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Vídeo em CTV: streaming e TV conectada

Pluto, Globoplay, YouTube TV e similares
Atualizado em: 17 de maio de 2026 Como anunciar em CTV: ecosystem brasileiro, formatos, segmentação, mensuração.
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa CTV (TV conectada) CTV, OTT e streaming: três termos, três significados Ecossistema brasileiro: quem vende inventário em CTV Formatos disponíveis e quando cada um vale a pena Segmentação em CTV: o que é possível e o que muda com a LGPD Mensuração: o que dá para medir e o que não dá Criativo em CTV: o que muda em relação ao digital Sinais de que sua marca pode se beneficiar de investir em CTV Caminhos para começar a investir em CTV Sua marca aparece nas TVs conectadas onde seu público está? Perguntas frequentes O que é CTV? CTV é a mesma coisa que OTT? Como anunciar no Globoplay? Quanto custa CTV no Brasil? CTV substitui TV aberta? Como medir CTV? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

Investimento mínimo da maioria das sales houses (Globoplay, Vix, Samsung TV Plus) começa em torno de R$ 30.000 por campanha, o que dificilmente cabe em verba mensal pequena. CTV (TV conectada) costuma fazer sentido apenas como teste pontual em lançamento ou campanha sazonal — e mesmo assim com expectativa modesta de conversão direta. Para pequena empresa, a alternativa é YouTube (que conta como CTV em parte do inventário) com compra via Google Ads, mais acessível e mensurável.

Média empresa

Faixa típica que começa a explorar CTV em campanhas de maior fôlego — lançamento de produto, expansão geográfica, posicionamento de marca. Compra costuma ser híbrida: programática via DSP (DV360, The Trade Desk) para alcance amplo e direto com Globoplay/Vix para inventário premium. Mensuração combina entrega (impressões, taxa de conclusão) com pesquisa de elevação de marca (brand lift) quando o orçamento permite.

Grande empresa

CTV é parte estável do mix de reconhecimento de marca, integrado a TV linear e digital. Time dedicado de mídia opera DSPs próprias, relacionamento direto com Globo/Vix/Samsung e ferramentas de medição independente. Frequência controlada por audiência única (cross-device), pesquisa de elevação de marca contínua e integração com redirecionamento digital permitem medir o efeito completo do investimento — não apenas a entrega.

CTV (TV conectada)

é o conjunto de inventários publicitários disponíveis em televisores com acesso à internet — incluindo Globoplay, Pluto TV, Samsung TV Plus, Roku, YouTube TV e Vix — que combina o impacto da tela grande com segmentação digital, formatos não puláveis e mensuração mais precisa do que a TV aberta tradicional, exigindo orçamento mínimo significativo e domínio de compra programática ou relacionamento direto com sales houses.

CTV, OTT e streaming: três termos, três significados

O mercado mistura três termos próximos, mas eles não são sinônimos. OTT (over-the-top) é qualquer conteúdo de vídeo entregue pela internet, sem passar por TV a cabo ou aberta — Netflix no celular é OTT. CTV (TV conectada) é o subconjunto do OTT que acontece especificamente na televisão da sala, conectada à internet via Smart TV, Chromecast, Apple TV ou Roku. Streaming é o método de entrega usado em ambos. Quando uma marca diz "vamos anunciar em CTV", está se referindo a impressões servidas na tela grande, não no celular.

A distinção importa porque o comportamento é diferente. Na tela grande, o público está em modo de descanso (lean back), assiste com som, geralmente em companhia e raramente interage clicando. No celular, o uso é individual, frequentemente mudo, e a ação direta (clique, instalação) ainda existe. Por isso, CTV é usado quase sempre para reconhecimento de marca e consideração, não para conversão direta de última milha.

Ecossistema brasileiro: quem vende inventário em CTV

O mapa de fornecedores no Brasil tem três grupos principais. O primeiro é o das sales houses ligadas a grandes grupos de mídia: Globoplay (Globo), Vix (Televisa e Univision), Band Play e SBT Vídeos. Vendem inventário de produções próprias e licenciadas com modelo direto ou em PMP (private marketplace) — leilão fechado a anunciantes convidados.

O segundo grupo é o dos serviços globais de FAST (free ad-supported streaming TV) e AVOD (ad-supported video on demand): Pluto TV (Paramount), Samsung TV Plus, Roku Channel e LG Channels. Operam catálogos curados de canais lineares simulados, com inventário vendido majoritariamente via DSP (plataforma de demanda).

