogêneo, o que mascara gargalos reais.

Time to hire é o número de dias entre a primeira candidatura de um profissional e sua aceitação da proposta de emprego. Time to fill é o número de dias entre a abertura formal da requisição de vaga e o primeiro dia de trabalho do colaborador contratado. Os dois medem eficiência de recrutamento, mas revelam problemas em etapas distintas do processo[1].

Por que confundir os dois gera diagnósticos errados

A confusão entre time to hire e time to fill é mais do que semântica — ela leva times de RH a atuar no ponto errado do processo. Quando uma empresa demora para contratar, a causa pode estar em dois lugares muito diferentes: na dificuldade de atrair candidatos (problema de atração, que impacta o time to fill) ou na lentidão do processo após a primeira candidatura (problema de seleção, que impacta o time to hire)[2].

Se o gargalo é a atração — poucas candidaturas qualificadas chegando — acelerar etapas de entrevista não resolve. Se o gargalo é a velocidade do processo interno — muitas etapas, feedbacks lentos, demora na proposta — melhorar a divulgação da vaga tampouco ajuda. Cada indicador aponta para um conjunto diferente de intervenções.

O time to fill captura o tempo total, do ponto de vista da empresa. O time to hire captura a experiência do candidato com o processo seletivo. Ambos são úteis, e a diferença entre eles revela quanto tempo a empresa levou para receber as primeiras candidaturas qualificadas — o que pode indicar eficácia dos canais de atração e clareza da RV.

Como calcular cada um: fórmulas e exemplo

Os cálculos são simples quando as datas certas são registradas desde o início:

Time to fill = Data do primeiro dia de trabalho - Data de abertura da requisição

Exemplo: requisição aberta no dia 1; colaborador inicia no dia 43. Time to fill = 42 dias.

Time to hire = Data de aceitação da proposta - Data da primeira candidatura do profissional contratado

Exemplo: candidato se candidatou no dia 10 após a abertura da vaga; aceitou a proposta no dia 35. Time to hire = 25 dias.

A diferença entre time to fill (42 dias) e time to hire (25 dias) neste exemplo indica que a vaga ficou 17 dias sem candidaturas suficientes — informação relevante sobre o desempenho da atração.

Benchmarks por tipo de vaga

Os valores de referência variam substancialmente conforme a senioridade e complexidade do cargo:

Tipo de vaga Time to fill Time to hire Principal gargalo
Operacional / Entrada 7–15 dias 5–10 dias Volume de etapas desnecessárias
Técnico / Especialista 20–40 dias 15–30 dias Escassez de candidatos qualificados
Gestão / Coordenação 30–60 dias 20–45 dias Demora de feedback do gestor
Executivo / C-level 60–120 dias 40–90 dias Múltiplos decisores, headhunting ativo

O que afeta o time to fill

O time to fill é influenciado por fatores que ocorrem antes e durante o processo seletivo. Os principais são:

  • Clareza da requisição de vaga: RVs imprecisas geram divulgações mal posicionadas, que atraem pouco ou atraem o perfil errado — atrasando o início do processo de triagem.
  • Velocidade de aprovação da RV: Em empresas com processos longos de aprovação interna, o relógio do time to fill começa a correr antes da vaga ser efetivamente divulgada.
  • Disponibilidade de mercado: Vagas em áreas com escassez de profissionais terão time to fill estruturalmente maior, independentemente da eficiência do processo.
  • Canais de divulgação: Portais com baixa audiência para o perfil buscado ampliam o tempo até a chegada de candidatos qualificados.
  • Tempo de aviso prévio e início negociado: Mesmo após a aceitação da proposta, o primeiro dia pode ser dias ou semanas depois.

O que afeta o time to hire

O time to hire mede a eficiência do processo após o candidato entrar no funil. Os fatores mais relevantes são:

  • Número de etapas do processo: Cada etapa adicional aumenta o tempo total e o risco de o candidato receber outra proposta antes de chegar à oferta.
  • Velocidade de feedback do gestor: Em processos onde o gestor demora para confirmar avanço entre etapas, o time to hire cresce de forma passiva.
  • Tempo entre etapas: A diferença entre o final de uma etapa e o início da seguinte acumula dias sem valor para o processo.
  • Timing da oferta: Oferecer a proposta cedo, quando o candidato ainda está focado nessa seleção, melhora a taxa de aceitação e reduz o tempo total.
  • Número de avaliadores e calibração: Processos com muitos entrevistadores sem calibração prévia tendem a ser mais lentos e menos consistentes.

Como reduzir cada indicador conforme o porte

Pequena empresa

A maior alavanca é a velocidade de decisão: o gestor e o RH estão próximos, o que deveria acelerar o processo. Formalizar um ritual de revisão semanal de candidatos já elimina o principal gargalo.

