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Frameworks de posicionamento: April Dunford, Ries e Trout

Comparativo dos principais frameworks contemporâneos
Atualizado em: 17 de maio de 2026 Apresentar e comparar os frameworks de April Dunford (Obviously Awesome), Ries & Trout, e Geoffrey Moore para escolher o mais aderente.
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Frameworks de posicionamento de marca O que posicionamento é (e o que não é) Al Ries e Jack Trout — Positioning (1981) Geoffrey Moore — Crossing the Chasm (1991) April Dunford — Obviously Awesome (2019) Marty Neumeier — ZAG (2006) Donald Miller — StoryBrand (2017) David Aaker — Sistema de identidade de marca Matriz de escolha — qual framework usar Como combinar frameworks Erros comuns na aplicação Sinais de que vale formalizar framework de posicionamento Caminhos para aplicar framework de posicionamento Sua empresa adotou formalmente um framework de posicionamento? Perguntas frequentes Qual o melhor framework de posicionamento? Diferença entre Ries e Trout e April Dunford? O que é Crossing the Chasm de Geoffrey Moore? Qual framework escolher para B2B? Qual framework escolher para B2C? Frameworks de posicionamento valem para empresa pequena? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

Em estrutura enxuta, dois frameworks dão o ganho principal: April Dunford (Obviously Awesome) para sair de "o que somos" e chegar a "para quem somos a melhor escolha", ou Donald Miller (StoryBrand) para clarear narrativa em uma frase. Ambos são acessíveis (livros disponíveis em português, R$ 50-100), aplicáveis em um a dois workshops de meio dia, e produzem statement de posicionamento utilizável. Não exigem pesquisa quantitativa pesada. Risco principal: confundir slogan com posicionamento — slogan é frase publicitária, posicionamento é decisão estratégica.

Média empresa

Faixa em que April Dunford + Geoffrey Moore (Crossing the Chasm) combinados agregam valor. Dunford estrutura o trabalho de posicionamento no presente; Moore orienta transições de mercado (de inovador para pragmático, de nicho para massa). Para gestão de portfólio em empresa com múltiplas marcas ou produtos, David Aaker complementa. Risco principal: time experimenta frameworks em ciclos curtos sem internalizar nenhum — cada projeto recomeça do zero porque o framework anterior "não funcionou". Frameworks de posicionamento exigem pelo menos dois ciclos para mostrar valor.

Grande empresa

Combinação de frameworks com estratégia de marca estruturada. Ries e Trout (clássico das 22 leis) como referência fundamental que orienta princípios. Dunford ou Moore para decisões específicas de produto e mercado. Aaker como sistema completo de identidade e arquitetura de marca em portfólio. Neumeier (ZAG) quando há decisão de diferenciação radical. Time interno de estratégia de marca (com formação em marketing e branding) conduz; consultoria pontual em decisões críticas. Risco: virar prisioneiro de metodologia — discussão eterna sobre framework correto em vez de decisão.

Frameworks de posicionamento de marca

são métodos estruturados que orientam a decisão sobre o lugar mental que uma marca quer ocupar em relação a concorrentes e alternativas, traduzindo essa decisão em statement utilizável pelas áreas de marketing, vendas e produto — destacando-se Al Ries e Jack Trout (Positioning, 1981), Geoffrey Moore (Crossing the Chasm, 1991), April Dunford (Obviously Awesome, 2019), Marty Neumeier (ZAG, 2006), Donald Miller (StoryBrand, 2017) e David Aaker (sistema de identidade de marca), cada um aplicável a contextos e maturidades diferentes.

O que posicionamento é (e o que não é)

Posicionamento é decisão estratégica sobre o lugar mental que uma marca ocupa: para quem ela é a melhor escolha, em comparação a quê, com base em qual diferencial. É decisão anterior à comunicação — define o que será comunicado, não como será comunicado.

O que posicionamento não é: slogan (frase publicitária), tagline (assinatura), declaração de visão (onde a empresa quer chegar), declaração de missão (por que a empresa existe), proposta de valor (oferta funcional). Essas são consequências do posicionamento, não substituem.

