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Guia CONAR 2026: como sinalizar publi com influenciadores (incluindo IA e avatares)

O que muda na identificação de publicidade, nas responsabilidades da marca e no uso de IA e perfis virtuais.
Atualizado em: 07 de julho de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Guia de Publicidade por Influenciadores do CONAR A nova lógica de identificação da publicidade Como sinalizar corretamente A ampliação do conceito de "influenciador" Conteúdo gerado por IA: responsabilidade pela veracidade Matriz de responsabilidades: marca, agência e criador Marketing de afiliados e conteúdo "ativado" Público infantil e adolescente Sinais de que sua operação de influência precisa de ajuste Caminhos para adequar campanhas de influência Suas campanhas com influenciadores estão em conformidade? Perguntas frequentes O que mudou no Guia do CONAR sobre influenciadores? Como sinalizar publi corretamente? A marca é responsável pelo que o influenciador posta? Como o CONAR trata influenciadores virtuais e de IA? Marketing de afiliados conta como publicidade? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

Aplica um checklist simples de sinalização de publicidade (identificação visível de conteúdo pago) e cláusulas mínimas no contrato com o influenciador. Garante o básico de conformidade sem estrutura jurídica dedicada — sabendo que a responsabilidade não é só do criador, é também da marca.

Média empresa

Formaliza governança de curadoria e monitoramento: escolhe influenciadores com critério, acompanha as publicações e adota medidas corretivas quando há irregularidade. Padroniza a orientação de sinalização e trata o uso de IA em campanhas com atenção à veracidade.

Grande empresa

Estrutura compliance de influência com trilha de aprovação, auditoria de campanhas e política específica para conteúdo de IA e personagens virtuais. Integra jurídico, marketing e agências em um processo que documenta responsabilidades e reduz risco reputacional e legal.

Guia de Publicidade por Influenciadores do CONAR

é o documento de autorregulação publicitária que orienta como marcas e criadores devem conduzir a publicidade em redes sociais — identificação de conteúdo pago, responsabilidades e cuidados com públicos sensíveis. Sua edição atualizada ampliou o alcance para avatares e personagens de IA e mudou a lógica de quando um conteúdo é considerado publicidade, com foco na existência de um acordo entre marca e influenciador.

A nova lógica de identificação da publicidade

A mudança central da edição atualizada do Guia do CONAR é a lógica usada para decidir quando um conteúdo deve ser tratado como publicidade. Como referência, a cobertura do tema indica que o critério passou do antigo debate sobre "controle editorial" para o foco na existência de um acordo entre marca e influenciador — de modo que a ausência de um roteiro fechado ou de interferência direta no conteúdo não descaracteriza, por si só, o caráter publicitário do post [1][2].

Na prática, isso amplia o que conta como publi: se há uma relação comercial por trás — permuta, pagamento, compromisso recíproco —, o conteúdo tende a ser publicidade e precisa ser sinalizado, mesmo que o influenciador tenha liberdade criativa total.

Como sinalizar corretamente

A sinalização de conteúdo pago precisa ser clara e visível. A orientação é identificar a publicidade de forma que o público perceba facilmente — sem esconder o aviso em meio a texto longo, hashtags acumuladas ou posição de difícil visualização. O objetivo é que qualquer pessoa entenda, de imediato, que aquele conteúdo é publicidade.

Para quem opera campanhas, o cuidado é transformar isso em prática: orientar o criador sobre onde e como sinalizar, checar as publicações e não aceitar sinalização ambígua. Publi que se disfarça de conteúdo espontâneo é justamente o que a autorregulação busca coibir.

A ampliação do conceito de "influenciador"

A edição atualizada ampliou o conceito de influenciador para abranger perfis que vão além de pessoas — incluindo avatares e personagens de inteligência artificial [1][2]. Isso significa que campanhas com influenciadores virtuais ou personagens gerados por IA também estão sujeitas às regras de identificação e responsabilidade. A marca não pode usar o fato de o "influenciador" ser artificial para escapar das obrigações de sinalização e veracidade.

Pequena empresa

Usa um checklist simples: sinalização visível, contrato com cláusulas essenciais e verificação da publicação. Entende que a responsabilidade é compartilhada com a marca, não só do criador.

Média empresa

Formaliza a governança: critérios de escolha de influenciador, monitoramento das publicações e medidas corretivas. Padroniza a orientação de sinalização e trata conteúdo de IA com atenção à veracidade.

Grande empresa

Opera compliance de influência com trilha de aprovação, auditoria e política para IA e avatares. Integra jurídico e marketing, documentando responsabilidades ao longo da campanha.

Conteúdo gerado por IA: responsabilidade pela veracidade

Outro ponto da edição atualizada é a atenção ao uso de inteligência artificial. A orientação responsabiliza anunciantes e criadores pela veracidade das informações geradas por IA em campanhas [2]. Ou seja, se uma peça produzida com IA contém afirmação incorreta, o fato de "ter sido a IA" não isenta marca e criador. Na prática, isso reforça a necessidade de revisar humanamente qualquer conteúdo de campanha que use IA, especialmente alegações sobre produto, resultado ou benefício.

Matriz de responsabilidades: marca, agência e criador

A edição atualizada estimula participação mais ativa da marca. Não basta contratar e esperar: espera-se curadoria na escolha do influenciador, monitoramento das publicações e adoção de medidas corretivas em caso de irregularidade. Isso distribui responsabilidades:

Marca (anunciante). Escolhe com critério, orienta sobre sinalização, monitora e corrige. Responde pela veracidade das alegações, inclusive as geradas por IA.

