Neste artigo: Como este tema funciona no porte da sua empresa Como isso muda conforme o tipo de negócio As cinco famílias de crédito que a PME precisa conhecer Pronampe: a porta de entrada com taxa controlada por lei Fundo garantidor do BNDES: o que destrava quem não tem imóvel Linhas BNDES: crédito mais barato e prazo longo, via banco Capital de giro de banco comercial: rápido, porém o mais caro Antecipação de recebíveis: adiantar o que já é seu Tabela comparativa: as linhas lado a lado Como ler a taxa de verdade: CET, não a taxa nominal O que o CET inclui e por que ele é obrigatório Por que duas linhas com a mesma taxa podem custar diferente O peso da carência no custo Por que os fundos garantidores mudam o jogo da PME Como a garantia pública reduz a taxa O que o fundo cobre e o que continua sendo seu Quando vale combinar fundo com garantia real Critério de decisão: qual linha encaixa na sua situação Precisa de dinheiro rápido para o giro Quer o menor custo possível Vai investir valor alto com prazo longo Onde contratar e erros que encarecem o crédito Onde cada linha é contratada Os erros que mais encarecem o crédito da PME Cuidado com intermediários que prometem aprovar crédito Sinais de que você deveria comparar suas linhas de crédito Caminhos para comparar e contratar a linha certa Quer comparar o custo real das linhas antes de assinar? Perguntas frequentes Qual é a melhor linha de crédito para empresa? Pronampe ou FGI Peac: qual escolher? Qual a diferença entre Pronampe e BNDES? Qual linha de crédito tem a menor taxa de juros? Capital de giro de banco comum vale a pena? Quem pode pegar Pronampe? Fontes e referências
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Comparativo de linhas de crédito para empresas: Pronampe, FGI Peac, BNDES e capital de giro

Linhas de crédito para empresas são as diferentes formas de tomar dinheiro emprestado para o negócio, cada uma com taxa, prazo, limite e garantia próprios.
Atualizado em: 08 de agosto de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona no porte da sua empresa Como isso muda conforme o tipo de negócio As cinco famílias de crédito que a PME precisa conhecer Pronampe: a porta de entrada com taxa controlada por lei Fundo garantidor do BNDES: o que destrava quem não tem imóvel Linhas BNDES: crédito mais barato e prazo longo, via banco Capital de giro de banco comercial: rápido, porém o mais caro Antecipação de recebíveis: adiantar o que já é seu Tabela comparativa: as linhas lado a lado Como ler a taxa de verdade: CET, não a taxa nominal O que o CET inclui e por que ele é obrigatório Por que duas linhas com a mesma taxa podem custar diferente O peso da carência no custo Por que os fundos garantidores mudam o jogo da PME Como a garantia pública reduz a taxa O que o fundo cobre e o que continua sendo seu Quando vale combinar fundo com garantia real Critério de decisão: qual linha encaixa na sua situação Precisa de dinheiro rápido para o giro Quer o menor custo possível Vai investir valor alto com prazo longo Onde contratar e erros que encarecem o crédito Onde cada linha é contratada Os erros que mais encarecem o crédito da PME Cuidado com intermediários que prometem aprovar crédito Sinais de que você deveria comparar suas linhas de crédito Caminhos para comparar e contratar a linha certa Quer comparar o custo real das linhas antes de assinar? Perguntas frequentes Qual é a melhor linha de crédito para empresa? Pronampe ou FGI Peac: qual escolher? Qual a diferença entre Pronampe e BNDES? Qual linha de crédito tem a menor taxa de juros? Capital de giro de banco comum vale a pena? Quem pode pegar Pronampe? Fontes e referências
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Como este tema funciona no porte da sua empresa

Solo / Microempresa (até 9 pessoas)

O Pronampe é a porta de entrada: como microempresa (faturamento até R$ 360 mil/ano), você se enquadra e a garantia pública reduz a exigência de aval. Microcrédito e antecipação de recebíveis cobrem necessidades pequenas e urgentes. Aqui o problema raramente é taxa — é não saber que essas linhas existem.

Pequena empresa (10–49 pessoas)

É a faixa que mais se beneficia. Você cabe no Pronampe (faturamento até R$ 4,8 milhões), no fundo garantidor do BNDES e no BNDES Crédito Pequenas Empresas. Combinação típica: Pronampe ou capital de giro garantido para o giro, e linha BNDES de prazo longo para investimento. Falta de imóvel para dar em garantia deixa de ser bloqueio.

