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Como criar um plano de cargos e salários do zero

Estruture nomenclatura de cargos e faixas salariais desde o início para crescer com ordem
13 de abril de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Por que criar plano de cargos desde o início Fase 1: Diagnóstico (Semanas 1-2) Fase 2: Definição de estrutura (Semanas 3-6) Fase 3: Análise e avaliação de cargos (Semanas 6-10) Fase 4: Estrutura de faixas salariais (Semanas 10-12) Impacto salarial: alocando pessoas no novo plano Fase 5: Documentação (Semanas 12-13) Fase 6: Comunicação e implementação (Semanas 13-16) Fase 7: Acompanhamento (Semanas 16+) Evitando armadilhas durante criação Manutenção: revisão periódica é essencial Sinais de que você precisa de plano de cargos Caminhos para criar plano de cargos e salários Precisa criar um plano de cargos e salários? Perguntas frequentes Por onde começo para criar um plano de cargos? Como definir faixas salariais para cada cargo? Qual é a metodologia para avaliação de cargos? Quem deve estar envolvido na criação do plano de cargos? Quanto custa criar um plano de cargos? Como implementar um plano de cargos sem gerar conflito? Referências e fontes
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

Não há plano de cargos formal. Salários são negociados caso-a-caso, baseados em mercado informal ou escassez. Não há faixas salariais. Nomes de cargos são genéricos (Assistente, Gerente, Especialista) mas significam coisas diferentes em áreas diferentes. Implementação seria rápida (4-6 semanas) porque estrutura é simples. Desafio: manter simplicidade sem sacrificar equidade.

Média empresa

Há esboço de plano, mas desatualizado ou inconsistente. Cargos têm níveis (Junior, Pleno, Sênior), mas definição é vaga. Faixas salariais existem, mas amplas ou ad-hoc. Pesquisa de mercado é ocasional. Inequidade é percebida. Implementação levaria 8-12 semanas. Oportunidade: estruturar agora, evita caos conforme cresce.

Grande empresa

Plano existe, mas pode estar desatualizado ou desalinhado com mercado. Job families estão definidas. Faixas salariais são calibradas com market data (pesquisa trimestral). Implementação de plano novo seria 4-6 meses (redesenho, consultoria, mudança organizacional). Objetivo: revitalizar, alinhar com estratégia, reduzir inequidade.

Plano de cargos e salários é documento que estrutura nomenclatura de cargos, define níveis e progressão, calibra faixas salariais com market data, e oferece critério de remuneração justa e transparente[1].

Por que criar plano de cargos desde o início

Empresas que crescem sem plano enfrentam: nomenclatura inconsistente ("Analista Sênior" em vendas é muito diferente de "Analista Sênior" em tech), salários desalinhados (pessoa com mesmo trabalho ganha diferente), impossibilidade de comparar com mercado (qual é o "going rate" para Sênior em SP?), conflitos de equidade (por que ganho menos que colega?), dificuldade em promover (critério não é claro). Plano resolve: define estrutura, avalia cargos, calibra com mercado, estrutura faixas, oferece critério claro. Resultado: remuneração justa, equidade, confiança.

Fase 1: Diagnóstico (Semanas 1-2)

Mapeamento de cargos atuais: Listar todos os cargos/títulos. Quantas pessoas em cada? Há repetição de título com significado diferente? Há pessoas sem cargo claro? Isso oferece visão de como está hoje.

Análise de salários atuais: Qual é a distribuição? Min/max por cargo? Há outliers (alguém muito acima ou abaixo)? Isso oferece visão de inequidade.

Pesquisa de mercado (light): Usar LinkedIn Salary ou Salário.com para entender como mercado paga cargo similar. Isso oferece baseline externo.

Entrevistas com liderança e RH: Qual é o objetivo? Equidade? Crescimento? Transparência? Diferentes objetivos guiam design.

