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Comunicação da marca empregadora

EVP em ação no mercado de talentos
Atualizado em: 17 de maio de 2026 Como comunicar marca empregadora: EVP, canais (LinkedIn, Glassdoor, GPTW), conteúdo de colaboradores.
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Comunicação da marca empregadora Marca empregadora não é o mesmo que pesquisa de clima A proposta de valor para o colaborador (EVP) Públicos da marca empregadora Canais de marca empregadora Conteúdo: autenticidade vence produção sofisticada Programa de embaixadores e defesa pelos colaboradores Governança: quem faz o quê Métricas que importam Sinais de que sua marca empregadora precisa de atenção Caminhos para estruturar marca empregadora Sua marca empregadora reflete o que sua empresa realmente é? Perguntas frequentes O que e proposta de valor para o colaborador? Qual a diferenca entre marca empregadora e employer branding? Como usar o LinkedIn para comunicar marca empregadora? Como incentivar colaboradores a serem embaixadores da marca? O Glassdoor importa para empresas no Brasil? Como medir resultado de marca empregadora? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

A marca empregadora existe — toda empresa tem reputação como empregadora — mas raramente é gerida intencionalmente. Não há proposta de valor para o colaborador documentada, a página da empresa no LinkedIn fica parada, e o site de carreiras se resume a uma página com lista de vagas. O recrutamento depende fortemente da rede pessoal da liderança e da indicação de colaboradores. O custo de contratação tende a subir quando a empresa começa a competir por talentos com empresas maiores. O passo inicial costuma ser ativar o LinkedIn da empresa e dos sócios, com conteúdo simples e frequente sobre o dia a dia.

Média empresa

A proposta de valor para o colaborador começa a ser desenhada formalmente — geralmente em projeto conjunto entre gestão de pessoas, comunicação e marketing. Existe página de carreiras com identidade visual própria, presença ativa no LinkedIn, primeiras participações em pesquisas e premiações como Great Place to Work. O conteúdo de bastidores, depoimentos e cultura entra na agenda editorial. Métricas começam a ser medidas: alcance no LinkedIn, qualidade da candidatura, custo por contratação. Governança define quem produz o quê: gestão de pessoas conduz a proposta de valor, comunicação produz, marketing distribui.

Grande empresa

Estratégia integrada entre gestão de pessoas, comunicação e marketing, com investimento dedicado em campanhas, conteúdo e presença. Programa de embaixadores internos (defesa pelos colaboradores) estrutura advocacy. Participação em rankings (Great Place to Work, LinkedIn Top Companies, Universum), eventos de carreira em universidades e feiras setoriais, conteúdo produzido em diversos formatos. Plataforma especializada gerencia conteúdo, distribuição e métricas. A relação entre proposta de valor para o colaborador e narrativa de marca é trabalhada conjuntamente com posicionamento institucional.

Comunicação da marca empregadora

é o conjunto de práticas de comunicação corporativa e marketing voltadas a construir e gerenciar a reputação da empresa como empregadora junto a candidatos potenciais e colaboradores atuais — combinando uma proposta de valor para o colaborador (Employee Value Proposition, EVP) clara, conteúdo autêntico produzido com a participação dos colaboradores, presença ativa em canais relevantes (página de carreiras, LinkedIn, Glassdoor, Great Place to Work, eventos), programa de embaixadores e métricas que ligam o esforço de comunicação aos indicadores de atração, recrutamento e retenção.

Marca empregadora não é o mesmo que pesquisa de clima

Confusão comum: tratar marca empregadora como sinônimo de clima organizacional ou de cultura. Não é. Clima é o estado interno percebido pelos colaboradores em determinado momento; cultura é o conjunto de comportamentos e valores que efetivamente moldam a vida organizacional; marca empregadora é a reputação externa e a percepção dos públicos sobre o que é trabalhar ali.

As três coisas se afetam mutuamente, mas exigem operações diferentes. Pesquisa de clima é responsabilidade de gestão de pessoas, com instrumentos como Great Place to Work. Cultura é construída por liderança e processos. Marca empregadora é gerida principalmente por comunicação e marketing, em parceria com gestão de pessoas, com foco em comunicar de forma autêntica o que a empresa oferece a quem decide trabalhar lá.

