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Comunicação com stakeholders estratégicos

Para além de imprensa: investidores, comunidade, reguladores
Atualizado em: 17 de maio de 2026 Como comunicar com stakeholders além da imprensa: investidores, ONGs, comunidade, reguladores, sindicatos.
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Comunicação com partes interessadas Para além da imprensa: o conceito de parte interessada Mapa de partes interessadas: quem está no escopo Matriz poder-interesse: como priorizar Mensagem: a narrativa-mãe e variações por grupo Ritos de relacionamento ESG como integrador moderno LGPD e dados de partes interessadas pessoa física Crise multipartes interessadas Sinais de que sua comunicação com partes interessadas precisa de estrutura Caminhos para estruturar comunicação com partes interessadas Você tem mapa atualizado das partes interessadas críticas do seu negócio? Perguntas frequentes O que e mapa de partes interessadas? Quais sao as partes interessadas de uma empresa? Como comunicar com investidores? Como comunicar com a comunidade local? O que e matriz poder-interesse? Como integrar agenda ambiental, social e de governanca na comunicacao com partes interessadas? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

Mapa simples de 5 a 10 partes interessadas prioritárias mantido pela presidência ou pelo diretor de gestão. Comunicação acontece de forma informal: telefone para o cliente importante, conversa com o fornecedor-chave, mensagem pessoal para o conselheiro investidor. Não há plano formal, mas pode haver ritual mínimo — encontro trimestral com investidores, reunião semestral com fornecedores-chave. O risco principal é confundir relação pessoal com gestão de partes interessadas: quando a operação cresce, a memória deixa de ser suficiente e surpresa estratégica acontece (cliente perde paciência sem aviso, comunidade vizinha se opõe a projeto novo).

Média empresa

Matriz formal de partes interessadas, com mapeamento por influência e interesse. Planos diferenciados por grupo: comunicação com investidores tem cadência fixa, fornecedores-chave têm reunião trimestral estruturada, comunidade local participa de fórum semestral. Comunicação corporativa coordena a articulação entre as áreas que falam com cada parte interessada. Em empresas com agenda ambiental, social e de governança formal, o engajamento com partes interessadas integra o programa, com pesquisa periódica de percepção. Sindicato e regulador entram no mapa quando aplicável.

Grande empresa

Área de Engajamento com Partes Interessadas (Stakeholder Engagement) integrada com Relações com Investidores, gestão de pessoas, sustentabilidade e jurídico. Planos de relacionamento por grupo, ritos formais (assembleia, audiência pública, fórum de fornecedores), pesquisa periódica de percepção em múltiplos públicos. Relato anual seguindo padrões internacionais (GRI Standards, AA1000 Stakeholder Engagement Standard). Em empresas com presença ambientalmente sensível ou em comunidades complexas, há equipe dedicada de relação com comunidade. Crise multipartes interessadas é antecipada com protocolo claro.

Comunicação com partes interessadas

é o conjunto de práticas, protocolos e ritos pelos quais a empresa gerencia o diálogo permanente com todos os grupos que afetam ou são afetados por sua atividade — clientes, fornecedores, colaboradores, investidores, comunidade local, governo e órgãos reguladores, imprensa, organizações não governamentais e associações setoriais — combinando mapeamento sistemático, matriz de priorização por influência e interesse, mensagens diferenciadas por grupo dentro de uma narrativa institucional consistente, ritos de relacionamento estruturados e gestão antecipada de crises que afetam múltiplos grupos simultaneamente.

Para além da imprensa: o conceito de parte interessada

O conceito moderno de parte interessada (em inglês, stakeholder) tem origem no trabalho de R. Edward Freeman, em Strategic Management: A Stakeholder Approach, de 1984. A definição é deliberadamente ampla: qualquer grupo ou indivíduo que afeta ou é afetado pela realização dos objetivos da organização. Inclui, portanto, muito mais do que acionistas.

A relevância prática do conceito vem da observação consistente — em pesquisas como as da Aberje, em frameworks como o GRI Standards e em padrões como o AA1000 Stakeholder Engagement Standard — de que empresas que mapeiam sistematicamente suas partes interessadas e mantêm canais estruturados de diálogo enfrentam menos surpresa estratégica, gerenciam melhor crises e constroem reputação mais resiliente.