O sintoma de posicionamento ausente é fácil de identificar. Pergunte a três pessoas da empresa "para quem somos a melhor escolha e por quê?". Se as três respostas divergem em conteúdo (não em redação), o posicionamento não está estabelecido. Sem isso, marketing tende a fazer comunicação eficiente em entrega e ineficiente em direção — entrega volume, não entrega categoria.

Diferentes frameworks atacam o problema com lentes diferentes. Não há "melhor framework" universal — há framework mais adequado ao estágio da empresa, ao tipo de mercado e à decisão em pauta. Este artigo apresenta cada um, mostra força e limite, e oferece matriz de escolha.

Al Ries e Jack Trout — Positioning (1981)

Marco fundador da disciplina. O livro Positioning: The Battle for Your Mind de Al Ries e Jack Trout (1981) consolidou o termo "posicionamento" como categoria de pensamento estratégico em marketing.

Premissa central. Posicionamento não é sobre o produto — é sobre a mente do consumidor. Cada categoria mental tem espaço limitado; ser o primeiro lembrado na categoria importa mais que ser tecnicamente o melhor. Quando uma marca não consegue ser primeira na categoria existente, deve criar uma categoria nova onde possa ser primeira.

Conceito de "law of leadership". A primeira marca de uma categoria tem vantagem estrutural sobre as seguintes, porque ancora referência mental. Volvo e segurança, Coca-Cola e refrigerante, Google e busca. Reverter essa âncora exige investimento desproporcional.

22 Immutable Laws of Marketing. Em livro posterior, os autores listam princípios de posicionamento — lei do foco (uma palavra na mente), lei da categoria (criar nova categoria se a existente está dominada), lei da percepção (percepção é realidade), lei da divisão (categorias se subdividem com o tempo).

Quando usar. Como referência fundamental de princípios — Ries e Trout não oferecem método passo a passo, oferecem repertório conceitual. É leitura obrigatória para qualquer profissional sênior de marketing, e funciona como base para os frameworks mais operacionais.

Limitação. Pouco método explícito. O livro orienta o pensamento, mas o leitor precisa traduzir os princípios em decisão concreta. Para isso, costumam servir os frameworks operacionais que vieram depois.

Geoffrey Moore — Crossing the Chasm (1991)

Foco específico em tecnologia e produtos com adoção em curva. Moore parte da curva de adoção de Everett Rogers (inovadores, primeiros adotantes, maioria inicial, maioria tardia, retardatários) e identifica um abismo (chasm) entre os primeiros adotantes e a maioria inicial — fase em que muitos produtos de tecnologia falham por não conseguir atravessar.

Positioning statement clássico. Moore consolidou a estrutura de positioning statement em uma fórmula que virou padrão:

Para [público-alvo específico]
Que [problema ou necessidade]
Nosso [produto/serviço]
É [categoria]
Que [benefício/diferenciação principal]
Diferente de [alternativa concorrente]
Nosso produto [diferença chave]

Essa estrutura força clareza em sete dimensões — público, problema, categoria, benefício, concorrente, diferença. O statement é interno (não vai para campanha publicitária), mas serve como referência para toda decisão de marca, marketing, vendas e produto.

Quando usar. Empresas de tecnologia com produto em fase de adoção (especialmente atravessando o abismo do inovador para o pragmático), empresas em mercado em formação, lançamento de produto novo em categoria estabelecida.

Limitação. Construído originalmente para tecnologia em adoção. Em produtos de consumo de massa, commodity, ou mercados maduros, o conceito de "abismo" se aplica menos. O framework do statement, contudo, é universal e amplamente adotado para qualquer categoria.

April Dunford — Obviously Awesome (2019)

Contemporâneo, focado em produto B2B. April Dunford propõe método operacional em 10 passos para chegar ao posicionamento que dá sentido ao produto:

Premissa central. Posicionamento não é sobre o produto isolado — é sobre o contexto que dá sentido ao produto. O mesmo produto, posicionado em contextos diferentes (categorias diferentes, públicos diferentes, comparações diferentes), comunica valores muito diferentes. O trabalho do posicionamento é escolher conscientemente o contexto.

Os 10 passos (resumidos).