Média empresa (50–200 pessoas)

Você acessa BNDES (Crédito Pequenas e Médias Empresas, Finame), fundo garantidor e linhas estruturadas de banco comercial. O Pronampe ainda cabe se o faturamento ficar até R$ 4,8 milhões. Com histórico e garantia real, você negocia o spread do banco e melhora a taxa final — o ganho está na negociação, não só na escolha da linha.

Linhas de crédito para empresas são as diferentes formas de tomar dinheiro emprestado para o negócio, cada uma com taxa, prazo, limite e garantia próprios. Para a pequena e média empresa brasileira, as principais são o Pronampe, o fundo garantidor do BNDES, as linhas do BNDES (como Crédito Pequenas Empresas e Finame), o capital de giro de banco comercial e a antecipação de recebíveis. A pergunta certa não é "qual é a melhor", mas "qual encaixa no que eu preciso agora" — considerando urgência, valor, garantia disponível e custo total.

Como isso muda conforme o tipo de negócio

Comércio

Capital de giro é o nervo: você compra estoque e espera vender. Pronampe e capital de giro com garantia pública cobrem o giro; a antecipação de recebíveis de cartão resolve a urgência pontual. Antecipar todo mês, porém, é sinal de que o giro está subdimensionado, não de que a antecipação é a solução.

Indústria

Mistura giro com investimento em máquina. Para o dia a dia, Pronampe e capital de giro garantido. Para equipamento novo de fabricação nacional, o BNDES Finame costuma ser imbatível em prazo (até 120 meses) e custo, porque a taxa BNDES embutida é baixa.

Serviços B2C

Giro menor, mas sazonalidade alta. Pronampe e microcrédito cobrem a maioria das necessidades. Como há pouco ativo físico para oferecer em garantia, os fundos garantidores públicos são decisivos: sem eles, o banco comum costuma negar ou cobrar caro.

Serviços B2B

O ciclo de recebimento é longo: você fatura a prazo e o dinheiro demora. Capital de giro garantido e antecipação de duplicatas atacam o descasamento entre pagar fornecedor/folha hoje e receber depois. O fundo garantidor do BNDES ajuda quando não há garantia real para oferecer.

Tecnologia / SaaS

Quase nenhum ativo físico para dar em garantia — o que trava o crédito no banco comum. Aqui os fundos garantidores e o Pronampe ajudam mais do que qualquer outra coisa. Para projeto de pesquisa e desenvolvimento, há linhas de inovação específicas, fora do escopo deste comparativo.

As cinco famílias de crédito que a PME precisa conhecer

Existem cinco grandes formas de crédito ao alcance da PME, e elas não competem entre si — resolvem problemas diferentes. Confundi-las é o que leva o dono a pegar a opção mais cara achando que era a única.

Pronampe: a porta de entrada com taxa controlada por lei

O Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) é uma linha de crédito com garantia de um fundo público, criada para microempresas e empresas de pequeno porte. O grande diferencial é que a taxa de juros tem teto definido em lei: para operações concedidas a partir de 1º de janeiro de 2021, a taxa anual máxima é a Selic acrescida de até 6% ao ano, segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.[1]

Quem pode pegar: microempresas com receita bruta anual de até R$ 360 mil e empresas de pequeno porte com receita entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões.[1] O limite para empresas com um ano ou mais de funcionamento pode chegar a até 60% da receita bruta anual do ano anterior.[1] A garantia vem de um fundo público (FGO), que cobre parte do risco — mas ainda há exigência de aval do sócio. É operado por bancos credenciados, com liberação em dias a poucas semanas.

Fundo garantidor do BNDES: o que destrava quem não tem imóvel

O Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), operado pelo BNDES, não é um empréstimo — é uma garantia. Ele complementa as garantias que o banco exige, compartilhando o risco da operação. Na prática, isso resolve o problema mais comum da PME: o banco aprovaria o crédito, mas a empresa não tem imóvel ou bem suficiente para oferecer em garantia.

