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O que é organograma e os tipos mais comuns

Funcional, divisional, matricial, em rede — os formatos clássicos de organograma, quando cada um faz sentido e o que cada um revela sobre a empresa.
Atualizado em: 20 de maio de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Organograma e estrutura organizacional: conceitos complementares, não sinônimos Para que serve o organograma na prática Quais são os tipos de organograma Organograma funcional Organograma divisional Organograma matricial Organograma horizontal (flat) Organograma em rede Comparativo entre os tipos de organograma O que cada tipo de estrutura revela sobre a empresa Diferenças de uso e manutenção do organograma por porte Sinais de que o organograma da sua empresa precisa de atenção Caminhos para mapear ou redesenhar a estrutura organizacional Precisa de apoio para mapear ou redesenhar a estrutura organizacional da sua empresa? Perguntas frequentes O que é organograma de empresa? Quais são os tipos de organograma? Qual a diferença entre organograma funcional e matricial? Para que serve o organograma em uma empresa? O que é estrutura organizacional divisional? Quando usar organograma matricial? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

O organograma raramente existe de forma documentada — a hierarquia é informal e os papéis acumulam funções. A prioridade é criar um registro visual mínimo que clarifique quem responde a quem e quem toma quais decisões, especialmente à medida que o time cresce.

Média empresa

A estrutura tende a ser funcional, com áreas como comercial, operações e RH se consolidando. O desafio é equilibrar especialização com integração entre áreas, evitando silos que travam a execução.

Grande empresa

O organograma é um documento gerenciado formalmente, com versões por área e atualizações periódicas. Estruturas matriciais ou divisões de negócio são comuns. O risco é a burocracia: muitos níveis hierárquicos que distanciam decisão e execução.

Organograma é a representação visual da estrutura organizacional de uma empresa — quem ocupa quais funções, quem responde a quem e como as áreas se relacionam entre si. O organograma não cria a estrutura: ele a torna visível. A estrutura organizacional é o sistema real de hierarquia, autoridade e coordenação; o organograma é o mapa que permite enxergá-lo.

Organograma e estrutura organizacional: conceitos complementares, não sinônimos

A distinção é mais do que semântica. Uma empresa pode ter um organograma cuidadosamente desenhado que não corresponde a como as decisões realmente acontecem — o que o Lucidchart chama de diferença entre estrutura formal e estrutura informal.[1]

A estrutura organizacional formal é o sistema de relações definido intencionalmente: hierarquia, áreas, funções, reportes. A estrutura organizacional informal é a rede que se estabelece pelo convívio — quem realmente influencia decisões, quem tem acesso a quem, quais relações cruzam linhas hierárquicas.

Para o RH, a pergunta relevante é sempre dupla: "o que está no organograma?" e "como as coisas de fato funcionam?". Quando as duas respostas divergem muito, é sinal de que a estrutura formal perdeu contato com a realidade operacional — e o organograma precisa de revisão. Para entender quando e como conduzir esse processo, consulte o artigo Quando e como redesenhar o organograma.

Para que serve o organograma na prática

O organograma serve a propósitos mais concretos do que "mostrar a hierarquia". Na prática de RH e gestão, ele é instrumento de trabalho com usos definidos.

  • Clareza de reportes: quem tem autoridade sobre quem; onde o colaborador vai quando tem um problema ou conflito
  • Planejamento de headcount: qual área precisa crescer, onde há sobreposição, onde há lacuna
  • Onboarding: novos colaboradores entendem mais rápido como a empresa funciona quando têm o organograma como referência
  • Comunicação de mudanças: reestruturações, fusões e novas lideranças precisam ser comunicadas dentro de uma representação visual clara
  • Análise de span of control: quantas pessoas cada gestor lidera — e se essa amplitude está adequada. Para esse tema específico, veja o artigo Spans of control e níveis hierárquicos.
  • Tomada de decisão sobre estrutura: o organograma visualiza onde as decisões ficam lentas, onde há silos e onde a estrutura não acompanhou o crescimento

Quais são os tipos de organograma

Os formatos de organograma não são apenas escolhas visuais — cada um reflete uma filosofia de gestão e um conjunto de trade-offs. A escolha do tipo revela como a empresa distribui poder, toma decisões e coordena o trabalho.

Organograma funcional

O formato mais comum em empresas brasileiras de qualquer porte. Agrupa as pessoas por função (marketing, financeiro, operações, RH) com linhas de reporte verticais claras. Cada função tem sua área e seu gestor.[2]

O que revela: especialização funcional como valor central; foco em eficiência dentro de cada área. Trade-off principal: risco de silos — áreas que otimizam para si mesmas sem integração horizontal.