O terceiro grupo é o YouTube, que tecnicamente é OTT mas tem parcela significativa do consumo na tela grande — o YouTube reporta que mais de 30% do tempo de visualização global vem de Smart TVs. A compra é feita via Google Ads, com a possibilidade de filtrar para inventário CTV apenas.

Modelos de monetização do conteúdo influenciam a oferta: SVOD (assinatura, como Netflix, Disney+, Globoplay Premium) tradicionalmente não tem anúncio, mas isso muda — Netflix lançou plano com anúncio em 2023, Disney+ também. AVOD/FAST são os modelos com inventário acessível.

Formatos disponíveis e quando cada um vale a pena

Pre-roll. Anúncio antes do conteúdo. Duração típica de 6, 15 ou 30 segundos. Não pulável na maioria do inventário CTV — é a grande diferença para o YouTube no celular. Bom para reconhecimento; gera frequência alta se o orçamento concentra entrega.

Mid-roll. Anúncio no meio do conteúdo, simulando o intervalo de TV aberta. Aceitação alta porque o público já está engajado com o programa. Disponível principalmente em conteúdo longo (filmes, séries).

Pause ad. Anúncio estático ou em vídeo curto que aparece quando o usuário pausa o conteúdo. Formato premium da Globoplay e algumas plataformas internacionais. Volume baixo, mas atenção elevada.

Conteúdo patrocinado. Integração com programa, série ou documentário. Custo alto, prazo longo de produção. Geralmente reservado para marcas grandes em campanhas de afinidade.

Anúncio interativo. Permite ações pelo controle remoto (apertar OK leva a QR code, pedido de mais informação, salva oferta). Implementação ainda nichada no Brasil. Mais usado em FAST internacional.

Pequena empresa

Se há orçamento limitado para teste, o caminho mais acessível é YouTube via Google Ads com filtro para tela conectada — investimento mínimo bem menor (R$ 5.000-10.000 já gera teste razoável) e mensuração integrada ao restante da operação de mídia. Para acessar inventário Globoplay/Vix/Pluto, busque parceria com agência que tenha contrato master e possa colocar sua marca em uma campanha menor dentro de um pacote maior.

Média empresa

Orçamento típico para campanha CTV completa: R$ 80.000 a R$ 300.000 por ciclo de 4 a 6 semanas. Compra mista: programática via DV360 ou The Trade Desk para alcance amplo (Pluto, Samsung TV Plus, Vix programático) + relacionamento direto com Globoplay para inventário premium em conteúdo específico. Mensuração inclui taxa de conclusão (alvo 85%+ em CTV não pulável), frequência por audiência única e, se o orçamento permitir, pesquisa de elevação de marca.

Grande empresa

Compra contínua e diversificada entre todas as sales houses relevantes, com SLAs de viewability (visibilidade), conclusão e proteção de marca contratuais. Integração de identidade unificada (ID resolution) com TV linear permite controlar frequência total entre TV aberta e CTV. Pesquisa de elevação de marca contínua mede impacto em reconhecimento e intenção. Redirecionamento digital pós-exposição CTV (via correspondência de IP doméstico) fecha o ciclo entre tela grande e dispositivo móvel.

Segmentação em CTV: o que é possível e o que muda com a LGPD

A grande promessa do CTV é unir o impacto da TV com a segmentação digital. Na prática, há limites. As principais formas de segmentar:

Segmentação contextual. Por gênero, programa, horário ou canal. É o método mais usado e o mais seguro do ponto de vista de LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) — não exige dado pessoal, só o ambiente do anúncio.

Demográfica. Por estimativa de público da plataforma (idade, gênero, classe social). Disponível em todas as principais sales houses. Precisão varia: dados próprios da plataforma (Globoplay sabe quem é assinante) são mais confiáveis que estimativas inferidas.

Geográfica. Por estado, cidade, CEP. Útil para campanhas regionais, frequentemente aproveitando geolocalização do roteador.

Segmentação por audiência. Audiências criadas a partir de dados próprios da sales house, dados de parceiros ou dados próprios do anunciante (CRM) via compartilhamento controlado. Aqui a LGPD entra com peso: a base de dados precisa ter base legal clara (consentimento, legítimo interesse com avaliação documentada) e a transferência precisa de instrumento contratual entre as partes.

Redirecionamento. Impactar usuários que visitaram seu site após a exposição CTV. Possível via correspondência de IP doméstico ou identidade unificada com parceiro de DSP. Funciona, mas exige avaliação de impacto e clareza de comunicação ao titular dos dados.