Agência. Operacionaliza a curadoria e o monitoramento, formaliza contratos e orienta o criador.

Criador (influenciador). Sinaliza corretamente, respeita as alegações acordadas e segue as regras de conteúdo, inclusive para públicos sensíveis.

Marketing de afiliados e conteúdo "ativado"

A lógica de "existe um acordo comercial, então é publicidade" alcança formatos que às vezes passavam despercebidos. Marketing de afiliados — em que o criador ganha comissão por vendas geradas — se enquadra como publicidade e demanda sinalização. O mesmo vale para conteúdos "ativados" por um relacionamento comercial, ainda que sem roteiro fechado. A régua prática: se há contrapartida, sinaliza.

Público infantil e adolescente

As regras para conteúdo dirigido a crianças e adolescentes são mais rígidas, e a edição atualizada reforça esse cuidado, em diálogo com o arcabouço legal de proteção a menores no ambiente digital. Para o marketing, isso significa atenção redobrada ao escolher influenciadores cujo público é majoritariamente jovem e ao tipo de produto e apelo usados. É uma área em que o erro tem custo reputacional e legal elevado — e onde o conservadorismo compensa. O tratamento aqui é prático e orientado à conformidade da campanha, não um parecer jurídico; casos específicos devem ser avaliados com apoio especializado.

Sinais de que sua operação de influência precisa de ajuste

Quando três ou mais cenários abaixo descrevem sua situação, vale revisar a governança de campanhas com influenciadores.

  • A sinalização de publi fica escondida em texto longo ou em posição de difícil visualização.
  • A marca trata a conformidade como responsabilidade exclusiva do criador.
  • Campanhas de afiliados não são sinalizadas como publicidade.
  • Conteúdo gerado por IA entra sem revisão humana das alegações.
  • Não há critério documentado de escolha e monitoramento de influenciadores.
  • Campanhas com público jovem são conduzidas sem cuidado específico.
  • Uso de avatares ou personagens de IA sem sinalização de que são artificiais.

Caminhos para adequar campanhas de influência

A adequação pode ser conduzida internamente ou com apoio de agência de influência e assessoria jurídica de publicidade. A escolha depende do volume de campanhas e do nível de risco envolvido.

Implementação interna

O time cria um checklist de sinalização, cláusulas de contrato e um processo simples de monitoramento das publicações. Adequado para operações de influência menores e de menor risco.

  • Perfil necessário: responsável por social/influência com apoio pontual do jurídico
  • Quando faz sentido: poucas campanhas, produtos de baixo risco, público adulto
  • Investimento: tempo do time; modelos de contrato e checklist
Apoio externo

Agência de influência com governança e assessoria jurídica de publicidade estruturam compliance, curadoria, monitoramento e política para IA e público sensível. Útil para volume alto de campanhas e categorias reguladas.

  • Perfil de fornecedor: agência de marketing de influência, assessoria jurídica de publicidade
  • Quando faz sentido: muitas campanhas, categorias sensíveis, necessidade de trilha e auditoria
  • Investimento típico: fee de gestão + apoio jurídico conforme escopo

Suas campanhas com influenciadores estão em conformidade?

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Perguntas frequentes

O que mudou no Guia do CONAR sobre influenciadores?

A principal mudança foi a lógica de identificação da publicidade: o critério passou do "controle editorial" para a existência de um acordo entre marca e influenciador. Assim, a ausência de roteiro fechado não descaracteriza a publi. A edição atualizada também ampliou o conceito de influenciador para incluir avatares e personagens de IA, reforçou a responsabilidade pela veracidade de conteúdo gerado por IA e estimulou participação mais ativa da marca na curadoria e no monitoramento.

Como sinalizar publi corretamente?

De forma clara e visível, para que qualquer pessoa perceba de imediato que o conteúdo é publicidade — sem esconder o aviso em texto longo, hashtags acumuladas ou posição de difícil visualização. Na prática, a marca deve orientar o criador sobre onde e como sinalizar, checar a publicação e não aceitar sinalização ambígua.

A marca é responsável pelo que o influenciador posta?

A responsabilidade é compartilhada. A edição atualizada estimula participação ativa da marca: escolha criteriosa do influenciador, monitoramento das publicações e medidas corretivas em caso de irregularidade. A marca responde inclusive pela veracidade das alegações, incluindo as geradas por IA. Não basta contratar e se afastar.

Como o CONAR trata influenciadores virtuais e de IA?

A edição atualizada ampliou o conceito de influenciador para abranger avatares e personagens de IA, que passam a estar sujeitos às regras de identificação e responsabilidade. Além disso, anunciantes e criadores respondem pela veracidade de informações geradas por IA. O caráter artificial do "influenciador" não isenta a campanha das obrigações de sinalização e veracidade.

Marketing de afiliados conta como publicidade?

Sim. Como há uma relação comercial — comissão por vendas geradas —, o conteúdo de afiliados se enquadra como publicidade e demanda sinalização. A régua prática da edição atualizada é: se existe contrapartida (pagamento, permuta, comissão, compromisso recíproco), o conteúdo tende a ser publicidade e precisa ser identificado.

Fontes e referências

  1. Contábeis. CONAR: novas regras para influenciadores e IA.
  2. Migalhas. Guia do CONAR de publicidade de influenciadores: o que precisam saber.
  3. TozziniFreire. Novo guia do CONAR: o que muda para campanhas com influenciadores digitais.