O ponto crítico: marca empregadora honesta começa com cultura real. Se a proposta de valor para o colaborador divulgada (autonomia, propósito, equilíbrio) não corresponde ao que se vive dentro da empresa, a engrenagem se quebra rapidamente — candidatos que aceitam descobrem o descompasso, pedem demissão precocemente, deixam avaliações negativas no Glassdoor, e o esforço de comunicação acaba destruindo confiança em vez de construir.

A proposta de valor para o colaborador (EVP)

EVP é a sigla em inglês para Employee Value Proposition, traduzida como proposta de valor para o colaborador. É a resposta concisa para a pergunta: o que sua empresa oferece a quem decide trabalhar nela, em troca do trabalho que essa pessoa entrega?

Uma proposta de valor para o colaborador bem construída tipicamente cobre cinco dimensões:

Remuneração e benefícios. Salário, bonificação, plano de saúde, vale-alimentação, vale-refeição, previdência privada, assistência psicológica, benefícios flexíveis. Como a empresa se posiciona em relação ao mercado de referência.

Desenvolvimento e carreira. Oportunidades de crescimento interno, programas de formação, mentoria, financiamento de estudos, mobilidade entre áreas, exposição a desafios.

Cultura e ambiente. Valores praticados, modelo de liderança, autonomia, ritmo de trabalho, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, modelo de trabalho (presencial, híbrido, remoto), diversidade e inclusão.

Propósito. O que a empresa faz no mundo, a contribuição social, a relevância do trabalho, o impacto que o colaborador participa de criar.

Trabalho e desafio. Tipo de problema que se resolve, qualidade dos colegas, sofisticação dos projetos, tecnologia e ferramentas, autonomia para tomar decisão.

A construção da proposta de valor é responsabilidade compartilhada: gestão de pessoas conduz a pesquisa com colaboradores atuais e potenciais, comunicação ajuda a articular em mensagem, marketing valida em relação ao posicionamento da marca institucional, presidência aprova. Sem articulação entre essas áreas, a proposta de valor vira documento engessado que nenhuma área defende.

Públicos da marca empregadora

A comunicação da marca empregadora atende, em paralelo, públicos com expectativas distintas.

Candidatos passivos. Profissionais qualificados que não estão procurando ativamente, mas podem ser atraídos. Consomem conteúdo no LinkedIn, em veículos especializados, em conversas com colegas. Decidem considerar uma proposta com base em reputação acumulada — não em campanha pontual.

Candidatos ativos. Profissionais em processo de busca, candidatando-se a vagas. Pesquisam a empresa antes de aplicar — site de carreiras, Glassdoor, LinkedIn, busca em mecanismos como o Google. Decidem candidatar-se com base em conteúdo factual sobre cultura, benefícios e oportunidade.

Colaboradores atuais. Quem já está dentro. Marca empregadora forte protege retenção — pessoas têm orgulho em pertencer e tendem a ficar mais. Também são canal: colaboradores compartilham conteúdo e referendam externamente.

Ex-colaboradores. Influenciam por avaliações no Glassdoor, comentários públicos no LinkedIn e conversas em redes profissionais. Empresa que cuida do desligamento (incluindo recolocação profissional em reduções de quadro) protege a reputação ao longo do tempo.

Comunidade de mercado. Profissionais do setor, recrutadores, jornalistas especializados em carreira. Formam percepção coletiva sobre quais empresas valem a pena no mercado.

Pequena empresa

Em empresa pequena, marca empregadora se constrói principalmente pelo conteúdo dos sócios e da liderança em redes profissionais. LinkedIn da empresa com publicações frequentes (uma a duas vezes por semana) sobre projetos, conquistas, vagas e bastidores é o ponto de partida. Página de carreiras simples e atualizada no site institucional. Glassdoor e Great Place to Work começam a fazer sentido quando o quadro passa de 20 a 30 pessoas. Custo: tempo do sócio ou de quem cuida de marketing — alguns investimentos pontuais em produção de vídeo curto e fotografia. Cross-link com o conteúdo da oHub Base PME D4 sobre os primeiros passos de marca empregadora em pequena empresa.