Identificação de problemas: Há inequidade óbvia? Há confusão sobre níveis? Há dificuldade de reter talentos? Documentar problemas que plano deveria resolver.

Fase 2: Definição de estrutura (Semanas 3-6)

Passo 1: Definir job families (famílias de cargo)

Agrupar cargos similares em competências essenciais. Exemplos: Família Vendas (todos fecham negócio), Família Tech (todos programam), Família RH (todos lidam com pessoas). Pequena empresa: 3-4 famílias. Média: 5-8. Grande: 10+. Regra: cada família deve ter caminhos de carreira (Junior ? Sênior) sem forçar transição estranha.

Passo 2: Definir níveis dentro de cada família

Quantos níveis? Pequena: 3 (Junior, Pleno, Sênior). Média: 4-5 (Assistente, Analista, Especialista, Sênior, Gerente). Grande: 6+ (Junior, Mid, Senior, Lead, Principal, Distinguished). Diferença entre níveis deve ser clara: responsabilidade aumenta, autonomia aumenta, impacto aumenta.

Passo 3: Descrever cada nível

Por exemplo, em Família Tech: Junior = "executa features simples, precisa de mentoria", Pleno = "features de escopo médio, autônomo", Sênior = "decisões arquiteturais, mentora, visão estratégica". Diferença deve ser tangível.

Passo 4: Nomear cargos

Padrão: ou nomes genéricos ("Junior", "Pleno", "Sênior") ou nomes específicos ("Junior Developer", "Senior Product Manager"). Escolha um, aplique globalmente.

Fase 3: Análise e avaliação de cargos (Semanas 6-10)

Passo 1: Análise de cada cargo

Conversar com gestores e ocupantes: o que cada cargo faz? Responsabilidades? Habilidades? Contexto? Documentar em descrição de cargo.

Passo 2: Avaliação de cargos

Comparar cargos: qual é o valor relativo? Usar market-based (qual mercado paga) ou factor-based (pontos internos). Resultado: hierarquia de cargos.

Passo 3: Validação com benchmark externo

Para cada cargo, pesquisar mercado: "qual é o salário mediano para cargo similar em SP?" Comparar com avaliação interna. Há discrepância? Revisar avaliação ou reconhecer que cargo é único.

Fase 4: Estrutura de faixas salariais (Semanas 10-12)

Definição de faixas

Para cada nível de cargo, definir: Min (mínimo), Midpoint (meio), Max (máximo). Exemplo: Senior Developer: Min R$ 7.5k, Midpoint R$ 8.5k, Max R$ 9.5k (20% spread).

Spread (amplitude)

Pequena empresa: 40-50% spread (Min R$ 4k, Max R$ 6k, 50% diferença). Média: 30-40%. Grande: 20-30% (mais estreito, mais rigor). Spread amplo permite flexibilidade em experiência; spread estreito impõe disciplina.

Diferença entre níveis

Senior deve pagar quantom mais que Pleno? Típico: 15-20%. Ex.: Pleno Min R$ 5k, Max R$ 6.5k. Senior Min R$ 6k (10% acima de Pleno Min), Max R$ 7.8k (20% acima de Pleno Max). Isso cria progressão clara.

Integração com market data

Faixas devem ser baseadas em mercado, não inventadas. Pesquisa diz que "Senior Developer em SP ganha median R$ 8.5k"? Faixa deve refletir isso (pode ser R$ 7.5k-9.5k, deixando espaço para negociação).

Impacto salarial: alocando pessoas no novo plano

Pequena empresa

Alocação simples. João é Dev, ganha R$ 6k, nova faixa é R$ 5.5k-7k. João está dentro, sem mudança. Maria é Dev, ganha R$ 4.5k (abaixo da faixa). Aumentar para R$ 5.5k (mínimo da faixa). Rápido, sem grande impacto em folha.

Média empresa

Alocação com cuidado. Alguns ficarão abaixo (ofertar aumento gradual? imediato?), alguns acima (congelar até faixa alcançar?). Documentar política. Comunicar claramente que não há redução (proteger quem ganha acima).