1. Listar concorrentes — não só os óbvios, mas todas as alternativas que o cliente considera (incluindo "não fazer nada").
2. Isolar atributos únicos — o que o produto entrega que as alternativas não entregam.
3. Mapear esses atributos para valor — qual benefício real cada atributo gera.
4. Encontrar quem se importa com esse valor — o público que valoriza desproporcionalmente.
5. Encontrar a categoria de mercado que faz o valor ser óbvio para esse público.
6. Confirmar com tendências relevantes que reforçam a importância do valor agora.

Output esperado. Documento de posicionamento que descreve alternativas competitivas, atributos únicos, valor, público que se importa, categoria de mercado e tendências relevantes. É documento operacional, não slogan.

Quando usar. Empresas em qualquer estágio (do early-stage ao maduro) que precisam clarear posicionamento. Particularmente útil em B2B, software como serviço e produtos com diferenciação sutil. Funciona bem em empresa pequena por ser direto, e em empresa grande por ser sistemático.

Limitação. Mais voltado a B2B. Em produtos de consumo de massa, o método funciona mas precisa de adaptação — o "público que se importa" em consumo é mais difuso que em B2B.

Marty Neumeier — ZAG (2006)

Foco em diferenciação radical. Neumeier propõe que, num mercado saturado, a vantagem está em "fazer o oposto" (ZAG quando todos fazem ZIG). Quando o setor tende a um padrão, a marca que se distingue radicalmente captura atenção.

As 17 etapas. Neumeier estrutura método em 17 passos cobrindo análise competitiva, definição de público, criação de categoria, articulação de diferença, e construção de plataforma de marca. É processo mais longo e exigente que os outros frameworks.

Conceito de "onlyness". Pergunta central: o que sua marca é a única a oferecer? Onlyness é a articulação dessa singularidade — uma frase que descreve em qual dimensão a marca é única e por quê isso importa.

Quando usar. Empresas em mercado saturado onde diferenciação incremental não basta, organizações com apetite por reposicionamento radical, marcas que precisam recriar categoria. ZAG é mais ambicioso e mais arriscado que outros frameworks.

Limitação. A diferenciação radical é exceção, não regra. Aplicar ZAG a empresa em mercado bem servido por concorrentes incrementais pode forçar diferenciação artificial que não sustenta. Funciona quando há genuíno espaço para "ZAG" — não como receita para qualquer caso.

Donald Miller — StoryBrand (2017)

Foco em narrativa. Miller adapta a estrutura do monomito (jornada do herói, de Joseph Campbell) para marketing: o cliente é o herói da história, a marca é o guia.

BrandScript (a estrutura). Sete elementos:

1. Um personagem (o cliente, herói da história) — que quer algo
2. Tem um problema (externo, interno, filosófico)
3. Encontra um guia (a marca)
4. Que dá um plano (passos para resolver)
5. E chama para a ação
6. Que termina em sucesso
7. Ou evita um fracasso

Quando usar. Empresas que querem clarear narrativa para uso em comunicação — site, email, vendas. Particularmente útil em serviços profissionais, consultoria, infoproduto, software como serviço com proposta de valor clara. Por ser leve e narrativo, funciona bem em empresa pequena.

Limitação. StoryBrand é mais framework de narrativa que de posicionamento estratégico. Resolve "como contamos nossa história" — não resolve necessariamente "para quem somos a melhor escolha contra qual alternativa". Funciona melhor combinado com Dunford ou Moore para a camada estratégica.

David Aaker — Sistema de identidade de marca

Aaker oferece o sistema mais completo entre os apresentados — não é framework simples de aplicar em workshop de meio dia, é sistema de pensamento sobre marca. Componentes:

Identidade de marca central e estendida. Conjunto de associações que a marca quer cultivar, organizado em essência (central) e atributos secundários.

Brand equity (valor de marca). Os quatro pilares de valor — reconhecimento, qualidade percebida, associações de marca e lealdade.

Arquitetura de marca. Como múltiplas marcas e submarcas se organizam em portfólio (modelo branded house, house of brands, endorsed brands, hybrid).

Quando usar. Empresas grandes com portfólio complexo de marcas, decisões de arquitetura (fundir submarcas, criar nova marca, manter marcas separadas), gestão de valor de marca em longo prazo.

