Como este tema funciona na sua empresa
Tutoriais costumam ser produzidos como screencast (captura de tela) com narração própria, em ferramentas acessíveis como Loom, Camtasia ou OBS Studio. Locução interna feita pelo fundador ou pelo gestor que conhece o fluxo. Edição simples (cortes, legendas, marca no canto). Explainers ficam para uma única peça institucional, geralmente terceirizada para freelancer de motion design por R$ 4.000-15.000. Volume típico: 4-12 tutoriais por ano em formato curto, sem biblioteca estruturada.
Explainers principais são produzidos por estúdio de animação ou produtora, em After Effects, com locução profissional contratada (R$ 800-2.500 por peça em locutor com banco de voz). Tutoriais ficam no time interno, com analista de conteúdo dedicado e ferramentas de captura de tela mais robustas. Existe pequena biblioteca de tutoriais no centro de ajuda do site e no YouTube. Volume típico: 1-3 explainers por ano, 20-50 tutoriais ao longo do ano.
Biblioteca completa de tutoriais segmentada por produto, módulo, persona e nível de uso, mantida por time dedicado de conteúdo de suporte (educação do cliente / customer education). Explainers institucionais com produção elaborada (animação 3D, atores, sets reais) para campanhas estratégicas. Investimento contínuo em legendagem, transcrição, capítulos e versões multilíngues. Volume típico: dezenas a centenas de tutoriais, com cadência de revisão e atualização.
Vídeo tutorial e explainer
são categorias didáticas de vídeo com propósitos distintos — tutorial ensina passo a passo como executar uma tarefa específica (operar uma função, configurar uma integração, resolver um problema), enquanto explainer simplifica um conceito abstrato ou apresenta uma solução em formato curto e narrativo —, ambos servindo a marketing de atração, suporte ao cliente e SEO em vídeo, e exigindo decisões editoriais distintas sobre formato visual (animação, motion graphics, screencast, vídeo real), duração ideal, tipo de narração e nível de detalhe.
Tutorial e explainer: mesma família, mecânicas diferentes
É comum tratar tutorial e explainer como sinônimos, mas eles servem a objetivos diferentes e exigem decisões editoriais distintas. A diferença importa porque um briefing trocado entre os dois resulta em peça ineficaz.
Tutorial ensina como fazer algo específico. Resposta a busca prática ("como configurar X", "como integrar Y com Z"). O espectador chega com problema concreto, em modo "preciso resolver agora", e quer instruções claras. Estrutura: contexto curto, passo a passo numerado, resultado esperado. Duração proporcional ao fluxo (2 a 10 minutos é comum). Quem narra normalmente é alguém com domínio técnico real do produto. Indicador principal: completude (assistiu até o passo X?) e ação efetiva (executou o fluxo após o vídeo?).
Explainer simplifica um conceito ou apresenta uma solução em formato curto e narrativo. Resposta a busca de topo de funil ("o que é Y", "para que serve X"). O espectador chega com curiosidade ou dúvida abstrata, em modo "quero entender", e não está pronto para detalhe operacional. Estrutura: problema ? solução ? como funciona ? chamada para ação. Duração curta (60 a 180 segundos). Locução costuma ser profissional, com texto cuidadosamente roteirizado. Indicador principal: taxa de visualização, tempo médio assistido e impacto em consideração.
O erro mais frequente é tratar tutorial como explainer — fazer um explainer animado e bonito de 90 segundos para tentar ensinar um fluxo de 5 etapas. O espectador não consegue executar nada com a peça e o vídeo falha como tutorial. O inverso também acontece: tutorial bruto de 8 minutos colocado como peça de topo de funil em mídia paga — perde alcance porque não foi feito para esse contexto.
Quando cada um é a escolha certa
A decisão entre tutorial e explainer (ou produção de ambos) deriva do estágio do funil que se quer atender e do estado mental do espectador esperado.
Tutorial faz sentido quando: existe produto ou processo que o cliente precisa aprender a usar; a busca orgânica por "como fazer X em [seu produto]" tem volume; o time de suporte recebe muitas perguntas repetidas que vídeo resolveria de uma vez; a empresa quer reduzir tempo de recepção (onboarding) de cliente novo; existe central de ajuda ou base de conhecimento que precisa ser povoada.