O erro recorrente em empresas brasileiras é tratar comunicação institucional como sinônimo de assessoria de imprensa. Imprensa é uma parte interessada importante — mas é uma entre muitas. Quando a operação se reduz a comunicar com jornalistas, deixa-se de fora investidores que precisam de previsibilidade, comunidade local que pode bloquear um projeto, sindicato que pode paralisar a operação, regulador que pode autuar, e organizações não governamentais que podem mobilizar opinião pública contra a empresa.

Mapa de partes interessadas: quem está no escopo

O ponto de partida é o mapa. Cada empresa tem composição própria, mas as categorias típicas incluem:

Clientes. Empresas e pessoas que compram produtos ou serviços. Em empresa B2B, costumam ser número limitado de contas de grande peso. Em empresa B2C, são milhares ou milhões — gerenciados via canais de massa e relacionamento.

Fornecedores. Empresas que vendem para a sua organização. Críticos quando há concentração ou dependência operacional. Fornecedores estratégicos costumam ter relacionamento dedicado.

Colaboradores. Quem trabalha diretamente na empresa. Comunicação interna é função própria, mas integra o mapa de partes interessadas.

Investidores. Acionistas, fundos de venture capital ou private equity, bancos credores, agências de classificação de risco. Em empresa listada, regulada pela CVM. Em empresa fechada, exige relacionamento informal mas disciplinado.

Comunidade local. Pessoas e organizações da vizinhança geográfica da operação. Crítica em operações industriais, com impacto ambiental, em territórios sensíveis ou com presença histórica relevante.

Governo e órgãos reguladores. Esferas federal, estadual e municipal. Ministérios setoriais, agências reguladoras, secretarias. Relação previsível em setor regulado (energia, telecomunicações, saúde, financeiro), pontual em setor não regulado.

Imprensa. Veículos de comunicação e jornalistas. Cobre desde a imprensa local até a imprensa nacional, especializada e internacional, dependendo do porte e visibilidade.

Organizações não governamentais. Entidades de defesa de causas (meio ambiente, direitos humanos, consumidor). Podem ser parceiras ou adversárias dependendo da pauta.

Associações setoriais e do mercado. Entidades patronais, federações, conselhos profissionais. Influenciam regulação e formam consenso no setor.

Sindicatos. Representações dos trabalhadores. Críticos em setor com forte tradição sindical.

A composição exata do mapa varia por setor, porte e território. O exercício inicial é listar exaustivamente todas as categorias relevantes, com nomes específicos quando aplicável (qual cliente, qual fornecedor, qual veículo de imprensa, qual organização não governamental atuante na área).

Matriz poder-interesse: como priorizar

Listar partes interessadas não basta. A operação real precisa priorizar — empresa não consegue dedicar relacionamento estruturado a todos os grupos com a mesma intensidade. A ferramenta clássica é a matriz poder-interesse, atribuída a Aubrey Mendelow.

O eixo horizontal mede o interesse da parte interessada na operação da empresa: o quanto importa para esse grupo o que sua empresa faz. O eixo vertical mede o poder: a capacidade desse grupo de afetar a operação. Combinando os dois eixos, surgem quatro quadrantes:

Alto poder, alto interesse — gerir de perto. Grupos que importam muito o que a empresa faz e têm capacidade de afetar a operação. Em empresa típica: clientes-chave em B2B, investidores ativos, regulador setorial. Relacionamento intenso, formal, com cadência fixa.

Alto poder, baixo interesse — manter satisfeito. Grupos com poder para afetar a operação mas com pouco interesse cotidiano. Em empresa típica: alguns órgãos governamentais, associações setoriais. Relacionamento de manutenção, comunicação periódica para evitar surpresa.

Baixo poder, alto interesse — manter informado. Grupos engajados mas com pouco poder formal. Em empresa típica: comunidade local em fases não críticas, alguns colaboradores fora do processo decisório. Comunicação consistente para manter relação positiva.

Baixo poder, baixo interesse — monitorar. Grupos com pouco peso atual mas que podem mudar de quadrante. Acompanhamento leve, sem investimento de relacionamento dedicado.

