Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Template de manual de marca Para que serve um template de manual de marca Por que organizar o manual em três blocos O que separa um template bom de uma lista de regras Manual de marca, brand book e brand guidelines: qual é qual Como decidir qual documento (ou os dois) você precisa Bloco 1 — Marca verbal: como a marca pensa e fala Seções obrigatórias do bloco verbal Como documentar tom de voz sem cair em adjetivo vago O que entra em naming e mensagens-chave Bloco 2 — Marca visual: como a marca aparece Logo, área de proteção e tamanho mínimo Paleta de cores com códigos para cada meio Acessibilidade de cor: o contraste mínimo no template Tipografia, grid e os demais elementos visuais Bloco 3 — Aplicações e governança: como a marca é usada e mantida Aplicações por canal: papelaria, digital, redes e sinalização Dos & don'ts: o que separa bom de mau manual Governança: owner, versionamento e onde baixar os assets Formato e tamanho: PDF, Notion, Figma, microsite ou brand center Quantas páginas deve ter um manual de marca Quando sair do PDF para um sistema online Erros comuns ao montar o template Manual sem exemplos e sem "don'ts" Manual desatualizado, sem owner e sem changelog Tipografia sem licença e assets sem endereço Sinais de que falta um template de manual estruturado Caminhos para montar o manual de marca Seu manual cobre marca verbal, visual e aplicações — ou é só o arquivo do logo? Perguntas frequentes Quais seções deve ter um manual de marca? Qual a diferença entre manual de marca e brand book? Tem um template de manual de marca? Quantas páginas deve ter um manual de marca? Quem usa o manual de marca na prática? Com que frequência atualizar o manual de marca? Fontes e referências
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Manual de marca: o que precisa ter (com template)

é a estrutura padronizada de seções que um manual de marca (brand guidelines) precisa conter para ser aplicável — organizada em três blocos: marca verbal (como a marca pensa e fala), marca visual (…
Atualizado em: 07 de julho de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Template de manual de marca Para que serve um template de manual de marca Por que organizar o manual em três blocos O que separa um template bom de uma lista de regras Manual de marca, brand book e brand guidelines: qual é qual Como decidir qual documento (ou os dois) você precisa Bloco 1 — Marca verbal: como a marca pensa e fala Seções obrigatórias do bloco verbal Como documentar tom de voz sem cair em adjetivo vago O que entra em naming e mensagens-chave Bloco 2 — Marca visual: como a marca aparece Logo, área de proteção e tamanho mínimo Paleta de cores com códigos para cada meio Acessibilidade de cor: o contraste mínimo no template Tipografia, grid e os demais elementos visuais Bloco 3 — Aplicações e governança: como a marca é usada e mantida Aplicações por canal: papelaria, digital, redes e sinalização Dos & don'ts: o que separa bom de mau manual Governança: owner, versionamento e onde baixar os assets Formato e tamanho: PDF, Notion, Figma, microsite ou brand center Quantas páginas deve ter um manual de marca Quando sair do PDF para um sistema online Erros comuns ao montar o template Manual sem exemplos e sem "don'ts" Manual desatualizado, sem owner e sem changelog Tipografia sem licença e assets sem endereço Sinais de que falta um template de manual estruturado Caminhos para montar o manual de marca Seu manual cobre marca verbal, visual e aplicações — ou é só o arquivo do logo? Perguntas frequentes Quais seções deve ter um manual de marca? Qual a diferença entre manual de marca e brand book? Tem um template de manual de marca? Quantas páginas deve ter um manual de marca? Quem usa o manual de marca na prática? Com que frequência atualizar o manual de marca? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

Um template enxuto resolve. De 10 a 20 páginas em PDF cobrindo logotipo (versões e usos proibidos), 2 a 3 cores com códigos, 1 a 2 tipografias, tom de voz em uma página e um conjunto de "dos & don'ts" já garante coerência quando a comunicação começa a ser delegada. O risco não é template incompleto — é não ter template nenhum e cada peça sair de um jeito. Prioridade: documentar o que já existe, não reinventar a marca.