Média empresa

A operação se estrutura. Calendário editorial de marca empregadora separado do calendário de marketing institucional, com conteúdo em formato escrito, vídeo curto e fotografia. Página de carreiras dedicada com depoimentos reais (não banco de imagem), descrição autêntica de cultura, transparência sobre processo seletivo. Participação em pesquisas (Great Place to Work, FIA) e selos. Programa de indicação interna estruturado, com bonificação. Glassdoor com resposta sistemática aos comentários — sem tom defensivo, com reconhecimento honesto de pontos críticos. Investimento em alguns vídeos por ano (R$ 5.000 a R$ 30.000 por produção).

Grande empresa

Estratégia coordenada entre gestão de pessoas, comunicação e marketing, com plano anual integrado. Programa de embaixadores internos formal — colaboradores treinados para representar a empresa em eventos, mídia e redes. Campanhas dedicadas (para ESG, diversidade, programas específicos como estágio e trainee) com investimento em mídia paga no LinkedIn e em veículos especializados. Participação coordenada em rankings (Great Place to Work, LinkedIn Top Companies, Universum, FIA, Você S/A) e em premiações setoriais. Plataforma especializada gerencia conteúdo de embaixadores, agendamento de publicações e métricas integradas (alcance, engajamento, qualidade de candidatura, custo por contratação, taxa de retenção em 12 meses).

Canais de marca empregadora

Cada canal tem público, formato e cadência próprios. Estratégia eficaz combina presença ativa nos canais relevantes para o público-alvo da empresa, sem se espalhar superficialmente em todos.

LinkedIn empresa. Canal principal para comunicação corporativa profissional. Publicações sobre cultura, bastidores, conquistas de equipe, novos projetos, vagas e conteúdo editorial. Frequência típica de duas a quatro publicações por semana em empresa estruturada.

LinkedIn de executivos e gestores. Voz pessoal de líderes amplifica a marca empregadora muito além da página da empresa. Presidente, diretores e gestores seniores ativos no LinkedIn alcançam públicos relevantes com credibilidade pessoal. Demanda postura disciplinada — postura coerente com a empresa, sem improvisação em temas sensíveis.

Página de carreiras no site institucional. Vitrine permanente. Cobre proposta de valor para o colaborador, depoimentos reais (de colaboradores identificáveis, não personagens fictícios), descrição de cultura, processo seletivo transparente, lista de vagas com filtro por área e localização.

Glassdoor. Plataforma onde colaboradores e ex-colaboradores avaliam empresas com nota e texto. No Brasil, tem peso variável por setor (mais alto em tecnologia, serviços profissionais, multinacionais; mais baixo em indústria tradicional). Estratégia recomendada: não pedir avaliação artificial, responder sempre a comentários com reconhecimento e plano, manter perfil completo e atualizado.

Great Place to Work. Programa de pesquisa e ranking. A participação envolve pesquisa estruturada com colaboradores, análise de práticas de gestão de pessoas e avaliação. O resultado (Great Place to Work em determinada categoria) é usado em comunicação. Sem prática real por trás, o reconhecimento fica vazio e os colaboradores percebem.

Conteúdo gerado por colaboradores. Quando colaboradores postam espontaneamente sobre a empresa nas próprias redes, o efeito é mais credível do que qualquer campanha. Programa de defesa pelos colaboradores (employee advocacy) incentiva e organiza essa participação, sem forçar — colaboradores devem participar por escolha, não por obrigação.

Eventos e feiras. Eventos de carreira em universidades, feiras setoriais, encontros de mercado. Em empresa grande, presença coordenada com material institucional, eventualmente com estande próprio. Em empresa pequena, sócios e líderes participam pessoalmente.

Veículos especializados. Vagas, Robert Half, Catho, Você S/A, FIA — publicações e portais focados em carreira. Conteúdo editorial pode ser distribuído em parceria, e algumas têm rankings próprios.

Conteúdo: autenticidade vence produção sofisticada

O erro recorrente em marca empregadora brasileira é produção excessivamente polida — fotos de banco de imagem com pessoas sorrindo em poses ensaiadas, vídeos com narrativa publicitária, depoimentos roteirizados que soam falsos. O resultado é o oposto do pretendido: o público percebe artificialidade e descrê.

Conteúdo autêntico que funciona:

Bastidores reais. Reuniões de equipe, escritório no dia normal, eventos internos, processos de trabalho. Pessoas identificáveis, não modelos.

Depoimentos reais. Colaboradores falando em primeira pessoa, com identificação por nome e cargo, sobre o que valorizam e o que desafia. Edição leve preserva a fala original — eliminar muletas linguísticas, mas não reescrever a fala.