A matriz é dinâmica. Comunidade local pode passar de baixo poder a alto poder rapidamente quando um projeto sensível surge. Organização não governamental pode escalar de monitorar a gerir de perto quando uma pauta vira mobilização pública. O exercício de revisão da matriz deve acontecer pelo menos anualmente, e sempre antes de decisão estratégica relevante.

Pequena empresa

Em empresa pequena, o mapa pode caber em uma planilha de uma página. O foco prático é listar os 5 a 10 grupos prioritários, identificar nomes específicos quando aplicável e definir cadência mínima de contato (ligação ao cliente importante a cada seis semanas, reunião com fornecedor-chave a cada três meses, encontro com investidor anjo a cada trimestre). Sem matriz formal, mas com disciplina de não confiar apenas na memória da presidência. Em empresa pequena com presença local, comunidade vizinha entra no mapa especialmente se houver projeto de expansão ou alteração operacional sensível.

Média empresa

Operação se estrutura. Matriz poder-interesse formal, revisada anualmente, com plano de relacionamento por grupo (cadência, formato, conteúdo, responsável interno). Pesquisa de percepção pode começar com formato simples — entrevistas qualitativas com amostra de partes interessadas-chave. Comunicação corporativa coordena, mas executa via áreas-cliente (vendas para clientes, suprimentos para fornecedores, gestão de pessoas para colaboradores, agenda ambiental, social e de governança para comunidade e organizações não governamentais). Em empresa com presença industrial relevante, sindicato passa a integrar planejamento formal de relacionamento.

Grande empresa

Área dedicada de Engajamento com Partes Interessadas integrada com Relações com Investidores, gestão de pessoas, sustentabilidade e jurídico. Pesquisa de percepção formal e periódica (anual ou bianual) usando metodologia padronizada (AA1000 SES). Ritos institucionalizados: assembleia geral, dia do investidor, fórum de fornecedores, audiência pública para projeto de impacto, comitês consultivos com comunidade. Relato anual seguindo GRI Standards inclui materialidade definida com partes interessadas. Protocolo de crise multipartes interessadas pronto, com matriz de comunicação por cenário e porta-vozes alinhados.

Mensagem: a narrativa-mãe e variações por grupo

Erro comum: tratar comunicação com partes interessadas como tradução simples — falar o mesmo conteúdo em palavras diferentes para públicos diferentes. Resultado: mensagem genérica que não engaja ninguém especificamente.

A prática que funciona segue dois princípios:

Narrativa-mãe consistente. Há uma história institucional unificada sobre o que a empresa é, para onde vai, em que acredita. Essa narrativa-mãe está em todos os contatos com todos os grupos, em essência. Inconsistência aqui — empresa diz uma coisa para investidor, outra para colaborador, outra para comunidade — destrói credibilidade.

Variação na ênfase e no detalhe por grupo. Investidor quer detalhe financeiro e estratégico que comunidade local não quer. Comunidade local quer impacto ambiental e social que investidor varejo não vai consumir. Colaborador quer cultura, oportunidade e segurança no emprego. Cada grupo recebe a mesma história contada com a ênfase relevante para ele.

Prática operacional para garantir coerência: documento mestre de narrativa institucional, atualizado anualmente, validado por presidência, comunicação corporativa, Relações com Investidores, gestão de pessoas e sustentabilidade. Todas as áreas que falam com partes interessadas trabalham a partir desse documento, adaptando para o público específico.

Ritos de relacionamento

Comunicação com partes interessadas não acontece em vácuo — ela se materializa em ritos. Cada grupo importante tem ritos próprios, com cadência, formato e protocolo definidos.

Investidores: assembleia, dia do investidor, divulgação de resultados. Em empresa listada, calendário regulatório (Resolução CVM 80 e atos correlatos). Em empresa fechada, reunião de conselho com pauta fixa, relatório periódico, encontro anual de acionistas.

Clientes: encontros estratégicos, comitês de relacionamento, fóruns de cliente. Em B2B, executivos de relacionamento conduzem reuniões formais com clientes-chave. Em B2C, pesquisa de satisfação e canais de relacionamento estruturado.