Empresa média-grande

O template ganha as três camadas completas — marca verbal, marca visual e aplicações/governança — em 40 a 80 páginas ou em um microsite interno. Entram seções por canal (digital, impresso, redes, sinalização), exemplos reais de uso correto e incorreto, dono nomeado e changelog. A pergunta deixa de ser "o que ter" e passa a ser "como manter atualizado e fácil de encontrar".

Grande empresa

O entregável é um brand center digital: site com busca, login, download de assets e versionamento. As mesmas seções existem, mas distribuídas em uma plataforma viva (Frontify, Brandfolder, Bynder) que serve dezenas de áreas, agências e fornecedores. Há owner formal, fluxo de aprovação e seção "o que mudou" visível. O template em PDF, quando existe, é só um recorte do sistema.

Template de manual de marca

é a estrutura padronizada de seções que um manual de marca (brand guidelines) precisa conter para ser aplicável — organizada em três blocos: marca verbal (como a marca pensa e fala), marca visual (como a marca aparece) e aplicações e governança (como a marca é usada nos canais e quem cuida disso). O template define quais seções existem e em que ordem; o conteúdo de cada seção é específico de cada marca.

Para que serve um template de manual de marca

Um template de manual de marca garante que nenhuma seção essencial fique de fora e dá a quem monta o documento um ponto de partida em vez de uma folha em branco. Este artigo entrega essa estrutura seção a seção. Ele complementa o conteúdo conceitual de brand guidelines, que explica por que o manual existe; aqui o foco é o checklist copiável das partes que o manual precisa ter.

Por que organizar o manual em três blocos

Manuais bem estruturados separam o que a marca pensa e diz do que a marca mostra e de como tudo isso é aplicado e mantido. A divisão em três blocos — verbal, visual, aplicações/governança — evita o erro mais comum: detalhar o logotipo em vinte páginas e despachar tom de voz em meia. Cada bloco responde a uma pergunta de quem produz material: "o que a marca quer dizer?", "como ela tem que parecer?" e "onde e como uso isso na prática?".

O que separa um template bom de uma lista de regras

A diferença entre um manual útil e um arquivo esquecido está em mostrar uso, não só ditar regra. A Frontify, plataforma de brand guidelines, resume três marcas de um bom manual: ser online (mais fácil de navegar e atualizar que PDF), prático (com texto e imagens de aplicação) e abrangente (com contexto e casos de uso).[1] Por isso o template abaixo reserva espaço para exemplos e para a coluna de "don'ts" em cada seção visual.

Manual de marca, brand book e brand guidelines: qual é qual

Manual de marca e brand guidelines são o mesmo documento operacional — o conjunto de regras de aplicação; brand book é o documento inspiracional, que conta a história e o espírito da marca. Muitas empresas juntam os dois, mas confundir gera template torto: um brand book de poesia não ajuda quem monta um post, e um manual seco não transmite o porquê das decisões.

Como decidir qual documento (ou os dois) você precisa

Regra prática: se a dúvida da equipe é "o que essa marca representa?", falta brand book; se é "posso usar o logo assim?", falta manual. Pequenas empresas costumam precisar só do manual operacional com um bloco curto de fundamentos; marcas em reposicionamento, fusão ou lançamento costumam produzir os dois. A tabela abaixo separa os três termos.

Documento Função principal Conteúdo típico Quem mais usa
Brand book Inspiracional — transmite a essência Propósito, valores, história, personalidade, manifesto Liderança, novos colaboradores, parceiros estratégicos
Manual de marca / brand guidelines Operacional — define como aplicar Logo, cores, tipografia, tom de voz, regras por canal Designers, redatores, agências, fornecedores
Brand center / sistema Operacional vivo — distribui e versiona Manual + biblioteca de assets + templates + busca Todas as áreas internas e parceiros externos, em escala

Bloco 1 — Marca verbal: como a marca pensa e fala

O bloco de marca verbal define o conteúdo e o jeito de falar antes de qualquer decisão visual — a camada que designers e redatores aplicam em cada peça. Um template completo cobre seis seções.