Segundo o BNDES, podem usar a garantia do FGI as micro, pequenas e médias empresas com receita operacional bruta anual de até R$ 300 milhões; o fundo cobre de 10% a 80% do valor financiado, com limite de R$ 10 milhões por empresa.[2] As vantagens declaradas pelo próprio BNDES são aumento do acesso ao crédito, melhores condições de prazo e limite, e diminuição da taxa de juros.[2] O BNDES diferencia o FGI Tradicional, que é um produto perene, do FGI Peac, que funciona por períodos com vigência determinada por lei.[2] Para o dono, o mecanismo é o mesmo — garantia pública complementar — e vale perguntar ao banco qual modalidade está disponível.

Linhas BNDES: crédito mais barato e prazo longo, via banco

As linhas do BNDES para PME são repassadas por bancos credenciados — o BNDES não atende diretamente. A linha BNDES Crédito Pequenas e Médias Empresas atende empresas que faturam até R$ 300 milhões, com prazo de até 5 anos (incluindo carência de até 2 anos) e limite de até R$ 20 milhões por ano, segundo o BNDES.[3] A taxa final tem três componentes: o custo financeiro, a taxa do BNDES (1,35% ao ano para micro, pequenas e médias; 0,95% nas regiões Norte e Nordeste) e a taxa negociada com o banco repassador.[3]

Para compra de máquina ou equipamento, o BNDES Finame financia bens novos, de fabricação nacional e credenciados pelo BNDES, também via banco.[4] É a opção mais usada por indústria e por quem precisa de ativo fixo, porque combina prazo longo com custo abaixo do mercado tradicional.

Capital de giro de banco comercial: rápido, porém o mais caro

O capital de giro de banco comercial é o crédito que o gerente oferece com mais facilidade — e costuma ser o mais caro entre as opções. A taxa segue o mercado, sem teto legal, e pode passar de 2% a 4% ao mês conforme o risco e a garantia. O prazo típico vai de 12 a 36 meses, e o limite depende do limite de crédito já aprovado para o cliente. A vantagem real é a velocidade: se a empresa já tem limite, o dinheiro sai rápido. O erro comum é aceitar essa linha sem antes perguntar por Pronampe ou por uma operação com garantia pública.

Antecipação de recebíveis: adiantar o que já é seu

A antecipação de recebíveis não é um empréstimo no sentido clássico: você adianta um dinheiro que já vendeu, mas que só entraria no caixa depois — vendas no cartão ou duplicatas a prazo. Paga-se uma taxa de desconto para receber hoje. Faz sentido para urgências pontuais e para o descasamento de caixa de quem vende a prazo, mas usá-la de forma recorrente é caro e mascara um capital de giro insuficiente.

Tabela comparativa: as linhas lado a lado

Cada linha resolve um problema diferente. A tabela abaixo resume taxa, prazo, limite, garantia e tempo de aprovação de cada família, para você cruzar com a sua situação. As taxas mudam com a Selic e com a política de cada banco — use os números como referência e confirme sempre no banco operador e no portal oficial.

Linha Para quem Taxa (referência) Prazo Limite Garantia Tempo
Pronampe ME e EPP (faturamento até R$ 4,8 mi/ano) Selic + até 6% a.a. (teto legal)[1] Definido em programa, com carência Até 60% da receita bruta anual[1] Fundo público (FGO) + aval do sócio Dias a poucas semanas
BNDES com garantia FGI MPME (receita até R$ 300 mi/ano)[2] Mercado, reduzida pela garantia pública Conforme a linha financiada Garantia até R$ 10 mi por empresa[2] Fundo cobre 10% a 80% + aval do sócio[2] Semanas, via banco
BNDES Crédito Pequenas e Médias Empresas Faturamento até R$ 300 mi/ano[3] Custo financeiro + taxa BNDES 1,35% a.a. + taxa do banco[3] Até 5 anos, carência até 2 anos[3] Até R$ 20 mi por ano[3] Negociada com o banco; admite FGI Semanas
BNDES Finame Quem compra máquina/equipamento nacional Abaixo do mercado (taxa BNDES baixa) Longo, próprio para investimento Valor do bem financiado Bem novo, nacional, credenciado[4] Semanas a meses (mais formal)
Capital de giro de banco comercial Qualquer porte com relacionamento Mercado, sem teto; geralmente a mais cara 12 a 36 meses Conforme limite de crédito do cliente Recebíveis, aval, garantia real Rápido, se já tem limite
Antecipação de recebíveis Quem vende no cartão ou a prazo Taxa de desconto por operação Curtíssimo (até o vencimento original) Valor dos recebíveis Os próprios recebíveis Imediato