Fornecedores: fórum de fornecedores, avaliação periódica, encontros estratégicos. Fornecedores estratégicos têm executivo dedicado, reunião trimestral ou semestral, plano conjunto de longo prazo.

Colaboradores: comunicação interna, encontro com a presidência, pesquisa de clima. Função própria de comunicação interna, mas integrada à comunicação com partes interessadas como um todo.

Comunidade local: audiência pública, fórum comunitário, conselho consultivo. Crítico em operação industrial, projeto de impacto ambiental ou presença em território sensível. Em projetos de licenciamento ambiental, audiência pública é obrigação legal.

Governo e reguladores: encontros bilaterais, participação em consulta pública, relatórios obrigatórios. Em setor regulado, calendário previsível. Em setor não regulado, atenção pontual a propostas legislativas ou regulatórias relevantes.

Imprensa: contato regular com jornalistas-chave, releases, entrevistas, eventos. Função tradicional de assessoria de imprensa, parte do mapa maior.

Organizações não governamentais e associações setoriais: encontros bilaterais, participação em fóruns conjuntos, posicionamento em pautas comuns. Relacionamento construído ao longo do tempo, antes que pautas críticas surjam.

ESG como integrador moderno

A agenda ambiental, social e de governança (ESG, na sigla em inglês) emergiu nos últimos anos como integrador natural da comunicação com partes interessadas. A razão é estrutural: ESG é, por definição, agenda que conecta múltiplos grupos — investidores cobram, comunidade vive, regulador exige, colaboradores valorizam, organizações não governamentais auditam.

O padrão AA1000 Stakeholder Engagement Standard (AA1000 SES), do AccountAbility, oferece estrutura para o engajamento sistemático com partes interessadas no contexto de ESG. Os princípios centrais: inclusividade (engajar todos os grupos relevantes), materialidade (focar nos temas que importam para os grupos), responsividade (responder concretamente ao que é levantado).

O Global Reporting Initiative (GRI Standards), padrão internacional para relato de sustentabilidade, exige que a empresa defina o que é material a partir do diálogo com partes interessadas. Não é decisão unilateral da empresa — é processo de escuta estruturada.

Empresas maduras integram a matriz de partes interessadas, a pesquisa de materialidade e o relato anual em fluxo único. Isso evita o sintoma comum de tratar ESG como agenda paralela, com discurso descolado da comunicação institucional — situação em que comunicação corporativa diz uma coisa, relatório de sustentabilidade diz outra, e Relações com Investidores diz uma terceira.

LGPD e dados de partes interessadas pessoa física

Bases de dados de partes interessadas frequentemente incluem pessoa física — jornalistas, lideranças comunitárias, representantes de organizações não governamentais, contatos em órgãos públicos. O tratamento desses dados está sujeito à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 13.709/18).

Princípios essenciais:

Base legal documentada. Cada tratamento de dado pessoal precisa de base legal. Para gestão de relacionamento com partes interessadas pessoa física, a base mais comum é o legítimo interesse — com avaliação documentada de necessidade, finalidade e proporcionalidade.

Finalidade clara. Os dados são tratados para gestão de relacionamento institucional, não para marketing direto sem consentimento específico.

Direitos do titular. Canal disponível para que a pessoa solicite acesso, correção ou eliminação de seus dados. Em organização com volume relevante, encarregado de proteção de dados acessível.

Segurança. Acesso restrito à base, registro de quem acessou, proteção contra vazamento.

Para casos específicos, especialmente quando há tratamento de dado sensível (por exemplo, posição política de líder comunitário em contexto de licenciamento), recomenda-se consulta a advogado especializado em proteção de dados.

Crise multipartes interessadas

O teste real da operação de comunicação com partes interessadas é a crise. Quando algo dá errado — acidente ambiental, falha de produto com risco à saúde, denúncia pública, problema regulatório — múltiplos grupos demandam comunicação simultânea: imprensa, regulador, investidor, comunidade, colaboradores, clientes. Quem não tem mapa nem protocolo se confunde, comunica primeiro o grupo errado, deixa o grupo crítico saber por terceiros.

Protocolo mínimo para crise multipartes interessadas:

Comitê de crise definido. Quem entra (presidente, diretor financeiro, diretor de comunicação, jurídico, diretor da área impactada), onde se reúne, quem decide o quê.