Seções obrigatórias do bloco verbal

  1. Essência e propósito. Em uma frase, por que a marca existe além de vender — a âncora das outras decisões.
  2. Posicionamento. Para quem a marca é, contra quem compete e o que a diferencia. Uma a duas frases, não um ensaio.
  3. Naming. Como o nome é escrito (maiúsculas, espaçamento, uma palavra ou duas), como não pode ser escrito, e como tratar produtos e sub-marcas.
  4. Tom de voz. A personalidade verbal traduzida em atributos com exemplos lado a lado.
  5. Mensagens-chave. As 3 a 5 frases que a marca repete em qualquer canal — proposta de valor pronta para copiar.
  6. Vocabulário. Palavras que a marca usa, palavras que evita, e como tratar o público.

Como documentar tom de voz sem cair em adjetivo vago

A regra do tom de voz é mostrar, não dizer — "tom acolhedor" significa coisas diferentes para duas pessoas, e exemplos lado a lado resolvem. O guia de conteúdo da Mailchimp é uma referência pública útil: define a voz em quatro princípios — "somos diretos", "somos genuínos", "somos tradutores" e "nosso humor é seco" — e detalha cada um com orientação concreta de escrita.[2] No template, reserve para cada atributo uma coluna "diríamos assim" e uma "não diríamos assim".

O que entra em naming e mensagens-chave

Naming evita que o nome da marca apareça de cinco formas diferentes — a Mailchimp, por exemplo, fixa que o nome é uma palavra só, com M grande e c pequeno.[3] Mensagens-chave são o atalho que impede cada peça de reinventar a proposta de valor: a frase de uma linha, o parágrafo de apresentação e a versão curta para bio, todos prontos para colar.

Bloco 2 — Marca visual: como a marca aparece

O bloco de marca visual define todos os elementos gráficos com códigos exatos e regras de uso. É o mais detalhado do template e o que mais sofre quando falta a coluna de "usos proibidos". Cobre nove seções.

Logo, área de proteção e tamanho mínimo

A seção de logotipo lista as versões (primária, horizontal, vertical, monocromática, fundo claro e fundo escuro), a área de proteção (espaço livre mínimo ao redor) e o tamanho mínimo — em pixels para tela e milímetros para impressão. A Mailchimp documenta inclusive a versão reversa para fundos escuros, em vez de deixar a equipe improvisar.[3] Toda seção de logo precisa de exemplos de uso incorreto: não esticar, não recolorir, não inclinar, não aplicar sobre fundo de baixo contraste.

Paleta de cores com códigos para cada meio

Cores precisam dos códigos certos para cada meio, ou se quebram entre tela e gráfica. O template registra cada cor em HEX (web), RGB (digital), CMYK (impressão) e, quando há produção gráfica de precisão, Pantone. Defina também a proporção de uso (qual cor domina, qual é de apoio) e o comportamento em fundos diferentes.

Acessibilidade de cor: o contraste mínimo no template

Acessibilidade entra na paleta como contraste mínimo entre texto e fundo. O critério 1.4.3 da WCAG 2.1 (nível AA) do W3C pede pelo menos 4,5:1 para texto normal e 3:1 para texto grande — 18pt, ou 14pt em negrito.[4] Documentar quais combinações de cor da marca passam nesse limite evita peças ilegíveis e retrabalho. O critério isenta texto que faz parte do logotipo, mas não o resto da comunicação.

Tipografia, grid e os demais elementos visuais

O template fecha o bloco visual com seis seções restantes, cada uma com regra e exemplo:

  1. Tipografia. Famílias primária e secundária com a licença de cada (Google Fonts, Adobe Fonts, proprietária), hierarquia de uso (título, subtítulo, corpo, legenda) e alternativa de sistema.
  2. Grid e espaçamento. A estrutura que organiza as peças — margens, colunas, escala de espaçamento.
  3. Iconografia. Estilo dos ícones (traço, preenchimento, cantos), conjunto aprovado e regra para criar novos.
  4. Fotografia. Estilo de imagem (enquadramento, luz, cor, tipo de cena e de pessoa) e o que evitar.
  5. Ilustração. Estilo gráfico próprio, quando existir, com exemplos do que é e do que não é da marca.
  6. Motion. Princípios de animação para vídeo, redes e interface — duração, transição, comportamento do logo em movimento.