Limitação. Exige time formado, tempo e investimento. Para empresa pequena com uma marca única, Aaker é exagero — Dunford ou StoryBrand resolvem com menos peso.

Matriz de escolha — qual framework usar

A escolha entre frameworks depende de três dimensões: estágio da empresa, tipo de produto e maturidade do mercado.

Estágio early-stage (validação, primeiros clientes). Dunford (10 passos, leve) ou StoryBrand (narrativa direta). Foco em chegar a statement utilizável rapidamente. Evite Aaker (peso demais para o momento) e Ries e Trout (princípios sem método).

Estágio growth (crescimento acelerado, primeira expansão de produto). Moore (Crossing the Chasm) é o framework natural — trata especificamente da transição do inovador para a maioria. Dunford complementa para clareza imediata.

Estágio mature (operação consolidada, foco em retenção e expansão). Aaker para portfólio, Dunford para revisão periódica de produto. Ries e Trout como base de princípios.

Reposicionamento (mudança estratégica). Neumeier (ZAG) quando há apetite para diferenciação radical; Dunford quando a mudança é mais incremental.

B2B técnico. Dunford é o mais aderente. Moore para tecnologia em adoção. StoryBrand para empresa que precisa simplificar narrativa.

B2C de consumo. Ries e Trout como base, Aaker para portfólio, Neumeier quando há mercado saturado. Dunford funciona mas precisa de adaptação.

Empresa de serviço profissional. StoryBrand pela leveza, Dunford pela estrutura. Aaker em organizações grandes com portfólio.

Pequena empresa

Para estrutura enxuta, opção pragmática é Dunford ou StoryBrand. Ambos cabem em workshop de meio dia (4-6 horas) com gestor principal e dois ou três integrantes. Output é documento de posicionamento de uma a três páginas que orienta marketing e vendas. Investimento: tempo da liderança + livros (R$ 100-200) + opcionalmente consultor independente para facilitar (R$ 3.000-15.000 por projeto curto). Evite contratar consultoria grande para posicionamento neste estágio — peso de processo formal não cabe.

Média empresa

Dunford + Moore combinados, com possibilidade de Aaker em organizações com portfólio. Processo mais formal — sequência de workshops, pesquisa qualitativa com clientes, alinhamento da diretoria. Tempo total de 2 a 6 meses para chegar a posicionamento adotado pela empresa. Investimento em consultoria de marca ou assessoria de marketing varia entre R$ 30.000 e R$ 150.000. O ganho real vem da adoção — posicionamento bem feito que fica em PDF arquivado é desperdício; o trabalho seguinte (aplicar a comunicação, vendas, produto) é o que entrega valor.

Grande empresa

Sistema completo. Aaker como base estrutural para portfólio e brand equity. Dunford ou Moore para decisões de produto. Neumeier em momentos de reposicionamento radical. Ries e Trout como repertório de princípios. Time interno de estratégia de marca (com formação em marketing e branding) conduz; consultoria pontual em decisões críticas (lançamento de submarca, reposicionamento, expansão internacional). Investimento em consultoria estratégica de marca varia entre R$ 200.000 e R$ 2 milhões em projetos amplos com múltiplas marcas.

Como combinar frameworks

Combinar não significa empilhar. Significa usar cada framework onde ele agrega:

Ries e Trout como base de princípios. Repertório conceitual que orienta qualquer decisão de posicionamento. Não substitui método operacional — complementa.

Dunford como método operacional. Os 10 passos para chegar a posicionamento utilizável. Funciona como o quadro principal em empresa pequena ou média.

Moore para statement. A fórmula de positioning statement (para quem, que problema, que produto, que categoria, que benefício, contra qual alternativa, com qual diferença) serve como artefato final, mesmo quando o framework principal usado foi Dunford ou outro.

StoryBrand para narrativa. Uma vez decidido o posicionamento, StoryBrand ajuda a traduzir em narrativa para comunicação. Camada de aplicação, não de decisão estratégica.

Aaker para portfólio. Quando há múltiplas marcas, Aaker organiza arquitetura. Independente do framework usado para cada marca individual.

Em empresa grande, a combinação típica é Aaker como guarda-chuva + Dunford ou Moore por unidade de produto + StoryBrand para narrativa de cada marca.