Explainer faz sentido quando: a empresa entra em mercado novo onde o conceito da solução ainda não está claro para o público; a página inicial do site precisa de uma peça de 90 segundos que comunica a proposta de valor; o time comercial precisa de material para enviar a prospect em consideração inicial; a empresa lança produto novo com mecânica diferente do que existe no mercado; existe uma sequência de campanha em mídia paga que se beneficia de peça curta e narrativa.
Programa maduro tem os dois — tutoriais cobrindo uso prático do produto (manutenção, suporte, retenção) e explainers cobrindo apresentação da solução (atração, consideração). Os dois conjuntos convivem em locais diferentes do ciclo de vida.
Animação, motion graphics, screencast, vídeo real, ilustração
A escolha de tratamento visual condiciona custo, tempo de produção e mensagem.
Animação 2D / motion graphics. Personagens estilizados, elementos geométricos animados, transições com elegância. Ideal para explainer que precisa abstrair (conceitos, fluxos, dados). Permite mostrar coisas difíceis de filmar (interação entre sistemas, dados se movendo, processos invisíveis). Produzido em After Effects, Adobe Animate ou ferramentas como Vyond. Custo típico: R$ 12.000-60.000 por peça de 90 segundos, dependendo da complexidade.
Screencast (captura de tela). Captura da tela do computador com narração sobreposta. Ideal para tutoriais de software. Ferramentas: Loom (grátis e simples), Camtasia (paga, mais recursos), OBS Studio (grátis, técnico). Custo típico: pouco mais que o tempo do narrador + edição leve. Limitação: visualmente menos interessante; não vende, ensina.
Vídeo real (live action). Pessoas filmadas, produto real, ambiente de uso. Ideal para tutoriais que envolvem hardware, equipamento físico ou ambiente (instalação, montagem, operação). Também serve a explainers institucionais com presença de pessoas. Custo típico: R$ 5.000-30.000 por peça com produtora pequena/média; mais alto com elenco e set elaborado.
Ilustração estática com animação leve. Ilustrações desenhadas (estilo Whiteboard, doodle, infográfico animado) com narração. Funciona quando o público gosta de estética artesanal e o tema permite. Custo intermediário, depende do estilo do ilustrador.
Híbrido. Combinação de screencast com motion graphics (sobreposições explicativas no momento certo da tela) é comum em tutorial de software mais polido. Vídeo real com motion graphics (gráficos explicativos sobre cena real) é comum em vídeo institucional e explainer.
Regra prática: tutorial pede screencast ou vídeo real (precisa mostrar o uso real); explainer pede motion graphics ou ilustração (precisa abstrair conceito); híbridos funcionam quando o orçamento permite.
Tempo ideal: por que duração importa tanto
Duração é uma das poucas variáveis que mais condiciona desempenho — e mais é violada.
Explainer: 60-180 segundos. Acima de 180 segundos, a maioria dos espectadores abandona antes do final. Ideal: 90 segundos. Em mídia paga, versões de 30 e 60 segundos são úteis para canais de atenção mais curta. Explainer de 5 minutos é tutorial mal classificado.
Tutorial: 2-10 minutos. Tutorial curto (2-4 minutos) para fluxo simples; tutorial longo (5-10 minutos) para fluxo complexo com múltiplas etapas. Acima de 10 minutos, divida em série — vídeos enumerados (Parte 1, Parte 2) com capítulos. Tutorial monolítico de 25 minutos perde audiência no meio.
Versões curtas para redes sociais. Sempre produza versão de 15-30 segundos para Reels, Shorts e TikTok quando o tema permite. Costuma ser uma "dica" extraída do tutorial principal ou um trecho-chave do explainer.
Em ambos os casos, a abertura precisa entregar valor nos primeiros 5-10 segundos. "Hoje vou ensinar como configurar X" em 8 segundos é OK; mais que isso, perde audiência. Para tutorial, anuncie o resultado esperado já na abertura: "Em 3 minutos, você vai conseguir [resultado concreto]".