Grande empresa

Alocação em comitê. Cada pessoa é alocada com documentação (por que este nível?). Quadrantes: (1) Abaixo da faixa = aumentar. (2) Dentro = mantém. (3) Acima = congelar até alcançar (spread salarial ao longo de 12-24 meses). (4) Muito acima = discussão caso-a-caso. Política é transparente, comunicada.

Fase 5: Documentação (Semanas 12-13)

Manual de cargos e salários

Documento que inclui: (1) Objetivo do plano. (2) Job families e níveis. (3) Descrição de cada nível. (4) Faixas salariais. (5) Critério de progressão (como subir de nível?). (6) Processo de aumento salarial. (7) Política de desligamento (direito a bônus, comissão). (8) Integrações (benefícios, remuneração variável).

Descrição de cargos

Para cada nível, descrição de 1-2 páginas: responsabilidades, habilidades, impacto esperado, nível de autonomia.

Mapeamento de transição

Documento que mostra alocação de cada pessoa em novo plano e impacto salarial (se houver).

Fase 6: Comunicação e implementação (Semanas 13-16)

Preparação de liderança

Workshop com executivos e gestores: explicar plano, responder dúvidas, preparar para comunicação com equipes.

Comunicação com colaboradores

Via apresentação + handbook + vídeo + FAQ. Explicar: (1) Por que estava faltando (diagnóstico). (2) Como foi feito (participação de gestores, pesquisa de mercado). (3) O que muda (nomenclatura, faixas, critério). (4) Impacto para cada um (alocação individual, salarial). (5) Próximos passos (implementação, revisão periódica).

Treinamento de gestores

Como conversar sobre cargos com diretos? Como explicar alocação? Como discutir critério de promoção? Oferecer scripts e FAQ. Isso reduz desentendimento.

Implementação

Definir data de início. Comunicar salários novos (se houver mudança) individualmente (via gestor, 1:1). Oferecer período de transição: dados novos são usados a partir de X data, mas critério é comunicado agora.

Fase 7: Acompanhamento (Semanas 16+)

Monitoramento de clima

Há conflitos? Dúvidas? RH fica disponível (email, office hours). Resolver rapidamente para evitar boatos.

Revisão periódica

Anual: atualizar faixas salariais com inflação/market data. A cada 2-3 anos: revisão profunda (estrutura mudou? novos níveis precisam?). Manter vivo, não "feito uma vez".

Integração com processos RH

Plano deve alimentar: recrutamento (como descrever vaga), promoção (critério claro), desenvolvimento (plano por nível), remuneração variável (bônus integrável).

Evitando armadilhas durante criação

Achismo sem dados: Não fazer plano baseado em "feeling" de RH. Usar dados (market research, análise interna). Credibilidade é baseada em rigor.

Sem envolvimento de gestores: Se gestores não participam ou discordam, implementação falha. Investir em workshops, alinhamento, consenso.

Faixas muito amplas ou muito estreitas: Amplas (50%+) permitem flexibilidade excessiva, gera inequidade. Estreitas (15%-) são muito rígidas. 20-30% é spot.

Sem integração com remuneração variável: Plano de cargos desconectado de bônus, comissão. Integração ajuda a alinha incentivos.

Comunicação confusa: Se anunciar de forma vaga ou de surpresa, gera medo/dúvida. Comunicar cedo, claro, frequente, com suporte.

Manutenção: revisão periódica é essencial

Plano não é "feito uma vez, forever". Cargos mudam (novas responsabilidades, tecnologia), mercado muda (salários sobem), estratégia muda (novos negócios). Revisar:

Anualmente: Atualizar faixas salariais com inflação (ex.: +6% se inflação é 6%). Adicionar novo dados de mercado. Reconhecer se mercado está muito diferente.