Matriz de comunicação por grupo. Para cada parte interessada relevante, mensagem prevista, canal, porta-voz e cadência. Atualizada periodicamente.

Sequência por nível de severidade. Em cenário grave, sequência típica: pessoas afetadas (se houver), autoridades reguladoras (obrigação legal), colaboradores, clientes-chave, investidores (em empresa listada, com cadência regulatória), imprensa, comunidade ampla.

Coerência entre canais. Mensagem precisa ser consistente. Comunicado público que minimiza o problema enquanto colaboradores recebem instrução interna contraditória amplifica a crise.

Cadência de atualização. Crise não termina com o primeiro comunicado. Atualizações periódicas, com novos elementos e progresso da resposta, mantêm controle da narrativa.

Sinais de que sua comunicação com partes interessadas precisa de estrutura

Se três ou mais cenários abaixo descrevem sua operação, vale revisar o protocolo de gestão de partes interessadas antes que uma surpresa estratégica cobre o preço.

  • Empresa não tem mapa de partes interessadas documentado — a relação depende da memória da presidência ou da liderança de cada área.
  • Comunicação institucional se limita a assessoria de imprensa — outros grupos relevantes não têm plano específico de relacionamento.
  • Comunidade local foi surpreendida por algum projeto ou alteração operacional, gerando resistência que poderia ter sido antecipada.
  • Sindicato só é tratado em momento de data-base ou de conflito — sem relação institucional ao longo do ano.
  • Órgãos reguladores conhecem a empresa apenas por relatório obrigatório, sem relação proativa.
  • Agenda ambiental, social e de governança (ESG) é tratada isoladamente da comunicação institucional, com mensagens descoladas entre relatório de sustentabilidade, divulgação de resultados e comunicação corporativa.
  • Não há protocolo de crise multipartes interessadas — em cenário crítico, a sequência de comunicação é improvisada.
  • Pesquisa de percepção com partes interessadas não acontece ou é feita esporadicamente sem método consistente.

Caminhos para estruturar comunicação com partes interessadas

A combinação entre operação interna e apoio externo depende do porte, da complexidade do mapa de partes interessadas e da maturidade das áreas envolvidas.

Implementação interna

Comunicação corporativa coordena, com integração formal entre Relações com Investidores, gestão de pessoas, sustentabilidade, jurídico e áreas operacionais. Mapa de partes interessadas atualizado periodicamente, planos por grupo, ritos com cadência definida.

  • Perfil necessário: profissional de comunicação corporativa com visão institucional, articulação formal entre Relações com Investidores, gestão de pessoas, sustentabilidade e jurídico
  • Quando faz sentido: empresa com equipe interna madura, mapa de partes interessadas estável, complexidade gerenciável internamente
  • Investimento: tempo das áreas envolvidas, ferramentas de gestão de relacionamento (sistema de gestão de relacionamento institucional, ferramenta de monitoramento de mídia), pesquisa periódica de percepção (R$ 30.000 a R$ 150.000 por onda em formato profissional)
Apoio externo

Consultoria especializada em engajamento com partes interessadas conduz mapeamento estruturado, aplica padrão AA1000 SES, realiza pesquisa de materialidade e desenha protocolo. Agência de relações públicas apoia execução em públicos específicos.

  • Perfil de fornecedor: consultoria de engajamento com partes interessadas, agência de relações públicas, consultoria de sustentabilidade ou de ambiente, social e governança, escritório jurídico para temas regulatórios
  • Quando faz sentido: estruturação inicial profissional, projeto sensível com partes interessadas críticas (licenciamento ambiental, expansão em comunidade complexa), redesenho de relato de sustentabilidade, preparação para crise antecipada
  • Investimento típico: R$ 50.000 a R$ 300.000 em projeto de mapeamento e estruturação, mensalidade de assessoria de imprensa e relações públicas, projeto de pesquisa de materialidade conforme escopo

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Perguntas frequentes

O que e mapa de partes interessadas?

