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Agency-of-record vs project-based

Parceira permanente ou por projeto
Atualizado em: 17 de maio de 2026 Modelos: AoR (relação contínua) vs project-based; quando cada faz sentido, custos comparativos.
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Agency-of-record (AoR) vs project-based O que define cada modelo Vantagens da agency-of-record Desvantagens da agency-of-record Vantagens do project-based Desvantagens do project-based O modelo híbrido e a tendência de mercado Custos comparativos no longo prazo Brand stewardship: quem mantém a consistência Implicações contratuais Sinais de que seu modelo atual precisa ser revisto Caminhos para desenhar o modelo de agências Seu modelo de agências reflete o pipeline real? Perguntas frequentes O que é agency-of-record (AoR)? O que é modelo project-based? Quanto custa contratar agência por projeto no Brasil? Qual a diferença entre AoR e project-based na prática? Quando usar agência por projeto em vez de AoR? É possível combinar AoR e project-based? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

O modelo de agência permanente (agency-of-record, AoR) raramente faz sentido. Volume de demanda é irregular, orçamento mensal não sustenta o fee mínimo de uma AoR (tipicamente R$ 20.000-50.000/mês) e a previsibilidade de pipeline para uma relação contínua não existe. O modelo predominante é project-based: contratação pontual para sites, identidade visual, campanha sazonal, lançamento de produto. Pode existir um "fornecedor-preferencial" — agência boutique ou freelancer-rede que conhece a marca — mas sem contrato de exclusividade ou retainer fixo.

Média empresa

Modelo híbrido predomina: AoR para a função criativa principal (geralmente uma agência de propaganda ou conteúdo cobrindo identidade, comunicação institucional e campanhas recorrentes) + agências de projeto para especializações (mídia paga, ativação, eventos, design técnico). A AoR oferece continuidade e custódia da marca; as agências de projeto trazem especialização e novidade. Governança formal: contrato com escopo claro, acordo de nível de serviço (SLA), reuniões mensais, avaliação anual.

Grande empresa

Arquitetura multiagência: AoR estratégica e criativa principal + roster de agências especialistas (mídia, performance, social, eventos, branding, conteúdo, ativação, B2B, segmentos específicos) acionadas conforme a demanda. Em algumas operações globais, AoR é global com adaptações locais (modelo "hub-and-spoke"). Procurement participa ativamente da gestão de fornecedores. Avaliação formal de desempenho da AoR, geralmente anual ou semestral. Concorrência (RFP) a cada 3-5 anos para a AoR principal.

Agency-of-record (AoR) vs project-based

são os dois modelos clássicos de relacionamento entre anunciante e agência: no AoR, a agência tem relação contínua com remuneração previsível (fee mensal, retainer ou comissão sobre verba) e responsabilidade pela custódia da marca; no project-based, a agência é contratada por projeto específico, com escopo, prazo e remuneração definidos, sem compromisso de continuidade — cada modelo otimiza variáveis diferentes (previsibilidade, custo, flexibilidade, especialização, conhecimento acumulado).

O que define cada modelo

Agency-of-record (AoR) — em tradução literal, "agência de registro" ou "agência permanente" — é o modelo em que uma agência mantém relação contínua com o anunciante, geralmente formalizada em contrato anual com renovação automática ou multianual. A agência conhece a marca em profundidade, mantém equipe alocada (parcial ou integralmente), participa de planejamento estratégico e produz a maior parte do trabalho criativo do ano. Remuneração típica: fee mensal (ou retainer) baseado em horas previstas + comissão sobre mídia em alguns casos + remuneração por projeto extra fora do escopo padrão.

Project-based é o modelo em que a agência é contratada por projeto específico — uma campanha, um lançamento, uma identidade visual, um site. Escopo é fechado antes do início, prazo e remuneração são definidos, e a relação termina ao final do projeto (sem compromisso de continuidade). A mesma agência pode fazer múltiplos projetos para o mesmo anunciante ao longo do tempo, mas cada contratação é negociada separadamente.

Os dois modelos não são excludentes na prática. O modelo híbrido — AoR para a função criativa principal + project-based para especializações — é a configuração mais comum em empresa média e grande no Brasil.

Vantagens da agency-of-record

Conhecimento acumulado. Após 12-18 meses de relação, a agência conhece a marca, o público, o histórico de campanhas, os tabus internos e os tomadores de decisão. Esse capital de contexto reduz o custo de cada novo trabalho — o briefing fica menor, a curva de aprendizado some, decisões batem mais rápido. Em projetos sucessivos, conhecimento acumulado vale ouro.