Como ler a taxa de verdade: CET, não a taxa nominal

A taxa que importa na comparação é o Custo Efetivo Total (CET), não a taxa de juros anunciada. O CET reúne, em um único percentual anual, tudo o que você efetivamente paga: juros, tributos, tarifas, seguros e demais despesas da operação. Comparar duas linhas só pela taxa nominal é como comparar dois carros pelo preço de tabela ignorando frete, emplacamento e seguro.

O que o CET inclui e por que ele é obrigatório

O CET é o custo total da operação expresso como taxa percentual anual, calculado a partir de todos os fluxos de liberação e pagamento — incluindo juros, tributos, tarifas, seguros e outras despesas cobradas do cliente. A obrigação de informá-lo antes da contratação vale, por norma do Conselho Monetário Nacional, inclusive para microempresas e empresas de pequeno porte.[5] Ou seja: você tem direito de receber a planilha do CET antes de assinar — e deve exigi-la.

Por que duas linhas com a mesma taxa podem custar diferente

Duas propostas com a mesma taxa nominal podem ter CET diferente por causa de IOF, tarifa de abertura, seguro prestamista embutido e tarifa de renovação de cadastro. Uma linha com taxa um pouco maior, mas sem tarifas e seguros pendurados, pode sair mais barata no fim. Sempre peça o CET das duas e compare esse número — é a única base justa.

O peso da carência no custo

Carência é o período em que você não paga (ou paga só os juros) antes de começar a amortizar. Ela alivia o caixa no início, mas os juros correm durante esse tempo, então o valor total pago cresce. Para investimento que demora a gerar receita, a carência faz sentido; para giro de curto prazo, costuma só encarecer. Avalie a carência olhando para quando a operação vai começar a se pagar.

Por que os fundos garantidores mudam o jogo da PME

Os fundos garantidores públicos existem para resolver a principal barreira da pequena empresa no crédito: a falta de garantia. Quando o banco não tem como se proteger de um calote, ele nega o crédito ou cobra caro. O fundo entra justamente aí, assumindo parte do risco.

Como a garantia pública reduz a taxa

Quando um fundo público garante parte da operação, o risco do banco cai — e risco menor significa juros menores. É por isso que o próprio BNDES lista a diminuição da taxa de juros entre as vantagens de financiar com a garantia do FGI.[2] Não é favor nem subsídio direto na sua conta: é o preço do crédito refletindo um risco menor para quem empresta.

O que o fundo cobre e o que continua sendo seu

O fundo garantidor não isenta a empresa de pagar. Ele cobre parte do risco para o banco, mas a dívida continua sendo sua — e o aval do sócio costuma ser exigido. No FGI, o BNDES informa que a garantia pessoal do sócio controlador é exigida, e que garantias reais adicionais só entram acima de determinados valores de operação.[2] Em caso de inadimplência, a cobrança recai sobre a empresa e os avalistas normalmente.

Quando vale combinar fundo com garantia real

Quem tem garantia real (imóvel, equipamento) também pode usar o fundo. Nesse caso, o fundo complementa a garantia e pode melhorar prazo e taxa, em vez de comprometer todo o seu patrimônio em uma única operação. É uma forma de preservar capacidade de garantia para uma operação futura.

Critério de decisão: qual linha encaixa na sua situação

A escolha da linha sai de quatro perguntas: qual a urgência, quanto você precisa, para quê, e qual garantia você tem. O mapa abaixo cruza essas respostas com a linha mais provável.

Precisa de dinheiro rápido para o giro

Se a necessidade é caixa em dias, as opções práticas são o Pronampe (se você se enquadra e o banco operar rápido), o capital de giro do banco onde já tem limite, ou a antecipação de recebíveis para um aperto pontual. Entre elas, o Pronampe tende a ser o mais barato pelo teto legal de Selic + 6% ao ano;[1] a antecipação é a mais rápida, mas a mais cara no uso recorrente.

Quer o menor custo possível

Para custo mínimo, priorize o que tem garantia pública e teto: Pronampe e linhas BNDES com FGI. O Pronampe tem teto definido em lei,[1] e as linhas BNDES carregam uma taxa BNDES baixa embutida (1,35% a.a. para MPME).[3] O capital de giro comum entra por último nessa fila.