Mensuração: o que dá para medir e o que não dá

Mensuração em CTV combina o melhor da TV (alcance qualificado) com parte da disciplina digital (impressão por usuário), mas sem chegar à granularidade que o profissional de mídia digital está acostumado.

O que se mede com confiança: impressões servidas, taxa de conclusão do vídeo (geralmente alta, 85% ou mais em formatos não puláveis), visibilidade (geralmente acima de 90% em CTV — a tela é o foco principal), frequência por audiência única (quando o ambiente permite) e alcance incremental sobre TV linear.

O que é difícil ou imperfeito: cliques diretos (raros, porque o controle remoto não é mouse), conversão de última milha (a pessoa que viu o anúncio no sofá compra no celular — exige correspondência entre dispositivos), identificação individual (em ambiente doméstico, várias pessoas compartilham a TV).

Para medir efeito real, recomenda-se pesquisa de elevação de marca (brand lift study) com fornecedores como Kantar, Nielsen, IAS ou ferramentas próprias das sales houses. Pesquisa compara reconhecimento, lembrança e intenção entre grupo exposto e grupo de controle. Custo típico: R$ 30.000 a R$ 100.000 por estudo, viável apenas em campanha de porte.

Criativo em CTV: o que muda em relação ao digital

Erro mais comum em CTV é reaproveitar criativo de campanha digital sem adaptação. As diferenças que importam:

Áudio polido é obrigatório. Diferente do celular, onde 80% do consumo é mudo, na sala de casa o som está ligado. Música ruim, locução amadora ou mixagem desbalanceada empobrecem a marca.

Resolução e proporção. Vídeo precisa estar em 1920x1080 (Full HD) no mínimo, idealmente 4K. Proporção 16:9. Versões verticais ou quadradas não funcionam em CTV.

Tempo de leitura. Texto na tela precisa ficar tempo suficiente para o olho captar do sofá, a 3 metros de distância. Tipografia maior, contraste forte, menos informação simultânea.

Sem chamada para clique direto. "Clique aqui" não faz sentido na TV. Use chamadas de marca: "busque por X", "visite nosso site", QR code persistente para quem quiser acionar via celular.

Legenda obrigatória. A Lei Brasileira de Inclusão exige acessibilidade em conteúdo audiovisual publicitário. Legenda fechada ou aberta para acessibilidade auditiva é padrão.

CONAR. Mesma autorregulamentação que rege TV aberta vale para CTV. Promessa exagerada, comparação injusta, claim sem comprovação geram representação.

Sinais de que sua marca pode se beneficiar de investir em CTV

Se três ou mais sinais abaixo se aplicam à sua operação atual, vale construir um plano de teste com fornecedor especializado.

  • Investimento em TV linear caindo, com público-alvo migrando para streaming, e ainda não há alternativa estruturada para reposicionar a verba.
  • Campanhas de reconhecimento de marca em mídia digital atingem o limite de impacto e a marca pede formato premium com tela grande.
  • Audiência-alvo está concentrada em segmentos demográficos com alta penetração de Smart TV (classes A/B, capitais e regiões metropolitanas).
  • Campanha grande de lançamento ou rebranding sem componente CTV, dependendo apenas de digital fragmentado.
  • Concorrente direto já anuncia em Globoplay, Vix ou Pluto e ganha presença em ambiente premium onde sua marca não aparece.
  • Mídia paga concentrada apenas em desempenho (Google, Meta), sem componente de construção de marca de longo prazo.
  • Sem pesquisa de elevação de marca para validar efeito de campanhas grandes — todo o aprendizado vem de cliques e conversões diretas.
  • Necessidade de alcançar audiências que rejeitam TV aberta (jovens, classes A/B urbanas) mas mantêm consumo intenso de conteúdo audiovisual.

Caminhos para começar a investir em CTV

A operação interna de CTV exige expertise em compra programática que poucas empresas têm em casa. Para quase todas, o caminho passa por parceria externa — questão é se com agência integrada, sales house direto ou hub programático especializado.

Implementação interna

Time interno de mídia opera DSP (DV360, The Trade Desk, Xandr) com licenças próprias, negocia direto com sales houses e gerencia mensuração com ferramentas independentes.