Custódia de marca. Continuidade visual e narrativa. A AoR é guardiã do sistema de design, do tom de voz, da identidade. Marcas que rodam só com project-based frequentemente sofrem deriva de identidade — cada agência puxa para um lado e em 24 meses a marca virou colcha de retalhos.

Custo previsível. Fee mensal acordado permite orçamento anual com mais segurança. Para diretor financeiro, AoR é linha previsível, o que facilita aprovação de verba.

Capacidade reservada. A AoR aloca equipe parcialmente exclusiva, garantindo que demanda urgente seja atendida. Em project-based, há risco de agência boa estar comprometida com outro projeto quando você precisa.

Visão estratégica. A agência participa do planejamento de marketing, não só da execução. Em casos maduros, AoR contribui em decisões de portfólio de produto, posicionamento e segmentação — não só em peças publicitárias.

Desvantagens da agency-of-record

Acomodação. O risco número um. Sem pressão competitiva regular, a agência pode parar de inovar. Equipe alocada vira rotina; criatividade que dependia de novidade satura. Sintomas: cada campanha lembra a anterior, ideias bem-recebidas em outras contas chegam atrasadas, time vê o cliente como "feijão com arroz". A solução é governança forte — avaliação periódica, abertura para project-based em paralelo, eventual concorrência (RFP) cíclica.

Custo fixo independente do uso. Em meses de baixa demanda, o anunciante paga o fee cheio sem aproveitar a capacidade. Em meses de pico, paga extra por projetos fora do escopo. Quando o pipeline é irregular, AoR pode sair mais caro que project-based.

Cegueira de especialização. Nenhuma agência é excelente em tudo. AoR forte em criativo institucional pode ser fraca em performance digital, ativação experiencial, comunicação técnica B2B. Confiar tudo na AoR limita acesso a melhores especialistas do mercado.

Conflito de interesse. Em algumas categorias, AoR atende concorrentes do mesmo nicho (com firewall interno declarado). Risco de fuga de informação ou de criativos similares chegarem ao mercado em janelas próximas.

Inércia para mudar. Trocar AoR é projeto. Transição leva 6-12 meses, custos de busca e RFP são altos (R$ 200.000 a R$ 1 milhão para grandes contas), e há risco de perder histórico não documentado. Anunciante fica preso por inércia mesmo quando insatisfeito.

Vantagens do project-based

Especialização. Para cada projeto, contrata-se a agência mais qualificada na disciplina específica. Lançamento de SaaS B2B vai para agência com case em SaaS B2B; ativação de marca em evento massivo vai para agência com case em ativação; rebranding vai para boutique de identidade.

Flexibilidade financeira. Pague pelo que usar. Em meses sem projeto, custo zero. Em anos de orçamento apertado, escolha menos projetos sem perder a estrutura.

Pressão saudável. Cada projeto é uma nova oportunidade de impressionar. Agência não pode se acomodar — perde o próximo contrato. Para o anunciante, isso eleva nível médio de entrega.

Acesso a novos talentos. Mercado de agências muda rápido. Boutique nova de 5 pessoas pode entregar criatividade fresca que a AoR estabelecida não consegue. Project-based facilita testar novos parceiros sem comprometer relação principal.

Adequado para PME. Volume de demanda PME raramente sustenta fee de AoR. Project-based casa com a realidade da empresa: site agora, campanha de aniversário daqui a 8 meses, rebranding em 3 anos.

Desvantagens do project-based

Curva de aprendizado a cada projeto. Cada nova agência precisa entender a marca, o público, o histórico. Briefings ficam maiores, primeiras versões geram retrabalho, reuniões de alinhamento se multiplicam. Custo invisível mas real.

Deriva de identidade. Sem custódia central, cada agência puxa para a sua estética. Em 2-3 anos, marca pode ter perdido consistência visual e tonal. Solução exige brand book robusto e cliente forte em governança.

Conhecimento na agência, não no anunciante. Cada projeto encerra-se com aprendizado parte na agência, parte no anunciante. Quando a próxima agência entra, o que ficou só com a anterior se perde. Documentação interna do anunciante precisa ser disciplinada.

Imprevisibilidade orçamentária. Não há linha fixa anual; cada projeto é cotação separada. Para gestão financeira, isso complica planejamento. Para procurement, aumenta carga de negociação.

Risco de disponibilidade. Agência boa pode estar comprometida quando você precisa. Em momentos críticos (crise, oportunidade urgente), depender do mercado pode atrasar resposta.