Bloco 3 — Aplicações e governança: como a marca é usada e mantida

O terceiro bloco mostra a marca aplicada em contexto real e define quem cuida dela — o que transforma regra em prática e distingue manual maduro de PDF decorativo. Divide-se em aplicações por canal e governança.

Aplicações por canal: papelaria, digital, redes e sinalização

As aplicações mostram a marca montada em cada ponto de contato, não só os elementos soltos. O template cobre, no mínimo:

  1. Papelaria. Cartão, papel timbrado, assinatura de e-mail, modelo de apresentação.
  2. Digital. Site, landing page, banner, e-mail marketing, avatar e capa de perfil.
  3. Redes sociais. Formatos por plataforma, grade de feed, templates de post e story.
  4. Sinalização e ambiente. Fachada, crachá, sinalização interna, estande de evento — quando aplicável ao negócio.

Cada aplicação ganha valor com exemplo real. As referências públicas apostam nisso: a Netflix mostra casos de uso digitais e offline e exemplos de "como não aplicar"; a Starbucks abre o manual com casos reais de campanha em vários meios.[1]

Dos & don'ts: o que separa bom de mau manual

Mostrar só o uso correto não basta — a coluna de "don'ts" é o que evita erro. Manuais fracos listam apenas o que fazer; manuais fortes colocam, lado a lado, o uso certo e o uso errado de cada elemento. É um padrão entre as referências públicas: Netflix, Firefox e a fabricante de brinquedos Tonies destacam exemplos práticos de uso incorreto junto aos corretos.[1] No template, reserve uma página de dos & don'ts por elemento crítico: logo, cor, tipografia e tom de voz.

Governança: owner, versionamento e onde baixar os assets

Governança é o que mantém o manual vivo depois de pronto. O bloco final do template precisa de quatro itens:

  1. Owner. Uma pessoa ou área responsável por aprovar exceções, treinar quem produz e manter a versão atual.
  2. Versionamento e changelog. Número de versão, data e um registro do "o que mudou". Marcas como Mastercard e IBM mantêm uma seção visível de atualizações recentes no topo do manual.[1]
  3. Download de assets. Onde estão os arquivos oficiais — logo em vetor, fontes, templates — para que ninguém recrie ou use versão antiga.
  4. Fluxo de aprovação. O que precisa passar por revisão antes de publicar, e por quem.

Boas referências combinam governança com controle de acesso: a Netflix libera as regras de uso do logo para qualquer um, mas exige solicitação de acesso para os demais materiais — um exemplo simples de governança que protege a marca sem travar quem precisa do básico.[1]

Pequena empresa

Use o template em versão curta. Verbal: essência, tom de voz (uma página com dos & don'ts) e mensagens-chave. Visual: logo com usos proibidos, 2 a 3 cores com HEX/RGB/CMYK, 1 a 2 tipografias gratuitas. Aplicações: uma página com 3 a 4 exemplos (post, cartão, e-mail) e governança mínima — quem aprova e onde estão os arquivos. Resultado: 10 a 20 páginas em PDF no Drive. Não preencha motion, grid ou ilustração se a marca ainda não usa.

Empresa média-grande

Preencha as três camadas completas, com seções por canal e a coluna de "don'ts" em cada elemento crítico. Formato: PDF de 40 a 80 páginas ou microsite interno. Inclua owner nomeado, número de versão e changelog. Quando o volume cresce e várias áreas e agências consultam o manual, avalie migrar para um brand center (Frontify, Brandfolder).

Grande empresa

O template vira a arquitetura de um brand center digital: as mesmas seções dos três blocos, mas em plataforma com busca, login, download de assets e versionamento. Inclui guias por mercado, idioma e linha de produto, governança formal (comitê de marca, fluxo de aprovação) e métricas de uso. O PDF, quando existe, é só um recorte do sistema vivo.

Formato e tamanho: PDF, Notion, Figma, microsite ou brand center

O formato certo é o que a sua equipe realmente abre e consulta — não o mais bonito nem o mais completo. PDF organizado funciona para times pequenos; microsite ou brand center compensa quando o volume de produção e o número de pessoas tornam o PDF impossível de manter atualizado.