Erros comuns na aplicação

Confundir posicionamento com slogan. Escrever frase publicitária e chamá-la de posicionamento. Slogan é frase pública de campanha; posicionamento é decisão estratégica interna que orienta tudo, inclusive o slogan.

Aplicar framework como receita. Seguir os 10 passos de Dunford ou os 17 de Neumeier mecanicamente, sem adaptar ao caso. Frameworks são repertório — exigem julgamento. Receita gera posicionamento genérico.

Trocar de framework a cada projeto. Empresa testa Dunford, não funciona, testa Moore, não funciona, testa Neumeier. Em geral, "não funcionou" significa que não foi aplicado com tempo e profundidade suficientes — não que o framework estava errado. Escolher um e ir até o fim costuma ser melhor que sobrevoar quatro.

Arquivar o documento. Posicionamento escrito que não orienta decisão é decoração. O artefato vale na medida em que é consultado em decisões de marca, comunicação, vendas e produto. Sem revisão periódica e uso ativo, o documento envelhece.

Posicionamento sem coragem. Tentar agradar a todos resulta em posicionamento ambíguo. Bom posicionamento exclui — diz para quem a marca não é a melhor escolha. Sem essa coragem, o statement vira marketing genérico que não captura nada na mente do consumidor.

Sinais de que vale formalizar framework de posicionamento

Se três ou mais cenários abaixo descrevem sua empresa, vale escolher e aplicar um framework com rigor.

  • Diretoria não chega a consenso sobre framework — cada projeto reinventa o método.
  • Empresa já tentou aplicar dois ou três métodos sem sucesso — possivelmente por aplicação superficial.
  • Equipe não distingue posicionamento de slogan, missão, visão ou proposta de valor.
  • Pessoas diferentes da empresa dão respostas diferentes para "para quem somos a melhor escolha e por quê".
  • CMO precisa apresentar abordagem ao board mas falta método estabelecido.
  • Reposicionamento está em andamento sem método claro — decisão sendo tomada caso a caso.
  • Agência sugeriu framework e equipe interna não consegue avaliar adequação.
  • Nenhum framework foi formalmente adotado — operação opera por intuição da liderança.

Caminhos para aplicar framework de posicionamento

A escolha entre desenvolver capacidade interna ou contratar consultoria depende da maturidade do time, do tamanho da decisão e da disposição da liderança em participar do processo.

Implementação interna

CMO sênior ou diretor de marketing conduz processo com leitura dos livros, workshops internos e disciplina de aplicação. Equipe participa de coleta de dados (entrevistas com clientes, análise competitiva) e validação. Diretoria patrocina e adota o output.

  • Perfil necessário: CMO ou diretor sênior com formação em marketing e leitura dos frameworks principais + time disposto a participar de workshops + diretoria comprometida com adoção
  • Quando faz sentido: liderança sênior com repertório, decisão de tornar posicionamento estratégico de longo prazo, tempo disponível para processo de 2-6 meses
  • Investimento: tempo da liderança + literatura (R$ 1.000-3.000) + workshops internos + pesquisa qualitativa com clientes (R$ 5.000-30.000 quando aplicável)
Apoio externo

Consultoria especializada em posicionamento ou assessoria de marca conduz processo com método estabelecido, treina a equipe, e entrega documento de posicionamento adotado pela diretoria. Reduz risco de "aplicação superficial" e gera output mais rápido.

  • Perfil de fornecedor: consultoria de marketing estratégico, assessoria de marca, consultor sênior especializado em um framework (Dunford, Moore, Neumeier), agências de propaganda com prática em planejamento estratégico
  • Quando faz sentido: primeira adoção formal, time sem repertório teórico suficiente, decisão de tornar posicionamento prioridade estratégica, momento de reposicionamento
  • Investimento típico: R$ 30.000-300.000 por projeto dependendo de escopo, frameworks combinados e pesquisa primária incluída

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Perguntas frequentes

Qual o melhor framework de posicionamento?