Para tutoriais, use Loom ou Camtasia com narração própria — qualidade aceitável a custo zero ou de assinatura mensal. Reserve animação para um único explainer institucional terceirizado quando houver hipótese clara de uso (página inicial, mídia paga). Mantenha biblioteca em uma playlist no YouTube e em página simples no site. Não invista em locução profissional nesta fase — a voz interna autêntica costuma funcionar bem para público que está pesquisando como usar produto.
Explainers principais saem com estúdio de animação ou produtora especializada, em After Effects, com locução profissional contratada. Tutoriais ficam no time interno, com analista de conteúdo dedicado e ferramentas mais robustas (Camtasia, ScreenFlow, Adobe Premiere). Estruture pequena biblioteca em central de ajuda no site e canal próprio no YouTube com playlists por tema. Comece a investir em legendagem profissional e capítulos.
Biblioteca por produto, módulo, persona e nível de uso, mantida por time dedicado de educação do cliente (customer education). Explainers institucionais com produção elaborada (animação 3D, atores, sets reais) para campanhas estratégicas. Investimento contínuo em legendagem multilíngue, transcrição indexável, capítulos e plataforma de aprendizagem (LMS) para sequenciar tutoriais em trilhas. Mensuração avançada: cobertura por etapa de uso, redução de chamados no suporte por tópico, conclusão de trilhas.
Estrutura de explainer: 5 atos em 90 segundos
Explainer eficaz segue arco narrativo reconhecível. Distribuição típica em 90 segundos:
Ato 1 — Problema (10-15s). Estabelece o problema que o espectador reconhece como seu. "Você já tentou fazer X e percebeu que..." ou cena que ilustra a dor. Função: gerar identificação imediata.
Ato 2 — Solução (10-15s). Apresenta a empresa ou produto como resposta. "É por isso que a [empresa] criou [solução]". Função: posicionar a marca.
Ato 3 — Como funciona (30-40s). Mostra mecânica em 2-4 passos simples. "Primeiro, você faz X. Depois, o sistema faz Y. No final, você obtém Z". Função: explicar sem entrar em detalhes técnicos. Esta é a parte que motion graphics resolve melhor — abstração visual de processo.
Ato 4 — Benefícios (15-20s). Lista 2-3 ganhos concretos. "Você economiza tempo, ganha visibilidade e reduz erros". Função: fechar a proposta de valor.
Ato 5 — Chamada para ação (5-10s). Próximo passo claro. "Acesse [site] e teste grátis por 14 dias" ou "Fale com um especialista". Função: converter atenção em ação.
Trilha sonora discreta e profissional. Locução clara, ritmo controlado (não acelerado). Marca presente no início e no fim, sem ser invasiva no meio. Texto sobreposto reforçando palavras-chave em momentos certos. Cor e estilo alinhados à identidade visual da marca.
Estrutura de tutorial: contexto, passo a passo, resultado
Tutorial tem arco diferente do explainer — mais funcional, menos narrativo.
Ato 1 — Contexto (15-30s). O que o espectador vai aprender e qual o resultado esperado. "Neste vídeo, você vai aprender a configurar X. Ao final, você terá Y funcionando". Anuncia ganho concreto. Função: confirmar ao espectador que está no vídeo certo.
Ato 2 — Pré-requisitos (10-20s, opcional). O que o espectador precisa ter antes de começar. "Você precisa de uma conta em X e acesso de administrador". Evita frustração no meio do tutorial.
Ato 3 — Passo a passo (corpo principal, 60-80% do tempo). Etapas numeradas em sequência. Cada passo: o que clicar/fazer (mostrar na tela), por que está fazendo (narração), o que esperar como resultado (confirmação visual). Use marcações na tela (setas, círculos, destaques) para mostrar onde clicar.
Ato 4 — Resultado esperado (15-30s). Mostra o estado final, confirma sucesso. "Pronto. Agora você tem X funcionando. Você deveria ver Y na sua tela". Função: confirmar que o tutorial foi executado com sucesso.
Ato 5 — Próximos passos e dúvidas frequentes (15-30s, opcional). "Se aparecer erro X, faça Y" / "Para configurar funcionalidade avançada, veja outro vídeo". Reduz chamados ao suporte.
Sempre adicione capítulos (marcadores no YouTube) para tutoriais acima de 3 minutos. Adicione transcrição completa indexável abaixo do vídeo. Adicione marcações de tempo na descrição para que o espectador pule para o passo específico que precisa.