A cada 2-3 anos: Revisão profunda. Estrutura ainda faz sentido? Níveis estão corretos? Há novos cargos criados ad-hoc? Redesenhar se necessário.

Isso mantém plano vivo, alinhado com realidade, e reduz necessidade de grandes revoluções futuras.

Sinais de que você precisa de plano de cargos

Se marca mais de 1:

  • Nomenclatura inconsistente: mesmo título significa coisas diferentes entre áreas
  • Salários desalinhados: pessoas com mesmo trabalho ganham diferente sem justificativa
  • Equidade questionada: "por que ele ganha mais que eu?"
  • Dificuldade em reter talentos: saem por "falta de carreira" ou "salário não é competitivo"
  • Impossibilidade de comparar com mercado: não sabe se está pagando acima/abaixo
  • Promoção parece arbitrária: critério não é claro
  • RH não consegue defender decisões salariais: sem rigor, sem dados

Caminhos para criar plano de cargos e salários

Duas abordagens:

Com recursos internos

RH + Comitê de gestores desenham estrutura usando market data simples (LinkedIn, Salário.com).

  • Perfil necessário: RH experiente em remuneração, gestores engajados, apoio de financeiro
  • Tempo estimado: 8-12 semanas (pequena), 12-16 semanas (média)
  • Faz sentido quando: PME com RH experiente, cargos simples, quer customização
  • Risco principal: Sem benchmark rigoroso, pode desalinhar com mercado
Com apoio especializado

Consultoria de remuneração lidera: diagnóstico, design, market research, implementação.

  • Tipo de fornecedor: Consultoria de remuneração (Mercer, Hay Group, Radford), especialista em job architecture
  • Vantagem: Benchmarking rigoroso, metodologia testada, market data profissional, mudança organizacional gerenciada
  • Faz sentido quando: Empresa maior, crescimento rápido, quer rigor, tem orçamento
  • Resultado típico: Plano documentado, comunicado, implementado com workshops, suporte pós-implementação

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Perguntas frequentes

Por onde começo para criar um plano de cargos?

Diagnóstico: mapeie cargos atuais, salários, problemas (inequidade, confusão). Pesquisa de mercado simples (LinkedIn, Salário.com). Defina objetivo (equidade, crescimento, transparência). Então, desenhe estrutura (families, níveis).

Como definir faixas salariais para cada cargo?

Use market data (pesquisa de salário). Para cada nível, defina Min (mínimo), Midpoint (meio), Max (máximo). Spread típico: 20-30% entre min-max. Diferença entre níveis: 15-20%. Sempre baseado em mercado, não inventado.

Qual é a metodologia para avaliação de cargos?

Market-based (qual mercado paga?), factor-based (pontos internos), Hay (metodologia proprietária), hybrid (ambos). Escolha depende de contexto. Validar com benchmark externo.

Quem deve estar envolvido na criação do plano de cargos?

RH (líder do processo), Gestores sêniors (input de cada área), Liderança (alinhamento estratégico), RB/Financeiro (impacto em folha). Representativos, não todos.

Quanto custa criar um plano de cargos?

Interna (com RH existente): custo de tempo RH. Externa (consultoria): R$ 30k-150k+ dependendo de escopo e porte. ROI: equidade salarial, retenção de talentos, estrutura defensável.

Como implementar um plano de cargos sem gerar conflito?

Comunicar cedo (4-6 semanas antes). Explicar por quê, como foi feito, o que muda. Treinar gestores. Oferecer suporte individual. Proteger salários (nunca reduzir). Isso reduz resistência e boatos.

Referências e fontes

  1. Mercer — Salary & Benefits Administration (guia de plano de cargos): https://www.mercer.com/en-us/solutions/health-and-benefits/
  2. Hay Group — Methodology for Job Evaluation & Salary Ranges: https://www.kornferry.com/capabilities/talent-suite/korn-ferry-pay
  3. ABRH — Guia Prático de Plano de Cargos e Salários: https://abrhbrasil.org.br/cms/publicacoes