Média empresa

Implementar um SLA formal entre RH e gestores — com tempo máximo para feedback por etapa — é a intervenção com maior impacto no time to hire sem exigir mudanças estruturais grandes.

Grande empresa

Analisar o tempo por etapa no ATS revela os gargalos específicos de cada área. Em muitos casos, a lentidão está concentrada em uma ou duas etapas — o que permite intervenções cirúrgicas.

Como reduzir cada indicador: ações por tipo de gargalo

Para reduzir o time to fill: antecipar a atração iniciando divulgação antes da aprovação formal; diversificar canais combinando portais, LinkedIn e comunidades; padronizar a RV reduzindo alinhamentos; criar banco de talentos ativo reutilizando candidatos de processos anteriores.

Para reduzir o time to hire: revisar o número de etapas eliminando redundâncias; definir SLAs de feedback com o gestor; fazer etapas em paralelo quando possível; antecipar conversa de oferta para evitar negociações longas no final.

Sinais de que seus indicadores de recrutamento precisam melhorar

  • Você não consegue dizer quanto tempo leva em média para preencher uma vaga
  • O time to fill é significativamente maior que o benchmark para seu tipo de cargo
  • Candidates qualificados dizem que o processo demorou demais e aceitaram outra oferta
  • O gestor reclama que nunca recebe feedback sobre candidatos em tempo
  • Vagas recorrentes (para o mesmo cargo) têm durações muito diferentes
  • Não há visibilidade de onde o tempo está sendo gasto: atração, triagem ou seleção

Caminhos para otimizar indicadores de tempo de recrutamento

Com recursos internos

Começar a registrar datas (abertura, primeira candidatura, aceitação, início), calcular time to fill e time to hire por vaga, identificar gargalos, implementar SLAs e monitorar ao longo do tempo.

  • Perfil necessário: RH com capacidade de análise de dados e disciplina para coleta de informações
  • Tempo estimado: 2-4 semanas para implementar coleta, 2-3 meses para ter dados suficientes
  • Faz sentido quando: Você tem capacidade interna e dados começam a serem coletados
  • Risco principal: Sem disciplina na coleta, dados ficam incompletos
Com apoio especializado

Implementar ATS que calcula automaticamente; consultor para analisar dados históricos e identificar gargalos específicos; desenhar intervenções direcionadas.

  • Tipo de fornecedor: Implementadores de ATS, consultores de recrutamento
  • Vantagem: Automação, benchmarking com outras empresas, plano de ação estruturado
  • Faz sentido quando: Volume é alto, dados são dispersos, você quer análise profunda
  • Resultado típico: ATS implementado, gargalos mapeados, plano de melhoria definido

Precisa de ajuda para otimizar time to hire e time to fill?

Reduzir esses indicadores em 20-30% é possível identificando gargalos específicos. Consultores e implementadores de ATS podem ajudar você a coletar dados, identificar gargalos e implementar melhorias. Explore opções na plataforma oHub.

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Perguntas frequentes sobre time to hire e time to fill

Qual a diferença entre time to hire e time to fill?

Time to hire mede o tempo entre a primeira candidatura do profissional contratado e sua aceitação da proposta — avalia a eficiência do processo seletivo. Time to fill mede o tempo entre a abertura da requisição e o primeiro dia de trabalho — avalia o ciclo completo, incluindo atração, seleção e início.

Como calcular o time to fill?

Time to fill = data do primeiro dia de trabalho do contratado menos a data de abertura da requisição de vaga. Se a requisição foi aberta no dia 1 e o colaborador inicia no dia 43, o time to fill é de 42 dias.

Qual o time to hire e time to fill médio no Brasil?

Não há um dado único — os valores variam por tipo de vaga, setor e região. Como orientação de mercado, vagas operacionais: 7-15 dias (fill) e 5-10 dias (hire); especialistas: 20-40 dias (fill) e 15-30 dias (hire); gestão: 30-60 dias (fill) e 20-45 dias (hire).

Como reduzir o time to hire?

As principais alavancas são: reduzir o número de etapas desnecessárias, estabelecer SLAs de feedback com gestores, realizar etapas em paralelo quando possível e antecipar a conversa de oferta para evitar negociações longas no final do processo.

Como reduzir o time to fill?

As principais alavancas são: diversificar canais de atração; antecipar a divulgação; padronizar requisições de vaga; criar e utilizar banco de talentos ativo; melhorar descrição da vaga para atrair candidatos certos desde o início.

Referências

  1. SHRM (Society for Human Resource Management) — Human Capital Benchmarking Report — dados sobre time to hire e time to fill por setor
  2. LinkedIn Talent Solutions — Global Talent Trends — relatório sobre práticas de recrutamento e métricas de tempo