Narração: locutor profissional, voz interna ou IA
Três caminhos com trade-offs claros.
Locutor profissional. Estúdio ou banco de vozes (Voicebox, Cocoa Voz, freelancers em plataformas). Custo: R$ 500-2.500 por peça curta dependendo do nível do locutor. Vantagem: dicção precisa, ritmo controlado, qualidade broadcast. Ideal para explainers institucionais, mídia paga e peças com vida útil longa.
Voz interna. Pessoa do time grava (com microfone básico, R$ 200-1.500). Custo: tempo da pessoa + ferramenta de gravação. Vantagem: autenticidade, naturalidade, conexão com público. Ideal para tutoriais de produto (cliente prefere ouvir alguém que conhece o produto a um locutor profissional impessoal) e conteúdo em redes sociais.
Locução em IA. Ferramentas como ElevenLabs, Murf, Google Text-to-Speech, Microsoft Azure Speech geram voz sintética crescentemente convincente. Custo: assinatura mensal de R$ 50-500. Vantagem: agilidade (gerar e atualizar texto rapidamente), escala (locução multilíngue de baixo custo). Limitações: qualidade ainda perceptivelmente sintética em alguns contextos, e questões legais sérias.
Cuidados legais em locução de IA. Não use voz sintética que imite pessoa real sem autorização escrita (clonagem de voz é dado pessoal sob LGPD e direito de personalidade no Código Civil). Verifique a licença comercial da ferramenta usada (algumas restringem uso em mídia paga). Indique quando relevante que a locução é sintética (transparência ao público). Para conteúdo institucional de longa vida e mídia paga em grande escala, vale o investimento em locutor humano.
Tutorial e explainer no SEO
Vídeo tutorial é um dos formatos com maior retorno em SEO. Três efeitos se somam.
Busca em vídeo no YouTube. Tutoriais bem otimizados (título incluindo busca exata, descrição rica em palavras-chave, capítulos, transcrição) aparecem na busca do YouTube — segunda maior plataforma de busca do mundo. Conteúdo evergreen continua trazendo visualizações por anos.
Resultado de busca rico no Google. Tutoriais com marcação estruturada (Schema HowTo) podem aparecer em resultado de busca rico no Google, ocupando espaço significativo na tela e aumentando taxa de clique. Páginas com vídeo embarcado também tendem a ter tempo de permanência maior, sinal positivo para classificação.
Tráfego para o site. Tutorial no YouTube que cita o produto e tem link na descrição traz tráfego qualificado para o site (gente que pesquisou ativamente "como fazer X" — alta intenção). Para empresa SaaS, tutoriais de funcionalidade são canal de aquisição comprovado.
Boas práticas mínimas: título com a busca exata ("Como [fazer X] em [produto Y]"), descrição com 200-400 palavras explicando o conteúdo e linkando recursos, capítulos no YouTube, transcrição completa abaixo (também no site), marcação Schema VideoObject ou HowTo na página do site onde o vídeo está embarcado.
Acessibilidade: legendas, transcrição, capítulos
Acessibilidade em vídeo deixou de ser opcional — é obrigação legal e ganho prático.
Legenda. Faixa de texto sincronizada com a fala. Obrigatória pela Lei Brasileira de Inclusão para conteúdo de comunicação institucional, e prática para autoplay sem som em redes sociais. Pode ser embutida no vídeo (queimada) ou em arquivo separado (SRT, VTT) — versões em arquivo permitem ativar/desativar e traduzir.
Transcrição. Texto completo da narração disponibilizado abaixo do vídeo. Útil para acessibilidade (leitores de tela), SEO (texto indexável) e usuários que preferem ler ou pesquisar trecho específico. Ferramentas como Descript, Otter.ai e o próprio YouTube (transcrição automática editada) facilitam a produção.
Capítulos. Marcadores em pontos-chave do vídeo, permitindo navegação direta. No YouTube, basta adicionar marcações de tempo na descrição. Aumenta engajamento (espectador pula para o trecho relevante) e taxa de conclusão (não precisa assistir o vídeo todo).
Audiodescrição. Narração paralela descrevendo elementos visuais não falados. Importante para acessibilidade plena (público com deficiência visual). Aplicável a vídeos onde imagens contém informação não dita.