Vai investir valor alto com prazo longo

Para comprar máquina, reformar ou expandir, a lógica muda: você precisa de prazo longo casado com a maturação do investimento. O BNDES Crédito Pequenas e Médias Empresas oferece até 5 anos com carência de até 2 anos,[3] e o Finame é a via para equipamento novo nacional.[4] Usar crédito de giro de curto prazo para investimento de longo prazo é um erro clássico de descasamento.

Solo / Microempresa (até 9 pessoas)

Comece pelo Pronampe (você se enquadra como ME, faturamento até R$ 360 mil) e pelo microcrédito. Para urgência pontual, antecipação. Não tente projeto BNDES grande neste estágio — a formalidade não compensa para valores pequenos.

Pequena empresa (10–49 pessoas)

Combine: Pronampe ou capital de giro garantido para o dia a dia, e linha BNDES para investimento. É a faixa que mais se beneficia dos fundos garantidores — use-os para destravar crédito sem comprometer imóvel.

Média empresa (50–200 pessoas)

Negocie o spread. Com histórico e garantia real, você tem poder de barganha sobre a taxa do banco nas linhas BNDES. Avalie estruturar a operação com apoio para escolher a combinação de menor CET, não apenas a linha mais conhecida.

Onde contratar e erros que encarecem o crédito

Quase todas essas linhas são contratadas em bancos credenciados — Pronampe, FGI e BNDES não emprestam diretamente ao dono, repassam por instituições financeiras. Vale comparar mais de um banco, porque a taxa do agente financeiro é negociada e varia.

Onde cada linha é contratada

Pronampe, linhas BNDES e operações com FGI passam por bancos e cooperativas credenciados — grandes bancos, bancos públicos, cooperativas de crédito e fintechs habilitadas. No caso das linhas BNDES, o banco repassador é quem analisa e aprova o crédito; o BNDES não interfere nessa decisão.[3] Por isso, se um banco não oferece a linha que você quer, vale procurar outro credenciado.

Os erros que mais encarecem o crédito da PME

Quatro erros aparecem com frequência. Primeiro, aceitar o capital de giro caro do gerente sem perguntar por Pronampe ou por operação com garantia pública. Segundo, comparar só a taxa nominal e ignorar o CET — o número que realmente conta.[5] Terceiro, chegar ao banco sem DRE e faturamento organizados, o que atrasa ou trava qualquer análise. Quarto, usar crédito de giro de curto prazo para investimento de longo prazo, criando descasamento entre a parcela e a geração de caixa.

Cuidado com intermediários que prometem aprovar crédito

O BNDES alerta explicitamente que não credencia nem indica consultores como intermediários para facilitar, agilizar ou aprovar operações, e que consultores eventualmente contratados não têm qualquer influência na aprovação.[4] Apoio de assessoria para organizar documentos e simular o CET é legítimo; quem promete "aprovação garantida" mediante pagamento não é.

Sinais de que você deveria comparar suas linhas de crédito

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, provavelmente está pagando mais caro do que precisa por crédito:

  • Precisa de capital de giro e a taxa que o gerente ofereceu parece alta, mas você não comparou com nada
  • Não sabe ao certo a diferença entre Pronampe, fundo garantidor do BNDES e linha BNDES
  • Acha que não consegue crédito porque não tem imóvel para dar em garantia
  • Nunca pediu o CET de uma proposta antes de assinar — decidiu só pela taxa anunciada
  • Tem faturamento até R$ 4,8 milhões e nunca tentou o Pronampe
  • Precisa de prazo longo para um investimento e está pensando em usar uma linha de giro de curto prazo
  • Antecipa recebíveis de cartão quase todo mês para fechar o caixa

Caminhos para comparar e contratar a linha certa

Você pode organizar a comparação por conta própria ou com apoio especializado. As duas rotas funcionam — a escolha depende do seu tempo e da complexidade da operação.

Implementação interna

Você organiza DRE e faturamento dos últimos 12 meses, calcula quanto precisa e para quê, e consulta o gerente perguntando explicitamente por Pronampe e por operação com garantia do BNDES.

