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Coworking e segurança da informação: o que exigir do espaço

Proteção de dados em ambientes compartilhados exige cuidados específicos. Veja quais requisitos de segurança da informação cobrar do operador do espaço.
Atualizado em: 12 de maio de 2026 [TEC, CONT] Wi-Fi corporativo, salas privativas, lockers, política de visitantes, NDA
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Segurança da informação em coworking Por que segurança em coworking é tema crítico Riscos típicos em ambiente de coworking Shoulder surfing WiFi compartilhado inseguro Documentos físicos esquecidos Acesso físico não autorizado Conversas captadas Comprometimento da rede do operador Checklist de avaliação antes de assinar Controles físicos Controles tecnológicos Controles de processo Controles LGPD Cláusulas críticas no contrato Política corporativa para uso do coworking Classificação de dados por nível de exposição aceitável Quando coworking não é adequado Sinais de que sua empresa precisa revisar segurança em coworking Caminhos para estruturar segurança em coworking Precisa garantir segurança da informação no coworking? Perguntas frequentes É seguro tratar dados pessoais em coworking? O que é DPA e por que exigir do coworking? Coworking precisa ter certificação ISO 27001? VPN no coworking é mesmo necessária? Como agir em caso de incidente de segurança no coworking? Posso auditar os controles de segurança do coworking? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

Usa coworking sem checklist formal de segurança. Confia na recepção, no WiFi compartilhado e em senhas fortes. Não há política escrita sobre tratamento de dados sensíveis no espaço, nem revisão técnica do contrato pelo lado de proteção de informação.

Média empresa

Já tem política de uso de VPN, MDM em dispositivos corporativos e proibição informal de tratar dados pessoais em área compartilhada. Falta revisão jurídica do contrato com cláusulas LGPD específicas e processo formal de homologação de coworkings.

Grande empresa

Submete cada coworking a due diligence de segurança da informação antes de assinar. Exige DPA (Data Processing Agreement), ISO 27001 ou equivalente, política BYOD, NDA, plano de resposta a incidentes e direito de auditoria. Revisão anual por equipe de Segurança da Informação.

Segurança da informação em coworking

é o conjunto de controles físicos, lógicos e contratuais que a empresa exige do operador de coworking — e impõe aos próprios colaboradores — para preservar a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados corporativos e dados pessoais tratados em ambiente compartilhado, em conformidade com a LGPD e com as boas práticas da norma ABNT NBR ISO/IEC 27001.

Por que segurança em coworking é tema crítico

Coworking é, por definição, ambiente compartilhado. Pessoas de empresas diferentes circulam pelo mesmo corredor, dividem a mesma copa, usam a mesma rede de WiFi, conversam ao alcance auditivo umas das outras. Essa partilha é parte do valor do modelo — comunidade, networking, redução de custo — mas também é a origem dos principais riscos de segurança da informação.

Para empresas que tratam dados de clientes (qualquer empresa sujeita à LGPD), códigos proprietários, informações financeiras ou propriedade intelectual sensível, o ambiente compartilhado não pode ser tratado como detalhe. Vazamentos, exposição involuntária de dados, conversas captadas e equipamentos comprometidos são cenários reais documentados em incidentes de mercado.

A boa notícia é que o risco é gerenciável. Coworkings sérios têm políticas de segurança, infraestrutura adequada e disponibilidade para assinar acordos contratuais protetivos. Empresas que sabem o que pedir conseguem operar com nível de risco equivalente ao de um escritório próprio. Empresas que não pedem operam com falsa sensação de segurança.

Riscos típicos em ambiente de coworking

Antes de listar controles, vale entender o que se está protegendo. Seis cenários cobrem a maior parte dos riscos.

Shoulder surfing

Vizinho de mesa enxerga a tela do colaborador. Dependendo do conteúdo (dados de cliente, código, planilha financeira), o risco vai de constrangimento a vazamento real. Mitigação: filtro de privacidade na tela (privacy screen filter), posicionamento consciente da mesa.

WiFi compartilhado inseguro

Rede WiFi mal configurada (sem isolamento entre usuários, com criptografia fraca, com senha compartilhada amplamente) permite ataques man-in-the-middle e captura de tráfego. Mitigação: VPN corporativa obrigatória, validação do padrão de criptografia (WPA3 ou WPA2 enterprise), rede separada para clientes corporativos.

Documentos físicos esquecidos

Impressões deixadas na impressora compartilhada, papéis sobre a mesa após o colaborador sair, post-its com senhas. Mitigação: pull printing (impressão liberada por código), política de mesa limpa, descarte de papel em trituradora.