Não há "melhor" universal — há framework mais adequado ao contexto. April Dunford (Obviously Awesome) é o mais versátil para uso operacional em B2B, com método em 10 passos que cabe tanto em empresa pequena quanto em divisão de produto em empresa grande. Geoffrey Moore (Crossing the Chasm) tem o positioning statement mais utilizado como padrão de mercado. Donald Miller (StoryBrand) é o mais leve e cabe em estrutura enxuta. Ries e Trout funcionam como base de princípios, e Aaker como sistema para portfólio complexo. A escolha depende de estágio da empresa, tipo de produto e maturidade do mercado.

Diferença entre Ries e Trout e April Dunford?

Ries e Trout publicaram Positioning em 1981 estabelecendo o conceito — posicionamento é sobre a mente do consumidor, ser primeiro lembrado na categoria importa mais que ser tecnicamente o melhor. Oferecem repertório conceitual (leis, princípios) sem método passo a passo. April Dunford publicou Obviously Awesome em 2019 oferecendo método operacional em 10 passos, com premissa de que posicionamento é sobre o contexto que dá sentido ao produto. Ries e Trout são leitura de fundação; Dunford é método para aplicar em workshop. Os dois são complementares, não competem.

O que é Crossing the Chasm de Geoffrey Moore?

Crossing the Chasm (1991) é livro de Geoffrey Moore focado em produtos de tecnologia em fase de adoção. Moore parte da curva de adoção de Everett Rogers (inovadores, primeiros adotantes, maioria inicial, maioria tardia, retardatários) e identifica um abismo entre primeiros adotantes e maioria inicial — fase onde muitos produtos falham por não atravessar. O framework orienta como segmentar e posicionar para conseguir essa travessia. Moore também consolidou o padrão de positioning statement em sete dimensões (público, problema, produto, categoria, benefício, alternativa, diferença) amplamente usado em B2B.

Qual framework escolher para B2B?

Para B2B, April Dunford (Obviously Awesome) é o mais aderente. Os 10 passos são pensados para produtos B2B com diferenciação sutil, e o output é documento operacional útil para marketing, vendas e produto. Geoffrey Moore complementa para tecnologia em fase de adoção. Donald Miller (StoryBrand) ajuda na narrativa para comunicação. Em B2B com portfólio complexo, Aaker organiza arquitetura. A combinação típica em B2B é Dunford como framework principal + Moore para statement + StoryBrand para narrativa.

Qual framework escolher para B2C?

Para B2C, Ries e Trout funcionam como base de princípios (especialmente as leis de liderança e categoria, muito aplicáveis a consumo de massa). David Aaker organiza arquitetura quando há portfólio. Marty Neumeier (ZAG) ajuda quando o mercado está saturado e há espaço para diferenciação radical. April Dunford funciona em B2C mas precisa de adaptação — o "público que se importa" em consumo é mais difuso que em B2B. StoryBrand é leve e útil em B2C de serviço profissional. A combinação típica em B2C é Ries e Trout como base + Aaker para portfólio + Neumeier ou Dunford para decisões de produto.

Frameworks de posicionamento valem para empresa pequena?

Valem — e talvez sejam mais críticos em estrutura enxuta, onde recurso é escasso e errar de posicionamento custa caro. Para empresa pequena, Dunford ou StoryBrand são as opções mais pragmáticas. Ambos cabem em workshop de meio dia, exigem investimento baixo (livros R$ 100-200, eventual consultor independente R$ 3.000-15.000) e produzem documento utilizável. Evite contratar consultoria grande para posicionamento em estágio inicial — peso de processo formal não cabe. O ganho está na disciplina de escrever, decidir e adotar — não na sofisticação do método.

Fontes e referências

  1. Al Ries e Jack Trout — Positioning: The Battle for Your Mind e The 22 Immutable Laws of Marketing. Marcos fundadores da disciplina de posicionamento.
  2. April Dunford — Obviously Awesome e Sales Pitch. Método operacional em 10 passos para posicionamento de produtos B2B.
  3. Geoffrey Moore — Crossing the Chasm. Framework de adoção de tecnologia e padrão de positioning statement.
  4. Marty Neumeier — ZAG e The Brand Gap. Diferenciação radical em mercados saturados.
  5. Donald Miller — Building a StoryBrand. Framework BrandScript para narrativa de marca.
  6. David Aaker — Brand Strategy e Building Strong Brands. Sistema de identidade de marca, brand equity e arquitetura de portfólio.