Programa maduro tem padrão fixo: todo vídeo publicado sai com legenda, transcrição e capítulos como mínimo. Acessibilidade entra desde o briefing, não como ajuste posterior.
Erros comuns em tutorial e explainer
Explainer com 5 minutos. Acima de 3 minutos, explainer perde audiência. Se a mensagem não cabe em 90-120 segundos, provavelmente são duas peças, não uma.
Tutorial sem mostrar resultado final. Termina mostrando o último clique sem confirmar que o sistema responde como esperado. Espectador fica em dúvida sobre se executou certo. Sempre confirme o estado final.
Animação genérica de banco de imagens. Templates pré-prontos de explainer ("aquele estilo de Vyond com cenas genéricas") são reconhecíveis e diluem a marca. Para peças institucionais, vale o investimento em animação personalizada.
Locução em IA sem qualidade. Voz robotizada perceptível, prosódia errada, palavras pronunciadas incorretamente. Em mídia institucional de marca, prejudica percepção.
Tutorial bruto sem edição. Captação direta sem cortes, "ééé", "espera, deixa eu...", silêncios longos. Edição mínima (cortar pausas, remover erros) eleva muito a percepção de qualidade.
Sem legenda nem capítulos. Restringe alcance e acessibilidade. Está fora de padrão de mercado em 2024 em diante.
Explainers desatualizados. Produto evoluiu, interface mudou, mas o explainer ainda mostra versão antiga. Tutorial perde utilidade rapidamente quando isso acontece. Estabeleça cadência de revisão (a cada 6-12 meses para produtos em evolução rápida).
Sinais de que sua empresa precisa de tutoriais e explainers
Se três ou mais sinais abaixo descrevem a operação atual, é provável que vídeo didático seja a maior lacuna de conteúdo audiovisual.
- Produto ou serviço complexo no portfólio sem peça que explique de forma simples para quem nunca viu.
- Time de suporte recebe alto volume de perguntas iniciadas por "como faço para..." que se repetem.
- Não existem tutoriais no site, na central de ajuda ou no canal próprio no YouTube.
- Os tutoriais que existem são vídeo bruto sem edição, sem legenda, sem capítulos.
- Explainers do site estão desatualizados (interface mudou, fluxo mudou, posicionamento mudou) ou são genéricos ao ponto de não comunicar valor.
- Tutoriais longos (acima de 5 minutos) sem capítulos para o espectador navegar entre passos.
- Vídeos publicados sem legenda nem transcrição, perdendo audiência em autoplay sem som.
- O time comercial não tem peça curta para enviar a prospect em consideração inicial.
Caminhos para produzir tutoriais e explainers
A escolha entre produção interna e contratação externa depende do tipo de peça (tutorial vs. explainer), do nível de polimento desejado e da maturidade técnica do time interno.
Tutoriais de produto via screencast interno funcionam bem em qualquer porte. Loom, Camtasia, ScreenFlow ou OBS Studio resolvem captação. Edição mínima em ferramentas acessíveis (Adobe Premiere, DaVinci Resolve gratuito, CapCut Pro).
- Perfil necessário: analista de conteúdo ou de produto familiarizado com o fluxo, com noção de roteiro e edição básica.
- Quando faz sentido: tutoriais regulares e atualizações frequentes; volume contínuo; orçamento dedicado a explainer terceirizado mas tutoriais internos.
- Investimento: ferramentas (R$ 50-300 mensais), microfone básico (R$ 300-1.500), tempo do time. Edição freelancer para polimento, R$ 200-800 por peça.
Explainers institucionais e peças de marca pedem estúdio de animação ou produtora especializada com motion graphics, locução profissional e direção criativa.
- Perfil de fornecedor: escritório de design com motion, produção audiovisual com animação 2D/3D, produtora de filmes e vídeos para vídeo real.
- Quando faz sentido: explainer principal do site, campanha em mídia paga em vídeo, lançamento de produto, vídeo institucional, peças com vida útil longa.
- Investimento típico: R$ 12.000-60.000 por explainer animado de 90 segundos; R$ 5.000-25.000 por vídeo real curto; locução profissional R$ 500-2.500 por peça.
