Como este tema funciona na sua empresa
Raramente prioriza o Fluig no início — tende a resolver aprovações e documentos de forma manual até que o volume de processos justifique a automação.
Costuma ser o perfil que mais se beneficia do Fluig, ao sentir o peso de processos manuais crescendo mais rápido do que a capacidade de gerenciá-los informalmente.
Tende a adotar o Fluig de forma mais abrangente, com múltiplos fluxos automatizados entre áreas e integração com vários sistemas simultaneamente.
O TOTVS Fluig é a plataforma de gestão de processos e conteúdo corporativo da TOTVS, lançada em 2013[1]. Diferentemente de um ERP, o Fluig não substitui sistemas existentes — funciona como camada complementar que centraliza dados, processos e comunicação em um único ambiente digital, integrando-se tanto aos ERPs TOTVS (Protheus, RM, Datasul) quanto a sistemas de terceiros, incluindo SAP e Oracle[2].
Por que o Fluig não é um ERP
Um ponto de confusão comum é tratar o Fluig como se fosse um substituto do ERP. Na prática, ele ocupa uma camada diferente: enquanto o ERP processa transações (pedidos, notas fiscais, folha de pagamento), o Fluig organiza e automatiza os processos de trabalho ao redor dessas transações — aprovações, fluxos de documentos e comunicação entre áreas — funcionando como um "hub central" onde colaboradores acessam informações, documentos e tarefas[2].
Compatibilidade com ERPs de qualquer fornecedor
Um diferencial relevante do Fluig é não se limitar ao ecossistema TOTVS: a plataforma se integra tanto aos ERPs próprios da TOTVS quanto a sistemas de terceiros, como SAP e Oracle[1]. Isso significa que empresas que usam um ERP de outro fornecedor ainda podem avaliar o Fluig como camada de automação de processos, sem depender de trocar de ERP.
Os módulos centrais do Fluig
A plataforma organiza suas capacidades em cinco frentes principais, que podem ser implementadas sequencialmente conforme a necessidade da empresa[2].
BPM: automação de fluxos de trabalho
Permite modelar visualmente e automatizar fluxos de aprovação — como transformar um processo manual de pedido de compra em um fluxo digital estruturado, com etapas e responsabilidades claramente definidas.
ECM: gestão eletrônica de documentos
Centraliza contratos, relatórios e propostas com controle de versão, restrições de acesso e trilhas de auditoria, facilitando a recuperação segura de documentos que antes ficavam dispersos entre e-mails e pastas locais.
Identidade e single sign-on
Oferece autenticação unificada entre o Fluig e os sistemas integrados, permitindo que o colaborador acesse múltiplos sistemas com um único login, com controles de acesso centralizados.
Analytics: painéis de desempenho
Inclui ferramentas de Business Intelligence embutidas para criação de dashboards e relatórios de desempenho, consolidando indicadores de processos que antes exigiam levantamento manual.
ESB: integração entre sistemas
A camada de barramento de serviços (ESB) e APIs permite sincronização de dados em tempo real entre o Fluig e outros sistemas de negócio — o mecanismo técnico que viabiliza a integração com ERPs de diferentes fornecedores.
Casos de uso comuns do Fluig por área
| Área | Caso de uso |
|---|---|
| Compras | Automação de cadastro de fornecedores e produtos, com rastreamento de pedidos em tempo real |
| Financeiro | Centralização de solicitações de pagamento, reembolso de despesas e gestão de viagens, com trilha de auditoria |
| Recursos Humanos | Digitalização de solicitações de férias, vagas internas e processos de transferência entre áreas |
Como funciona a implantação do Fluig
A implantação costuma ser conduzida por consultorias especializadas, que estruturam o projeto em módulos e etapas[2].
- Mapeamento e otimização de processos: antes de automatizar, o parceiro de implementação mapeia os processos atuais e identifica oportunidades de otimização — automatizar um processo mal desenhado apenas o torna mais rápido, não necessariamente melhor.
- Implantação modular gradual: os módulos (BPM, ECM, Identidade, Analytics, ESB) podem ser ativados sequencialmente conforme a necessidade do negócio, em vez de exigir uma implantação completa de uma só vez.
- Integração com sistemas existentes: configuração da integração com o ERP já em uso, seja ele TOTVS ou de outro fornecedor.
- Treinamento e monitoramento contínuo: capacitação dos usuários e acompanhamento contínuo do uso, ajustando fluxos conforme feedback real da operação.
Sinais de que sua empresa deveria avaliar o Fluig
Se três ou mais itens abaixo descrevem sua realidade, vale colocar o Fluig na pauta de avaliação.
- Processos de aprovação (compras, despesas, contratos) ainda dependem de e-mail e assinatura manual
- Documentos importantes estão dispersos entre pastas locais, e-mails e diferentes sistemas, sem controle de versão
- Colaboradores precisam de múltiplos logins para acessar diferentes sistemas da empresa
- Não há visibilidade consolidada sobre o andamento de processos internos, como solicitações de férias ou reembolsos
- A empresa usa um ERP de outro fornecedor (SAP, Oracle) e busca uma camada de automação de processos sem trocar de ERP
- Diferentes áreas da empresa usam ferramentas paralelas de gestão de tarefas por falta de uma solução centralizada
Caminhos para avaliar e implementar o Fluig
O mapeamento inicial de processos manuais pode ser interno; a implementação técnica e a integração com sistemas exigem apoio especializado.
Viável para levantar processos manuais e prioridades de automação.
- Perfil necessário: liderança de áreas de negócio e TI, levantando processos hoje manuais ou fragmentados
- Tempo estimado: algumas semanas para consolidar o diagnóstico de processos prioritários
- Faz sentido quando: a empresa quer entender o escopo antes de conversar com parceiros de implementação
- Risco principal: automatizar processos mal desenhados sem antes otimizá-los
Recomendado para a implementação técnica e integração com sistemas.
- Tipo de fornecedor: Consultoria de TI, parceiros de implementação Fluig certificados
- Vantagem: experiência em mapear e otimizar processos antes de automatizar, e conhecimento técnico de integração via ESB
- Faz sentido quando: a empresa já identificou processos prioritários e precisa planejar a implantação modular
- Resultado típico: implantação faseada, priorizando o módulo de BPM ou ECM conforme a dor mais urgente da empresa
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Perguntas frequentes
O que é o TOTVS Fluig?
É a plataforma de gestão de processos e conteúdo corporativo da TOTVS, lançada em 2013. Não substitui o ERP — funciona como camada complementar que automatiza fluxos de aprovação, centraliza documentos e integra sistemas.
O Fluig funciona apenas com ERPs TOTVS?
Não. Além de se integrar a Protheus, RM e Datasul, o Fluig também se conecta a sistemas de terceiros, incluindo SAP e Oracle, o que permite sua adoção mesmo em empresas que não usam nenhum ERP TOTVS.
Quais são os principais módulos do Fluig?
BPM (automação de fluxos de trabalho), ECM (gestão eletrônica de documentos), Identidade (single sign-on), Analytics (dashboards de desempenho) e ESB (integração entre sistemas), implementáveis de forma sequencial.
Quais são os casos de uso mais comuns do Fluig?
Automação de compras (cadastro de fornecedores, rastreamento de pedidos), centralização financeira (solicitações de pagamento, reembolsos) e digitalização de processos de RH (férias, vagas internas, transferências).
Como funciona a implantação do Fluig?
Costuma começar com mapeamento e otimização dos processos atuais, seguido de implantação modular gradual dos módulos prioritários, integração com sistemas existentes e treinamento contínuo dos usuários.