Vagas com transparência. Descrição de vaga com responsabilidades reais, requisitos honestos, faixa salarial (cada vez mais esperado), modelo de trabalho. Vaga genérica e vaga incompleta diminuem a qualidade da candidatura.

Reconhecimento de imperfeição. Empresa madura comunica também o que está construindo, não apenas o que está pronto. Resposta a comentário no Glassdoor pode reconhecer ponto válido. Discurso sobre diversidade pode acompanhar relato honesto da composição atual e dos compromissos assumidos.

Voz dos líderes. Presidente, diretores e gestores em conteúdo pessoal — escrito, em vídeo, em publicação no LinkedIn — falando sobre cultura, decisões difíceis, aprendizados. Credibilidade que campanha publicitária não alcança.

Histórias de carreira. Trajetórias internas — quem entrou em determinada posição e construiu carreira na empresa — comunicam concretamente as oportunidades de desenvolvimento.

Programa de embaixadores e defesa pelos colaboradores

Embaixadores são colaboradores que representam ativamente a empresa em públicos relevantes — internos, externos, em redes profissionais, em eventos. Defesa pelos colaboradores é o programa estruturado que organiza esse engajamento.

Elementos típicos de um programa estruturado:

Critério de participação. Voluntário sempre — colaborador que não quer não participa, sem prejuízo. Identificação de pessoas alinhadas, articuladas e dispostas. Diversidade representada no programa.

Formação. Sessões de formação sobre comunicação em redes, posicionamento de marca, temas sensíveis. Não para roteirizar a fala, mas para dar segurança técnica.

Conteúdo sugerido. Plataforma ou repositório com conteúdo que embaixadores podem compartilhar opcionalmente — artigos, vagas, conquistas, materiais institucionais. Compartilhamento é decisão individual.

Reconhecimento. Acompanhamento de participação (sem coerção), reconhecimento informal de quem contribui, eventualmente bonificação ou benefícios em programas mais estruturados.

Limites claros. Embaixador não fala em nome da empresa em temas sensíveis (crise, posicionamento político, decisão estratégica) — fala da experiência pessoal. Política clara protege a empresa e o colaborador.

O programa funciona quando colaboradores genuinamente gostam da empresa. Em ambiente com problemas reais de cultura ou clima, defesa pelos colaboradores forçada vira contraproducente.

Governança: quem faz o quê

O problema mais comum em marca empregadora é a confusão de papéis entre gestão de pessoas, comunicação e marketing. Sem definição clara, surge atrito ou área se sobrepõe sem coordenação.

Distribuição típica que funciona:

Gestão de pessoas lidera a proposta de valor para o colaborador. Conduz pesquisa com colaboradores, define o que a empresa oferece, valida com presidência. Detém o conhecimento sobre cultura, benefícios, oportunidades de carreira.

Comunicação produz e cura conteúdo. Articula a proposta de valor em linguagem comunicável, produz formatos (escrito, vídeo, fotografia), garante coerência com a comunicação institucional, cura o calendário editorial.

Marketing distribui e mensura. Veicula nos canais (LinkedIn, mídia paga, veículos especializados), gerencia campanhas, opera ferramentas, integra com posicionamento de marca, mede resultados.

Gestores e liderança são fonte e voz. Contribuem com tempo (depoimentos, presença em eventos, conteúdo no LinkedIn pessoal), validam a representação da própria área, sustentam a coerência entre o discurso e a prática.

Em empresa pequena, uma mesma pessoa pode acumular vários desses papéis. Em empresa média ou grande, a integração formal entre as áreas (reuniões periódicas, plano integrado, métricas compartilhadas) é a única forma de funcionar.

Métricas que importam

Marca empregadora bem gerida tem indicadores próprios, separados das métricas de marketing institucional.

Métricas de alcance. Seguidores da empresa no LinkedIn, alcance médio de publicação, visualizações da página de carreiras, taxa de candidatura por vaga. Mostram o tamanho do funil.

Métricas de engajamento. Comentários e compartilhamentos em conteúdo de marca empregadora, taxa de abertura de comunicações internas relacionadas, participação em eventos de embaixadores. Mostram a qualidade do interesse.