Custo agregado pode ser maior. Quando volume de projetos é alto, o custo total project-based costuma superar o que uma AoR equivalente custaria — sem os benefícios da continuidade.

Pequena empresa

Project-based é a regra. Mantenha rede de 3-5 fornecedores conhecidos (uma agência boutique de design, um especialista de mídia paga, um produtor de conteúdo, um freelancer de redação) acionados conforme a demanda. Documente decisões de marca em manual simples (paleta, tipografia, tom de voz, posicionamento) para reduzir curva de aprendizado a cada nova contratação. AoR só faz sentido quando o orçamento anual de marketing supera R$ 500.000-1.000.000 com pipeline previsível.

Média empresa

Híbrido é o padrão saudável. AoR para a função criativa principal (40-60% do gasto com agências) cobrindo identidade, comunicação institucional e campanhas recorrentes. Agências de projeto para especializações (mídia paga, ativação, eventos, comunicação técnica B2B). Contrato de AoR com revisão anual, acordo de nível de serviço explícito, governança formal. Procurement participa da seleção e da avaliação. Concorrência cíclica a cada 3-5 anos previne acomodação.

Grande empresa

Arquitetura multiagência com AoR principal + roster de especialistas. Em operações globais, modelo "hub-and-spoke" com AoR global e adaptações regionais. Procurement com equipe dedicada a gestão de agências, avaliação trimestral de desempenho, mensuração formal de retorno por agência. Concorrências grandes (RFP de AoR) são projetos próprios com 6-12 meses de duração e custo de processo de centenas de milhares de reais. Tendência: erosão da AoR clássica em favor de modelos híbridos com mais agências de projeto.

O modelo híbrido e a tendência de mercado

A pesquisa da Association of National Advertisers (ANA), conduzida regularmente sobre modelos de remuneração e relacionamento com agências nos Estados Unidos, mostra erosão consistente do AoR clássico exclusivo e crescimento do modelo híbrido. Tendência similar é observada no Brasil pela 4As e em coberturas do Meio & Mensagem.

Os fatores que impulsionam essa erosão:

Fragmentação de canais. Antes, uma agência cobria praticamente tudo (criação, mídia, produção). Hoje, a operação de marketing exige especialização em pelo menos 5-8 disciplinas distintas (mídia paga, social, influenciadores, conteúdo, performance, branding, eventos, comunicação técnica). Nenhuma agência é excelente em todas. Modelo híbrido respeita essa realidade.

Pressão de procurement. Áreas de compras passaram a participar mais ativamente da gestão de agências. O instinto natural de procurement é cotar projeto a projeto. Em algumas empresas, isso virou política — AoR clássica foi substituída por roster competitivo.

Internalização parcial. Empresas trazem para dentro funções que antes eram da agência (especialmente performance digital, conteúdo recorrente, social media operacional). A AoR passa a cuidar do que ainda faz sentido fora — geralmente criatividade institucional, campanha grande, branding.

Ascensão das boutiques especializadas. Boutique de 10-30 pessoas focada em uma disciplina entrega frequentemente mais qualidade naquela disciplina do que a divisão equivalente em uma agência full-service de 500 pessoas. Procurement percebe e contrata diretamente.

O resultado é convergência para modelos híbridos: poucos clientes mantêm AoR exclusiva pura, e ainda menos optam por puro project-based. A maioria opera com AoR principal + roster de especialistas — questão é a proporção.

Custos comparativos no longo prazo

Comparação simplificada para empresa média com investimento anual em agências de R$ 2.000.000:

Cenário AoR exclusiva: Fee anual de R$ 1.500.000 (R$ 125.000/mês) + R$ 500.000 em projetos fora do escopo padrão. Cobre criação, comunicação institucional, campanhas recorrentes, suporte estratégico. Especializações (mídia digital sofisticada, eventos grandes) ficam de fora ou são feitas com menor qualidade pela própria AoR.

Cenário project-based puro: 8-15 projetos no ano, com agências diferentes, custo médio R$ 130.000-250.000 por projeto. Soma anual aproximada R$ 2.000.000. Vantagem: cada projeto vai para o especialista certo. Desvantagem: 8-15 curvas de aprendizado, deriva de identidade, equipe interna sobrecarregada com gestão de fornecedores.

Cenário híbrido (AoR + roster): AoR principal com fee de R$ 800.000 (R$ 67.000/mês) cobrindo criação institucional e campanhas recorrentes + R$ 1.200.000 distribuído em 6-10 projetos com especialistas (mídia, ativação, B2B). Soma similar à AoR exclusiva, mas com qualidade superior nas especializações.