Quantas páginas deve ter um manual de marca

Não há número fixo — o tamanho ideal é o menor que mantenha a marca consistente. Como orientação prática, na ausência de um padrão oficial: pequena empresa vive bem com 10 a 20 páginas; média-grande costuma chegar a 40 a 80 páginas em PDF ou ao equivalente em microsite; grande empresa abandona a métrica de páginas e trabalha com um sistema navegável. Manual maior do que o necessário vira documento de prateleira — o sintoma é justamente o excesso de páginas que ninguém lê.

Quando sair do PDF para um sistema online

Faz sentido migrar para sistema online quando o PDF deixa de dar conta: muitas áreas produzindo conteúdo, agências externas, fornecedores múltiplos e necessidade de download direto de assets. A vantagem não é estética — é manter todos na versão atual e permitir busca, em vez de e-mails pedindo arquivo. Na outra ponta da escala, o NASA Graphics Standards Manual, de Richard Danne e Bruce Blackburn (1975), é um manual impresso clássico hoje reeditado como referência de design — prova de que a estrutura de um bom manual independe do formato, mas o formato precisa servir ao uso atual da marca.[5]

Erros comuns ao montar o template

Os erros mais frequentes não estão no design do manual, mas no que ele deixa de cobrir.

Manual sem exemplos e sem "don'ts"

Manual que só lista regras, sem mostrar aplicação e sem o uso incorreto, deixa cada pessoa interpretar à sua maneira — é o erro número um. Reserve espaço para exemplo e para a coluna de "não faça" em cada seção visual e no tom de voz.

Manual desatualizado, sem owner e sem changelog

Sem dono, o manual envelhece; sem changelog, ninguém sabe a versão válida. A combinação produz o cenário clássico: a agência usa o logo de três anos atrás porque ninguém avisou que mudou. Owner e versionamento são seções do template, não opcionais.

Tipografia sem licença e assets sem endereço

Definir uma fonte paga que a equipe e a agência não têm licença para usar transforma a regra em ficção. O mesmo vale para assets sem endereço: se ninguém sabe onde baixar o logo em vetor, o manual não cumpre função. Inclua sempre a licença da fonte e o link de download dos arquivos oficiais.

Sinais de que falta um template de manual estruturado

Se três ou mais cenários abaixo descrevem sua operação, vale priorizar a montagem do manual seção a seção.

  • A empresa não tem manual de marca documentado — a identidade vive na cabeça de alguém e em arquivos soltos.
  • Existe um manual, mas está incompleto: falta tom de voz, falta a coluna de "don'ts" ou falta a parte de aplicações por canal.
  • Não há uma versão única e atualizada do logo, da paleta e da tipografia — circulam variações diferentes.
  • Fornecedores e agências pedem assets básicos (logo em vetor, cores, fontes) e ninguém sabe onde estão.
  • Cada designer ou redator interpreta a marca de um jeito, e as peças saem desencontradas.
  • O manual tem mais de três anos sem revisão e já não corresponde à marca atual.
  • Não há pessoa responsável (owner) nem registro do que mudou (changelog) no manual.

Caminhos para montar o manual de marca

A decisão entre preencher o template internamente ou contratar apoio especializado depende do porte, da maturidade da marca e de quão pronta a identidade já está para ser documentada.

Implementação interna

Marketing e design organizam a identidade existente dentro do template e assumem a governança — owner, versionamento e atualização. Funciona bem quando a marca já tem identidade clara e o que falta é documentar de forma estruturada.

  • Perfil necessário: designer com visão de marca ou coordenador de marketing, com apoio pontual de freelancer para diagramação
  • Quando faz sentido: identidade já definida, orçamento limitado, necessidade de manter o documento vivo internamente
  • Atenção: não substitui consultoria quando o objetivo é repensar a identidade, e não a governança do manual depois de pronto
Apoio especializado

Um escritório de design desenvolve e diagrama o manual completo; um parceiro técnico estrutura o brand center quando o volume justifica plataforma. Recomendado em reposicionamento, criação de marca nova ou quando a operação exige distribuição de assets em escala.