Métricas de candidatura. Volume de candidaturas, qualidade percebida pelos gestores responsáveis, tempo médio de fechamento de vaga, custo de contratação por canal. Conectam comunicação a resultado de recrutamento.

Métricas de retenção. Permanência média no primeiro ano, taxa de saída voluntária, motivos declarados em entrevista de desligamento. Mostram a coerência entre marca empregadora comunicada e realidade vivida.

Métricas de reputação. Nota média no Glassdoor, posição em rankings (Great Place to Work, LinkedIn Top Companies), menções e sentimento em redes profissionais.

O encadeamento ideal: investimento em comunicação de marca empregadora ? aumento de alcance e engajamento ? melhor qualidade de candidatura ? mais contratações alinhadas ? maior retenção ? reputação consolidada ? custo de contratação menor ao longo do tempo. Quando a cadeia se quebra (alcance alto, qualidade de candidatura ruim; ou contratação alinhada, retenção curta), o diagnóstico aponta onde corrigir.

Sinais de que sua marca empregadora precisa de atenção

Se três ou mais cenários abaixo descrevem sua operação, vale rever a estratégia de marca empregadora antes que o custo de contratação se torne insustentável.

  • Página de carreiras está desatualizada, sem depoimentos reais, com fotos de banco de imagem ou simplesmente como lista de vagas.
  • LinkedIn da empresa está parado — sem publicações regulares, com cobertura apenas de vagas pontuais.
  • Glassdoor tem notas baixas e a empresa não responde aos comentários, ou responde com tom defensivo.
  • Recrutamento sofre para atrair candidatos qualificados, especialmente em posições técnicas ou de gestão sênior.
  • Custo por contratação está subindo, e a empresa depende cada vez mais de empresa de seleção para vagas que deveriam atrair candidatura espontânea.
  • Colaboradores não compartilham conteúdo da empresa nas próprias redes — sinal de baixo engajamento com a narrativa institucional.
  • Discurso de gestão de pessoas, discurso de comunicação e realidade vivida pelos colaboradores não conversam — proposta de valor publicada não corresponde à experiência interna.
  • Empresa não tem programa de defesa pelos colaboradores nem voz ativa de liderança nas redes profissionais.

Caminhos para estruturar marca empregadora

A escolha entre estruturação interna e apoio externo depende do estágio atual da operação, do volume de contratação anual e da maturidade das áreas de gestão de pessoas, comunicação e marketing.

Implementação interna

Gestão de pessoas, comunicação e marketing montam proposta de valor e plano editorial integrado. Embaixadores internos voluntários estruturam programa de defesa pelos colaboradores. Liderança contribui com conteúdo pessoal nas redes.

  • Perfil necessário: profissional de gestão de pessoas com foco em atração de talentos, profissional de comunicação interna ou corporativa, profissional de marketing ou redes sociais, presidência e liderança engajadas
  • Quando faz sentido: empresa de qualquer porte que tem equipe interna capaz e disposta, e que precisa construir narrativa autêntica com voz própria
  • Investimento: tempo das áreas envolvidas, produção de conteúdo (R$ 3.000 a R$ 30.000 por produção de vídeo, depoimento ou fotografia profissional), participação em rankings (Great Place to Work: a partir de R$ 15.000 a R$ 80.000 dependendo do porte)
Apoio externo

Consultoria especializada em marca empregadora desenha a estratégia, conduz a pesquisa de proposta de valor para o colaborador e estrutura o plano. Agência produz campanhas e conteúdo. Produtora audiovisual cuida dos vídeos. Plataforma de defesa pelos colaboradores apoia o programa estruturado.

  • Perfil de fornecedor: consultoria de marca empregadora, agência de comunicação ou marketing com expertise no tema, produtora audiovisual, plataforma especializada em defesa pelos colaboradores
  • Quando faz sentido: estruturação inicial profissional, lançamento de campanha, redesenho de proposta de valor, escalada de operação que ultrapassa a capacidade interna
  • Investimento típico: R$ 50.000 a R$ 250.000 em projeto de estruturação de marca empregadora, R$ 5.000 a R$ 30.000 por produção audiovisual, mensalidade de plataforma de defesa pelos colaboradores

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Perguntas frequentes

O que e proposta de valor para o colaborador?