Organograma divisional

Organiza a empresa por produto, região ou mercado — cada divisão tem sua própria estrutura funcional interna (comercial, operações, RH dentro da divisão). Comum em empresas com múltiplas linhas de negócio ou operação em diferentes geografias.

O que revela: autonomia das unidades de negócio; cada divisão é quase uma empresa dentro da empresa. Trade-off principal: duplicação de funções (cada divisão tem seu próprio RH, financeiro) — ineficiente em custo, mas necessário quando os negócios são realmente distintos.

Organograma matricial

Os colaboradores têm dois reportes simultâneos: um para sua função (ex: o engenheiro reporta ao gerente de engenharia) e outro para o projeto ou produto em que estão alocados (ex: o mesmo engenheiro reporta ao gerente do Projeto X). Como referência de mercado, estruturas matriciais são comuns em consultorias, empresas de tecnologia e organizações que operam por projetos.[3]

O que revela: valorização de integração multifuncional; capacidade de alocar recursos por prioridade estratégica. Trade-off principal: ambiguidade de autoridade — dois chefes significa que conflitos de prioridade são frequentes e precisam de regras claras de resolução.

Organograma horizontal (flat)

Reduz ao mínimo os níveis hierárquicos — todos ou quase todos reportam diretamente ao topo. Comum em startups, empresas muito jovens e organizações que valorizam autonomia e velocidade acima de controle.

O que revela: baixa tolerância à burocracia; aposta em autogestão e responsabilização individual. Trade-off principal: funciona bem com times pequenos e muito alinhados; tende a criar caos quando a empresa cresce e o fundador já não consegue estar presente em todas as decisões.

Organograma em rede

A empresa central coordena, mas grande parte da operação é realizada por parceiros, freelancers ou empresas terceiras — cada um nó de uma rede. Comum em consultorias, agências criativas e modelos de negócio baseados em ecossistemas.

O que revela: foco no core, terceirização do resto; agilidade em escala sem custo fixo de headcount. Trade-off principal: gestão de qualidade e cultura é mais complexa quando a maior parte da execução está fora da empresa.

Comparativo entre os tipos de organograma

Tipo Quando faz sentido Vantagem principal Risco principal
Funcional Empresas com operação estável, produto único, foco em eficiência Especialização; clareza de reporte Silos entre áreas
Divisional Empresas com múltiplas linhas de negócio ou regiões distintas Autonomia por divisão; foco em mercado Duplicação de funções; custo elevado
Matricial Empresas por projetos; consultorias; tecnologia Integração multifuncional; flexibilidade de alocação Conflito de autoridade entre dois chefes
Horizontal Startups; times pequenos e alinhados; cultura de alta autonomia Velocidade de decisão; baixa burocracia Funciona apenas em pequena escala; gestão difícil no crescimento
Em rede Negócios baseados em ecossistemas, plataformas, parceiros Agilidade; baixo custo fixo de headcount Controle de qualidade e cultura complexos

O que cada tipo de estrutura revela sobre a empresa

O organograma é um radiografia da empresa — não apenas de como ela foi organizada, mas de quem tem poder, como as decisões fluem e qual é a filosofia de gestão implícita.

Uma empresa funcional com muitos níveis hierárquicos revela aposta em controle e especialização. Uma empresa matricial diz que integração multifuncional é mais importante do que clareza de reporte. Uma empresa com estrutura horizontal diz que confia nas pessoas para se autoorganizar.

O problema começa quando o organograma diz uma coisa e a prática diz outra. O RH que aprender a ler essas divergências tem acesso a informações estratégicas: onde as decisões realmente acontecem, quem tem influência real independente do título, onde estão os gargalos que ninguém documenta.

Diferenças de uso e manutenção do organograma por porte

Pequena empresa

Raramente tem organograma documentado. A estrutura existe na cabeça do sócio. O primeiro organograma é geralmente criado em resposta a uma crise — uma contratação errada, um conflito de autoridade, a chegada de um investidor que pede. Quem cuida: o próprio sócio ou gestor, com suporte eventual do RH.

Média empresa

Está em transição do informal para o formal. O organograma existe mas muitas vezes está desatualizado. A estrutura é predominantemente funcional, com áreas em processo de especialização. Quem cuida: RH ou COO, com revisões em momentos de mudança significativa.

Grande empresa

Organograma gerenciado formalmente, com versões por área e processo de atualização periódica. Times de Organizational Design (OD) ou RH estratégico são responsáveis. A Gupy aponta que empresas grandes frequentemente têm organogramas setoriais detalhados além do macro corporativo.[4]

Sinais de que o organograma da sua empresa precisa de atenção

Se você se reconhece em três ou mais dos cenários abaixo, a estrutura organizacional documentada está fora de sincronia com a realidade da empresa.