  • Tipo de fornecedor: escritórios de design e identidade visual para o desenvolvimento; consultoria quando o desafio é governança de marca
  • Quando faz sentido: reposicionamento, lançamento, marca sem identidade clara ou necessidade de brand center digital
  • Entregável: manual completo nos três blocos, com exemplos de aplicação e plano de governança

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Perguntas frequentes

Quais seções deve ter um manual de marca?

Um manual completo cobre três blocos. Marca verbal: essência e propósito, posicionamento, naming, tom de voz, mensagens-chave e vocabulário. Marca visual: logo e versões, área de proteção, tamanho mínimo, usos proibidos, paleta de cores (HEX, RGB, CMYK e Pantone quando houver), tipografia, grid, iconografia, fotografia, ilustração e motion. Aplicações e governança: papelaria, digital, redes, sinalização, dos & don'ts, owner, versionamento e onde baixar os assets. Pequenas empresas usam uma versão enxuta; grandes empresas distribuem tudo em um brand center.

Qual a diferença entre manual de marca e brand book?

O manual de marca (ou brand guidelines) é operacional: define como aplicar a marca — logo, cores, tipografia, tom de voz, regras por canal — e é o que designers, redatores e agências consultam para produzir. O brand book é inspiracional: conta história, propósito, valores e personalidade, para alinhar liderança e parceiros. Muitas empresas juntam os dois, mas a função é distinta: um manual seco não transmite o espírito, e um brand book não responde "posso usar o logo assim?".

Tem um template de manual de marca?

Sim — a estrutura padrão é o template em três blocos deste artigo: marca verbal, marca visual e aplicações/governança. Cada bloco traz a lista de seções a preencher, e a recomendação é reservar, em cada seção visual e no tom de voz, espaço para exemplo de uso correto e a coluna de "don'ts". Pequenas empresas preenchem uma versão curta; médias e grandes preenchem as três camadas. O template define quais seções existem; o conteúdo é específico da sua marca.

Quantas páginas deve ter um manual de marca?

Não há número fixo — o tamanho ideal é o menor que mantenha a marca consistente. Como orientação prática, na ausência de padrão oficial: pequena empresa funciona bem com 10 a 20 páginas; média-grande costuma chegar a 40 a 80 páginas em PDF ou ao equivalente em microsite; grande empresa deixa de contar páginas e usa um sistema navegável. Manual com muitas páginas que ninguém abre está grande demais.

Quem usa o manual de marca na prática?

Designers, redatores, agências de criação e mídia, freelancers e fornecedores que produzem material com a marca. Em empresas pequenas, o fundador e a pessoa de marketing; em grandes, dezenas de áreas e parceiros — por isso o formato evolui para brand center com busca e download. Há sempre um owner: quem aprova exceções, treina quem produz e mantém a versão atual. O princípio é poucos decidirem a direção e muitos aplicarem.

Com que frequência atualizar o manual de marca?

Revisão pequena anual — novos canais, exemplos atualizados, erros corrigidos — e revisão maior a cada 3 a 5 anos, em evolução de identidade ou reposicionamento. Para que aconteça, o manual precisa de owner e changelog: sem dono ele envelhece, sem registro ninguém sabe qual versão vale. O sinal é simples: ao consultar, você percebe que a marca já evoluiu além do que está documentado.

Fontes e referências

  1. Frontify. "19 Brand Guidelines Examples To Inspire Your Own" — marcas de bons guidelines (online, prático, abrangente) e exemplos públicos de Netflix, Starbucks, Mastercard, IBM, Firefox e Tonies.
  2. Mailchimp Content Style Guide. "Voice and Tone" — definição de tom de voz em princípios concretos (plainspoken, genuine, translators, dry humor).
  3. Mailchimp. "Brand Assets and Resources Guidelines" — regras de nome, logo (incluindo versão reversa para fundo escuro) e cores.
  4. W3C / WAI. "Understanding Success Criterion 1.4.3: Contrast (Minimum)" — contraste mínimo de 4,5:1 para texto normal e 3:1 para texto grande (WCAG 2.1, nível AA).
  5. Standards Manual. "1975 NASA Graphics Standards Manual" — reedição do manual de Richard Danne e Bruce Blackburn, referência histórica de identidade visual.