E a resposta concisa para a pergunta: o que sua empresa oferece a quem decide trabalhar nela, em troca do trabalho entregue? Tipicamente cobre cinco dimensoes: remuneracao e beneficios, desenvolvimento e carreira, cultura e ambiente, proposito, trabalho e desafio. A construcao e responsabilidade compartilhada: gestao de pessoas conduz a pesquisa com colaboradores, comunicacao ajuda a articular em mensagem, marketing valida em relacao ao posicionamento da marca institucional, presidencia aprova. Em ingles, o termo correspondente e Employee Value Proposition (EVP).

Qual a diferenca entre marca empregadora e employer branding?

Sao o mesmo conceito em idiomas diferentes — employer branding e o termo em ingles, marca empregadora e o termo em portugues. Refere-se ao conjunto de praticas de comunicacao corporativa e marketing voltadas a construir e gerenciar a reputacao da empresa como empregadora junto a candidatos potenciais e colaboradores atuais. Inclui a proposta de valor para o colaborador, conteudo, canais (pagina de carreiras, LinkedIn, Glassdoor, rankings), programa de embaixadores e metricas de atracao e retencao.

Como usar o LinkedIn para comunicar marca empregadora?

O LinkedIn e o canal principal para marca empregadora em mercado profissional. Publicacao tipica de duas a quatro vezes por semana na pagina da empresa, com conteudo sobre cultura, bastidores, conquistas de equipe, depoimentos de colaboradores e vagas. Voz pessoal dos lideres amplifica o alcance — presidente, diretores e gestores ativos com conteudo proprio alcancam publicos relevantes com credibilidade. Conteudo autentico (pessoas reais, identificadas por nome e cargo) supera producao polida com banco de imagem.

Como incentivar colaboradores a serem embaixadores da marca?

Programa de defesa pelos colaboradores (employee advocacy) deve ser sempre voluntario — colaborador que nao quer nao participa, sem prejuizo. Elementos tipicos: criterio de participacao (identificacao de pessoas alinhadas, articuladas e dispostas, com diversidade representada), formacao sobre comunicacao em redes, conteudo sugerido disponivel para compartilhamento opcional, reconhecimento informal de quem contribui, limites claros (embaixador nao fala em nome da empresa em temas sensiveis — fala da experiencia pessoal). O programa funciona quando colaboradores genuinamente gostam da empresa; em ambiente com problemas reais de cultura, defesa forcada vira contraproducente.

O Glassdoor importa para empresas no Brasil?

Importa, com peso variavel por setor. Em tecnologia, servicos profissionais e multinacionais, o Glassdoor e consultado por candidatos qualificados antes de aplicar. Em industria tradicional e setores menos digitais, o peso e menor. Independentemente do setor, a recomendacao geral e: manter perfil completo e atualizado, nao pedir avaliacao artificial, responder sempre a comentarios com reconhecimento honesto e plano de melhoria (sem tom defensivo). Avaliacoes negativas respondidas adequadamente sinalizam empresa que escuta — efeito positivo para quem le.

Como medir resultado de marca empregadora?

Marca empregadora bem gerida tem indicadores proprios: metricas de alcance (seguidores no LinkedIn, alcance medio, visualizacoes da pagina de carreiras), de engajamento (comentarios e compartilhamentos em conteudo, participacao em eventos), de candidatura (volume e qualidade percebida pelos gestores, tempo medio de fechamento de vaga, custo por contratacao), de retencao (permanencia no primeiro ano, taxa de saida voluntaria) e de reputacao (nota no Glassdoor, posicao em rankings como Great Place to Work e LinkedIn Top Companies). O encadeamento ideal liga investimento em comunicacao a alcance, qualidade de candidatura, retencao e reducao do custo de contratacao ao longo do tempo.

Fontes e referências

  1. LinkedIn — Global Talent Trends Report. Tendências de marca empregadora e atração de talentos no mercado global.
  2. Universum — Employer Branding Now e World's Most Attractive Employers. Estudos sobre atratividade de marca empregadora.
  3. Great Place to Work Brasil — Melhores Empresas para Trabalhar. Programa de pesquisa, ranking e certificação no Brasil.
  4. Aberje — Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. Pesquisas e conteúdo sobre interface entre comunicação corporativa e gestão de pessoas.
  5. Edelman Trust Barometer — Trust in My Employer. Série anual sobre fatores que afetam a confiança das pessoas em suas empresas como empregadoras.