Os números são ilustrativos — variam dramaticamente por categoria, geografia e maturidade da marca. O ponto: AoR exclusiva raramente é a opção de menor custo, mas pode ser a de melhor previsibilidade. Project-based puro pode oferecer melhor especialização ponto a ponto, mas costuma sair mais caro quando se contabiliza overhead de gestão.

Brand stewardship: quem mantém a consistência

Toda empresa precisa de alguém responsável pela consistência da marca ao longo do tempo. No modelo AoR, esse papel costuma estar com a própria agência (que mantém manual de marca, valida cada peça, cuida da coerência). No project-based puro, esse papel precisa estar interno — caso contrário, a marca derrapa.

Empresas que migram de AoR para project-based sem internalizar brand stewardship costumam sofrer deriva. O brand book antigo está com a antiga AoR; a nova rede de agências cada uma puxa para o seu estilo; em 18-24 meses, a marca não tem mais coerência.

A solução: profissional sênior de marketing interno (gerente de marca ou diretor de marketing) com mandato claro de custódia. Brand book documentado, atualizado anualmente, com regras de uso obrigatórias. Aprovação prévia de toda peça que vai a público. Em empresas grandes, essa função vira time inteiro de "brand management".

Implicações contratuais

Contrato de AoR tipicamente tem cláusulas de exclusividade (agência não atende concorrente direto sem prévia anuência), cláusula de propriedade intelectual ampla (peças produzidas pertencem ao anunciante), acordo de nível de serviço (prazos de resposta, número de revisões incluídas, escalada), fee mensal com regras de variação por volume, gatilhos de revisão (a cada 12 meses, a cada renovação), cláusula de saída com aviso prévio (60-180 dias) e prestação de contas detalhada.

Contrato de project-based é mais simples e focado: escopo detalhado, entregáveis específicos, prazo, valor, regras de revisão (geralmente 2-3 rodadas incluídas), cláusula de propriedade intelectual (escopo do que pertence ao cliente vs. ao fornecedor), pagamento em parcelas vinculadas a entregas. Não tem exclusividade nem compromisso de continuidade.

Em ambos, propriedade intelectual e direitos de uso de talento (atores, modelos, vozes) precisam ser tratados explicitamente — é a fonte mais comum de litígio depois.

Sinais de que seu modelo atual precisa ser revisto

Se três ou mais cenários abaixo descrevem sua operação, vale auditar o modelo — pode haver desalinhamento entre estrutura atual e necessidade real.

  • A AoR atual está acomodada — cada nova campanha parece com a anterior e a equipe alocada perdeu energia.
  • O custo do fee da AoR não acompanha o uso real — em meses de baixa demanda, paga-se cheio sem aproveitar capacidade.
  • Demanda por projetos especializados (performance, ativação, B2B técnico) cresceu e a AoR não entrega na qualidade necessária.
  • O conhecimento de marca está concentrado na agência atual — saída dela representaria perda significativa de capital intelectual.
  • Procurement está pressionando por puro project-based, mas internamente não há estrutura de brand stewardship para sustentar.
  • A marca já mostra sintomas de deriva — peças recentes parecem fragmentadas, sem coerência visual ou narrativa.
  • O time interno gasta tempo demais gerenciando 8-15 agências de projeto em paralelo e perde qualidade de governança.
  • Última concorrência (RFP) da AoR foi há mais de 5 anos e a relação se renovou por inércia, sem avaliação real de mercado.

Caminhos para desenhar o modelo de agências

A escolha entre AoR, project-based ou híbrido depende do volume de demanda, da maturidade da marca e da estrutura interna de brand stewardship.

Implementação interna

CMO ou diretor de marketing, em parceria com procurement, audita o modelo atual: distribuição de gasto, satisfação por área, gaps de qualidade. Desenha estrutura híbrida, define escopo da AoR (se houver) e roster de especialistas, e formaliza contratos e governança.

  • Perfil necessário: CMO ou diretor de marketing com experiência em gestão de agências + procurement com conhecimento de modelos contratuais + apoio jurídico para revisão de contratos
  • Quando faz sentido: empresa com maturidade interna em marketing, sem litígio com AoR atual, decisão estratégica clara de reorganização
  • Investimento: tempo do time + eventuais custos de RFP (R$ 100.000-500.000 dependendo da escala) + custos de transição entre agências
Apoio externo

Consultoria especializada em modelo de agência ("agency management consulting") audita estrutura, conduz processo de seleção (RFP), negocia contratos e implanta governança. Em casos complexos, apoia transição de AoR.