  • Perfil necessário: coordenador de mídia programática com experiência em DSP + analista de mensuração de marca
  • Quando faz sentido: volume contínuo de investimento (acima de R$ 1 milhão/ano em CTV), time de mídia maduro, prioridade estratégica de internalização
  • Investimento: licença de DSP (R$ 5.000-20.000/mês de taxa mínima) + salários de 1 a 2 especialistas (R$ 15.000-30.000/mês) + ferramentas de medição
Apoio externo

Agência full-service ou hub programático especializado planeja, compra, opera e mensura, fornecendo relatórios consolidados e gestão de relacionamento com sales houses.

  • Perfil de fornecedor: agência de propaganda com mesa programática própria, hub de mídia online especializado em CTV ou consultoria de mídia com parceiros DSP
  • Quando faz sentido: primeira incursão em CTV, volume irregular, necessidade de mensuração independente, ausência de equipe interna especializada
  • Investimento típico: verba de mídia (mínimo R$ 50.000 por campanha para ter alcance relevante) + taxa de operação (10-15% da verba ou fee fixo R$ 8.000-25.000/mês)

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Perguntas frequentes

O que é CTV?

CTV (TV conectada) é o conjunto de inventários publicitários servidos em televisores conectados à internet — Smart TVs, Chromecast, Apple TV, Roku, consoles. Engloba serviços como Globoplay, Pluto TV, Samsung TV Plus, Vix, Roku Channel e parte do consumo de YouTube na tela grande. É a fronteira entre TV tradicional e digital: tem impacto da tela grande com segmentação digital, formatos não puláveis e mensuração mais granular que a TV aberta.

CTV é a mesma coisa que OTT?

Não. OTT (over-the-top) é qualquer conteúdo de vídeo entregue pela internet, em qualquer dispositivo — celular, computador ou TV. CTV é o subconjunto de OTT que acontece na televisão da sala, conectada à internet. Netflix no celular é OTT mas não é CTV. Netflix na Smart TV é OTT e também CTV. A distinção importa porque comportamento, formato e mensuração mudam quando o anúncio aparece na tela grande.

Como anunciar no Globoplay?

O Globoplay tem dois caminhos de compra: relacionamento direto com a Globo Ads (sales house) para inventário premium em conteúdos específicos, com investimento mínimo geralmente acima de R$ 30.000 por campanha, e compra programática via PMP (private marketplace) usando DSPs como DV360 ou The Trade Desk. Em geral, marcas trabalham com agência que tem contrato master e relacionamento estabelecido. Para volume menor, considere YouTube com filtro para inventário CTV como alternativa de entrada.

Quanto custa CTV no Brasil?

CPM (custo por mil impressões) típico em CTV no Brasil varia de R$ 50 a R$ 150 dependendo da plataforma, formato e segmentação. Inventário premium (Globoplay, Vix em conteúdo principal) atinge R$ 100-200. Inventário programático em FAST (Pluto, Samsung TV Plus) fica entre R$ 50-90. Para campanha com alcance relevante, prepare verba mínima de R$ 30.000-50.000. Investimento abaixo disso gera frequência baixa demais para impacto mensurável.

CTV substitui TV aberta?

Não substitui — complementa. TV aberta ainda atinge classes C/D e públicos de capilaridade ampla com custo por contato baixo. CTV alcança classes A/B, jovens urbanos e públicos que reduziram consumo de TV linear, com segmentação digital. A estratégia que funciona é integrar: planejar alcance total e controlar frequência entre TV aberta e CTV via identidade unificada, garantindo que o mesmo lar não receba 30 exposições enquanto outro recebe zero.

Como medir CTV?

Medição combina três camadas: entrega (impressões, taxa de conclusão, visibilidade), efeito de marca (pesquisa de elevação de marca medindo reconhecimento e intenção pré e pós-campanha) e efeito comportamental (redirecionamento de site após exposição CTV via correspondência de IP doméstico ou identidade unificada). Conversão direta é difícil porque o controle remoto não clica. Para campanhas grandes, contrate Kantar, Nielsen ou IAS para pesquisa de elevação. Para o resto, foque em métricas de entrega + correlação com busca de marca e tráfego direto.

Fontes e referências

  1. IAB Brasil. Relatórios e padrões de CTV e vídeo digital no mercado brasileiro.
  2. Comscore Brasil. Medição de audiência de streaming e CTV no Brasil.
  3. Meio & Mensagem. Cobertura editorial sobre CTV, sales houses e investimento publicitário no Brasil.
  4. eMarketer / Insider Intelligence. Tendências globais e previsões para CTV e investimento em mídia conectada.
  5. IAB (Interactive Advertising Bureau). Padrões internacionais para mensuração e formatos em CTV.