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Perguntas frequentes
Como fazer vídeo explainer?
Siga arco em 5 atos em 90 segundos. Problema (10-15s) — situação que o espectador reconhece como sua. Solução (10-15s) — sua empresa como resposta. Como funciona (30-40s) — mecânica em 2-4 passos simples, ideal para motion graphics. Benefícios (15-20s) — 2-3 ganhos concretos. Chamada para ação (5-10s) — próximo passo claro. Trilha sonora discreta, locução clara, identidade visual da marca. Para o tratamento visual, motion graphics ou animação 2D resolvem bem; vídeo real com sobreposições gráficas é alternativa quando há figura humana protagonista.
Tutorial em vídeo serve para SEO?
Sim, com três efeitos somados. Busca no YouTube — segunda maior plataforma de busca; tutoriais bem otimizados (título com busca exata, descrição rica, capítulos, transcrição) aparecem por anos. Resultado de busca rico no Google — com marcação Schema HowTo, tutoriais podem aparecer destacados, ocupando espaço grande na tela. Tráfego qualificado — tutorial que cita o produto traz visitantes em alta intenção. Para empresa SaaS, tutoriais de funcionalidade são canal comprovado de aquisição.
Animação ou vídeo real para explainer?
Depende do que se quer comunicar. Animação 2D / motion graphics funciona melhor quando o conceito é abstrato — fluxo de dados, processos invisíveis, interação entre sistemas, dados se movendo. Permite mostrar coisas difíceis de filmar. Vídeo real funciona quando há figura humana central (especialista, fundador, cliente), produto físico em uso ou ambiente característico (loja, escritório, oficina). Híbrido (vídeo real com motion graphics) é comum em peças institucionais de orçamento maior. Para tutoriais, a escolha é diferente: screencast para software, vídeo real para hardware ou processo físico.
Quanto tempo deve ter um vídeo explainer?
Explainer eficaz fica entre 60 e 180 segundos, com ideal em torno de 90 segundos. Acima de 180 segundos, a maioria dos espectadores abandona antes do final. Em mídia paga, é útil produzir versões de 30 e 60 segundos para canais de atenção mais curta (LinkedIn, Meta, YouTube bumper). Se a mensagem realmente não cabe em 90 segundos, provavelmente são duas peças, não uma — divida por tema. Tutorial é diferente — pode (e às vezes precisa) durar 5-10 minutos, mas sempre com capítulos para navegação.
Quem deve narrar um explainer?
Três caminhos. Locutor profissional (estúdio ou freelancer em plataforma, R$ 500-2.500 por peça) — dicção precisa, qualidade broadcast, ideal para explainer institucional e peça de mídia paga. Voz interna (alguém do time gravando com microfone básico) — autenticidade, ideal para tutoriais e conteúdo em redes sociais onde naturalidade importa mais que polimento. Locução em IA (ElevenLabs, Murf, ferramentas similares) — agilidade e escala, mas com cuidados legais e qualidade ainda perceptivelmente sintética em alguns contextos. Para peça de marca de vida útil longa, vale o investimento em locutor humano.
Onde hospedar tutoriais?
Três opções complementares. YouTube — gratuito, otimizado para SEO em vídeo, alcance natural via busca; ideal para tutoriais que também servem como atração de novos clientes. Central de ajuda no site — vídeos embarcados em artigos da base de conhecimento; vincula tutorial ao contexto onde a dúvida acontece; melhor para suporte. Plataforma de aprendizagem (LMS) ou plataforma de educação do cliente (Wistia, Vidyard, Mindstamp) para tutoriais segmentados por nível, com trilhas estruturadas, controle de acesso e métricas avançadas — comum em grande empresa com programa formal de educação do cliente.
Fontes e referências
- Wistia. Benchmarks de explainer e desempenho de vídeo em diferentes durações e formatos.
- HubSpot. Manuais e modelos para produção de vídeo tutorial e explainer em marketing B2B.
- YouTube Creator Academy. Boas práticas de produção de conteúdo "how-to" e otimização para busca em vídeo.
- Schema.org. Especificação de marcação HowTo para tutoriais — apoio a resultado de busca rico.
- Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) — acessibilidade comunicacional em conteúdo audiovisual.