  • Perfil necessário: o próprio dono, com apoio do contador para gerar DRE e comprovantes de faturamento.
  • Tempo estimado: de poucos dias a duas semanas para organizar os documentos e levantar propostas.
  • Faz sentido quando: a necessidade é de giro, o valor é moderado e você já tem relacionamento com um ou dois bancos.
  • Risco principal: comparar só a taxa nominal, não pedir o CET, e não conhecer todas as linhas elegíveis — deixando dinheiro mais barato na mesa.
Com apoio especializado

Uma assessoria de crédito organiza o projeto, simula o CET de cada linha e leva a operação ao banco credenciado mais adequado ao seu perfil.

  • Tipo de fornecedor: Finanças e Seguros (assessoria de crédito e captação), Consultoria (preparação de DRE e projeto), BI / Business Intelligence (projeção de fluxo para dimensionar a linha).
  • Vantagem: conhece as linhas elegíveis, compara pelo CET e poupa o tempo do dono em uma operação fora do core do negócio.
  • Faz sentido quando: o valor é alto, a operação envolve projeto de investimento, ou o dono não tem tempo para mapear linhas e simular custos.
  • Resultado típico: uma operação estruturada com o menor CET viável, com a documentação pronta para a análise do banco.

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Perguntas frequentes

Qual é a melhor linha de crédito para empresa?

Não existe "a melhor" — existe a que encaixa na sua situação. Para giro barato, Pronampe (teto de Selic + 6% ao ano) tende a vencer. Para investimento longo, as linhas BNDES. Para urgência pontual, antecipação de recebíveis. A decisão sai de quatro perguntas: urgência, valor, finalidade e garantia disponível.

Pronampe ou FGI Peac: qual escolher?

São coisas diferentes. O Pronampe é uma linha de crédito com taxa-teto definida em lei. O FGI (incluindo o Peac) é uma garantia que complementa o que o banco exige, reduzindo o risco e o juro de outras linhas. Na prática, você pode usar o Pronampe pelo custo controlado e o fundo garantidor para destravar uma linha BNDES quando falta garantia.

Qual a diferença entre Pronampe e BNDES?

O Pronampe é um programa específico para ME e EPP, com taxa limitada por lei a Selic + até 6% ao ano e liberação rápida. As linhas BNDES atendem até médias empresas (faturamento até R$ 300 milhões), com prazos mais longos (até 5 anos) e foco em investimento, repassadas por bancos credenciados. Pronampe é mais ágil; BNDES cobre valores maiores e prazos longos.

Qual linha de crédito tem a menor taxa de juros?

Entre as opções da PME, as de menor custo costumam ser as com garantia pública e teto: o Pronampe, pelo limite legal de Selic + 6% ao ano, e as linhas BNDES, que embutem uma taxa BNDES baixa (1,35% ao ano para MPME). Mas compare sempre pelo CET, não pela taxa nominal — tarifas e seguros podem inverter o resultado.

Capital de giro de banco comum vale a pena?

Vale pela velocidade quando você já tem limite aprovado e a urgência é alta. Mas costuma ser a opção mais cara, porque a taxa segue o mercado sem teto. Antes de aceitar, pergunte ao gerente por Pronampe e por operação com garantia pública — muitas vezes existe uma alternativa mais barata para o mesmo dinheiro.

Quem pode pegar Pronampe?

Microempresas com receita bruta anual de até R$ 360 mil e empresas de pequeno porte com receita entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões, segundo o Ministério do Empreendedorismo. Para empresas com um ano ou mais de funcionamento, o crédito pode chegar a até 60% da receita bruta anual do ano anterior. É contratado em bancos credenciados.

Fontes e referências

  1. Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Novo Pronampe — público, taxa de juros e limite de crédito. gov.br/memp.
  2. BNDES. BNDES FGI — Informações a empresas e empreendedores. bndes.gov.br.
  3. BNDES. BNDES Crédito Pequenas e Médias Empresas — condições, prazos, limites e taxa. bndes.gov.br.
  4. BNDES. BNDES Finame — financiamento de máquinas e equipamentos. bndes.gov.br.
  5. Banco Central do Brasil / Conselho Monetário Nacional. Resolução nº 3.517 — Custo Efetivo Total (CET) em operações de crédito, inclusive para microempresas e empresas de pequeno porte. 2007. bcb.gov.br.