E o documento que lista exaustivamente todos os grupos que afetam ou sao afetados pela operacao da empresa — clientes, fornecedores, colaboradores, investidores, comunidade local, governo e orgaos reguladores, imprensa, organizacoes nao governamentais, associacoes setoriais, sindicatos — com nomes especificos quando aplicavel. E ponto de partida para a gestao estruturada de relacionamento. O conceito tem origem no trabalho de R. Edward Freeman, em Strategic Management: A Stakeholder Approach, de 1984, e e operado por padroes como o AA1000 Stakeholder Engagement Standard.

Quais sao as partes interessadas de uma empresa?

As categorias tipicas incluem clientes (empresas e pessoas que compram), fornecedores, colaboradores, investidores (acionistas, fundos, bancos, agencias de classificacao de risco), comunidade local (vizinhanca geografica da operacao), governo e orgaos reguladores (federal, estadual, municipal, agencias setoriais), imprensa, organizacoes nao governamentais, associacoes setoriais e do mercado, e sindicatos. A composicao exata varia por setor, porte e territorio — uma operacao industrial em territorio sensivel tera mapa diferente de uma empresa de software em centro urbano.

Como comunicar com investidores?

Em empresa listada, a comunicacao com investidores e regulada pela CVM (Resolucao CVM 80 e atos correlatos) e segue calendario fixo — divulgacao trimestral de resultados, teleconferencia, formulario de referencia, fato relevante quando aplicavel. Em empresa fechada, mantem-se cadencia adaptada: relatorio trimestral aos socios investidores, reuniao de conselho com pauta fixa, comunicacao proativa em eventos relevantes. A area dedicada (em empresa listada) ou a funcao integrada ao diretor financeiro (em empresa fechada) e responsavel pelo dialogo, com integracao formal com a comunicacao corporativa.

Como comunicar com a comunidade local?

O ponto de partida e identificar interlocutores reais na comunidade — liderancas comunitarias, associacoes de bairro, conselhos locais, escolas, religiosos, comerciantes. Cadencia minima de relacionamento (encontro periodico, presenca em eventos comunitarios) constroi confianca antes de qualquer projeto sensivel. Em momentos criticos — projeto de expansao, alteracao operacional com impacto, licenciamento ambiental — audiencia publica formal ou conselho consultivo com a comunidade sao ritos especificos. Comunidade que descobre projeto por terceiros tende a reagir com resistencia, mesmo quando o projeto seria aceitavel.

O que e matriz poder-interesse?

E a ferramenta classica de priorizacao de partes interessadas, atribuida a Aubrey Mendelow. Cruza dois eixos: poder da parte interessada de afetar a operacao (eixo vertical) e interesse na operacao da empresa (eixo horizontal). Surgem quatro quadrantes: alto poder e alto interesse exigem gerir de perto; alto poder e baixo interesse exigem manter satisfeito; baixo poder e alto interesse exigem manter informado; baixo poder e baixo interesse exigem apenas monitorar. A matriz e dinamica — grupos mudam de quadrante quando temas relevantes surgem.

Como integrar agenda ambiental, social e de governanca na comunicacao com partes interessadas?

A agenda ambiental, social e de governanca (ESG) e, por natureza, agenda multipartes — investidores cobram, comunidade vive, regulador exige, colaboradores valorizam, organizacoes nao governamentais auditam. A integracao acontece via padroes como o AA1000 Stakeholder Engagement Standard (engajamento estruturado) e o GRI Standards (relato anual com materialidade definida em dialogo com partes interessadas). Empresas maduras integram a matriz de partes interessadas, a pesquisa de materialidade e o relato anual em fluxo unico, evitando que ESG vire agenda paralela com discurso descolado da comunicacao institucional.

Fontes e referências

  1. R. Edward Freeman — Strategic Management: A Stakeholder Approach. Obra fundadora do conceito moderno de gestão de partes interessadas.
  2. AccountAbility — AA1000 Stakeholder Engagement Standard. Padrão internacional para engajamento estruturado com partes interessadas.
  3. GRI — Global Reporting Initiative Standards. Padrão internacional para relato de sustentabilidade com materialidade definida em diálogo com partes interessadas.
  4. Aberje — Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. Pesquisas sobre comunicação institucional integrada.
  5. CVM — Comissão de Valores Mobiliários. Regulamentação sobre Relações com Investidores em empresas listadas.