  • Colaboradores não sabem a quem recorrer quando têm dúvidas que cruzam áreas diferentes.
  • Decisões simples precisam percorrer muitos níveis hierárquicos antes de serem aprovadas.
  • Novas contratações não conseguem entender a estrutura da empresa nos primeiros dias.
  • Há papéis que "todo mundo sabe que existem" mas ninguém consegue descrever formalmente.
  • Dois gestores diferentes dão orientações contraditórias ao mesmo colaborador.
  • A empresa cresceu mas o organograma nunca foi atualizado para refletir as contratações mais recentes.

Caminhos para mapear ou redesenhar a estrutura organizacional

Documentar ou redesenhar o organograma pode ser conduzido internamente ou com apoio especializado — a complexidade do processo determina qual abordagem faz mais sentido.

Implementação interna

Empresa com RH estruturado ou COO/sócio disponível para conduzir o mapeamento. Ideal para empresas que estão documentando pela primeira vez uma estrutura que já existe informalmente.

  • Perfil necessário: profissional de RH ou gestor com tempo e acesso à liderança para conduzir entrevistas de mapeamento
  • Tempo estimado: 3 a 6 semanas para o primeiro organograma; 4 a 8 semanas para redesenho
  • Faz sentido quando: a estrutura é relativamente simples e não há conflito político significativo
  • Risco principal: vieses internos sobre "como as coisas deveriam ser" versus como são de fato
Com apoio especializado

Redesenho de estrutura em contexto de crescimento acelerado, fusão ou mudança estratégica; quando há conflito político interno que dificulta a objetividade.

  • Tipo de fornecedor: Consultoria de Gestão Organizacional / Consultoria de RH Estratégico
  • Vantagem: metodologia estruturada, neutralidade política, benchmark externo de estruturas similares
  • Faz sentido quando: redesenho envolve múltiplas áreas ou impacta cargos, remuneração e autoridade de gestores
  • Resultado típico: proposta de estrutura validada com liderança em 6 a 12 semanas

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Perguntas frequentes

O que é organograma de empresa?

Organograma é a representação visual da estrutura organizacional de uma empresa — quem ocupa quais funções, quem responde a quem e como as áreas se relacionam. O organograma não cria a estrutura: ele a torna visível. A estrutura formal pode ou não corresponder a como as decisões de fato acontecem na empresa.

Quais são os tipos de organograma?

Os principais tipos são: funcional (agrupamento por função — o mais comum em empresas brasileiras), divisional (agrupamento por produto, região ou mercado), matricial (dois reportes simultâneos — função e projeto), horizontal ou flat (poucos níveis hierárquicos, alta autonomia) e em rede (empresa central coordena parceiros e terceiros).

Qual a diferença entre organograma funcional e matricial?

No organograma funcional, cada colaborador tem um único reporte — ao gestor da sua função. No matricial, o colaborador tem dois: o gestor funcional e o gestor do projeto ou produto em que está alocado. O matricial permite mais integração entre áreas, mas cria ambiguidade de autoridade que precisa ser gerenciada ativamente.

Para que serve o organograma em uma empresa?

Serve para clarificar reportes, planejar headcount, acelerar onboarding de novos colaboradores, comunicar mudanças estruturais, analisar span of control e identificar onde as decisões ficam lentas ou onde a estrutura não acompanhou o crescimento da empresa.

O que é estrutura organizacional divisional?

É a estrutura que organiza a empresa por produto, região ou mercado — cada divisão tem sua própria estrutura funcional interna. Indicada para empresas com múltiplas linhas de negócio ou operação em diferentes geografias. O trade-off é duplicação de funções: eficiência operacional menor, mas autonomia e foco de cada divisão maiores.

Quando usar organograma matricial?

O organograma matricial faz sentido em empresas que operam por projetos ou produtos com equipes multifuncionais — consultorias, empresas de tecnologia e organizações que precisam alocar e realocar recursos conforme a prioridade estratégica muda. Exige regras claras de resolução de conflito entre os dois chefes.

Fontes e referências

  1. Lucidchart. Estrutura organizacional: conceito e tipos. Lucidchart.
  2. Pontotel. Organograma de uma empresa: principais tipos e como montar. Pontotel.
  3. EJFGV. Organograma: o que é, quais os tipos e como fazer? EJFGV Blog.
  4. Gupy. Organograma: o que é, como fazer, 5 tipos e modelos. Blog Gupy.