  • Perfil de fornecedor: consultoria de gestão de agências, assessoria de marketing com expertise em modelos contratuais, escritórios de advocacia especializados em contratos de comunicação
  • Quando faz sentido: conta com investimento anual acima de R$ 5 milhões em agências, troca de AoR estratégica, transição de modelo (AoR para híbrido), ausência interna de expertise em RFP de grande porte
  • Investimento típico: projeto de revisão de modelo R$ 80.000-400.000; condução de RFP R$ 150.000-800.000; mentoria contínua de governança R$ 15.000-50.000/mês

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Perguntas frequentes

O que é agency-of-record (AoR)?

É o modelo de relacionamento entre anunciante e agência baseado em contrato contínuo, geralmente anual com renovação, em que a agência mantém equipe alocada, conhece a marca em profundidade e produz a maior parte do trabalho criativo do ano. Remuneração típica: fee mensal (ou retainer) baseado em horas previstas, eventualmente combinado com comissão sobre verba de mídia e cobrança por projeto fora do escopo padrão. É o modelo clássico, em erosão lenta a favor do modelo híbrido.

O que é modelo project-based?

É o modelo em que a agência é contratada por projeto específico, com escopo, prazo e remuneração definidos antes do início e sem compromisso de continuidade após a entrega. A mesma agência pode fazer múltiplos projetos para o mesmo anunciante ao longo do tempo, mas cada contratação é negociada separadamente. Modelo mais flexível e adequado para PME, para especializações pontuais e para empresas com pipeline irregular de demanda.

Quanto custa contratar agência por projeto no Brasil?

Varia drasticamente por categoria, escopo e perfil da agência. Faixas indicativas: identidade visual completa (logo, sistema, manual) R$ 30.000-300.000 para boutique a agência média, podendo passar R$ 1 milhão em grandes contas; site institucional R$ 25.000-400.000; campanha integrada (estratégia, criativo, produção, mídia básica) R$ 80.000-2.000.000; rebranding completo R$ 200.000 a vários milhões. Project-based costuma incluir margem maior por unidade de trabalho do que o fee equivalente em AoR.

Qual a diferença entre AoR e project-based na prática?

A diferença central é continuidade e custódia. AoR oferece conhecimento acumulado, custódia de marca, custo previsível e capacidade reservada — em troca de fee fixo e risco de acomodação. Project-based oferece especialização, flexibilidade financeira e pressão competitiva — em troca de curva de aprendizado a cada projeto e risco de deriva de identidade. Na prática brasileira, o modelo predominante em empresa média e grande é híbrido: AoR para criação principal + roster de especialistas para projetos específicos.

Quando usar agência por projeto em vez de AoR?

Quando o volume de demanda é irregular ou baixo (PME), quando a necessidade é altamente especializada (lançamento de SaaS B2B, ativação experiencial, rebranding), quando o orçamento anual não justifica o fee mínimo de AoR (tipicamente R$ 250.000-600.000/ano de fee), quando há time interno forte fazendo a custódia de marca, ou quando se quer testar uma agência nova sem comprometer a relação principal. Project-based também é solução para áreas onde a AoR atual é fraca.

É possível combinar AoR e project-based?

Sim, e é o modelo predominante em empresa média e grande. AoR principal cobre criação institucional, campanhas recorrentes e custódia de marca; agências de projeto entram em especializações específicas (mídia paga sofisticada, ativação, eventos, comunicação técnica B2B). Importante: contrato de AoR precisa permitir explicitamente a contratação paralela, sem cláusula de exclusividade que impeça. Governança formal evita conflito entre AoR e fornecedores de projeto.

Fontes e referências

  1. Association of National Advertisers (ANA). Agency Compensation and Models Survey — pesquisas regulares sobre modelos de remuneração e relacionamento agência-cliente.
  2. 4As Brasil. Diretrizes contratuais e modelos de relacionamento entre anunciantes e agências no mercado brasileiro.
  3. World Federation of Advertisers (WFA). Engagement Models — referência internacional sobre modelos contratuais entre anunciantes globais e agências.
  4. Forrester Research. Análises sobre tendências de agency model e in-house — coberturas regulares sobre erosão da AoR clássica e ascensão de modelos híbridos.
  5. Meio & Mensagem. Coberturas sobre concorrências, mudanças de AoR e tendências do mercado de agências no Brasil.