Acesso físico não autorizado

Pessoa de outra empresa entra na sala privativa sem autorização, ou acesso de visitantes não é registrado. Mitigação: controle de acesso por cartão ou biometria, registro de entrada de visitantes, câmeras em áreas comuns.

Conversas captadas

Reuniões em área aberta, chamadas telefônicas em volume alto, brainstorm na copa. Mitigação: salas de reunião privativas reservadas, fones de ouvido obrigatórios em chamadas, política de discrição.

Comprometimento da rede do operador

O próprio coworking sofre ataque (ransomware, invasão), e dados de clientes corporativos são afetados indiretamente. Mitigação: contrato com cláusula de notificação obrigatória de incidente em 24 horas, exigência de plano de resposta documentado, isolamento da rede corporativa via VPN.

Checklist de avaliação antes de assinar

Antes de homologar um coworking para uso corporativo, a empresa deve avaliar quatro dimensões. Use o checklist a seguir como base para conversa com o operador.

Controles físicos

Controle de acesso por cartão ou biometria nas portas? Recepção 24 horas ou apenas em horário comercial? Câmeras nos corredores e áreas comuns (mas não dentro de salas privativas)? Salas com fechadura individual? Registro digital de entrada de visitantes? Local seguro para armazenamento de documentos sensíveis (cofre ou armário com chave)?

Controles tecnológicos

WiFi criptografado em WPA3 ou WPA2 enterprise? Rede separada para clientes corporativos (não compartilhada com visitantes do café ou de eventos)? VPN corporativa permitida e suportada na rede? Isolamento de tráfego entre usuários? Política de senha de WiFi (rotação, complexidade)?

Controles de processo

NDA assinado pelo operador e por todos os funcionários do coworking que têm acesso às áreas onde a empresa opera? Política documentada de tratamento de dados de clientes? Plano de resposta a incidentes com prazos de notificação? Treinamento periódico da equipe de operação em segurança e privacidade?

Controles LGPD

Coworking tem DPO (Encarregado de Dados Pessoais) identificado? Está disposto a assinar DPA (Data Processing Agreement) específico? Tem mapeamento de processamento de dados pessoais? Garante direitos dos titulares (acesso, correção, exclusão)? Aceita auditoria periódica?

Cláusulas críticas no contrato

O contrato com o coworking deve incluir cláusulas específicas de segurança e privacidade. As mais importantes formam um bloco que pode ser negociado em conjunto, geralmente como anexo ao contrato principal.

Cláusula de confidencialidade. O coworking compromete-se a não divulgar a terceiros informações sobre a presença, identidade dos colaboradores, natureza dos dados tratados ou clientes da empresa contratante.

Cláusula de tratamento de dados pessoais (DPA). O coworking atua como operador de dados pessoais nos termos da LGPD, restringindo o tratamento ao estritamente necessário para a operação do espaço, mantendo registros, garantindo segurança e cooperando em pedidos de titulares.

Cláusula de notificação de incidente. Qualquer incidente de segurança que possa afetar dados da empresa contratante deve ser comunicado em até 24 horas após a detecção, com plano de contenção e cronograma de remediação.

Cláusula de auditoria. A empresa contratante tem direito de auditar — diretamente ou por meio de terceiro independente — os controles de segurança do operador, com periodicidade mínima anual e em caso de incidente relevante.

Cláusula de responsabilidade. O coworking responde por danos causados por negligência, descumprimento contratual ou falha em controles documentados. Limites de responsabilidade devem ser razoáveis e proporcionais ao valor do contrato.

Cláusula de subcontratação. O operador não pode subcontratar serviços que envolvam acesso a áreas da empresa contratante (limpeza, segurança, manutenção) sem autorização prévia e sem que os subcontratados assinem termos equivalentes.

Pequena empresa

Mesmo sem time de Segurança da Informação, exija três coisas do coworking antes de assinar: WiFi com WPA3 ou WPA2 enterprise, cláusula de confidencialidade no contrato e DPA específico para LGPD. Internamente, instrua a equipe a usar VPN para qualquer acesso a sistemas corporativos.

Média empresa

Implemente checklist formal de homologação de coworking (controles físicos, tecnológicos, processuais, LGPD). Exija DPA, cláusula de notificação de incidente em 24 horas e direito de auditoria anual. Política BYOD/MDM obrigatória para uso corporativo do espaço.

Grande empresa

Cada coworking passa por due diligence completa antes da homologação. Exigência de ISO/IEC 27001 ou equivalente, plano de resposta a incidentes documentado, treinamento periódico da equipe local, revisão anual de controles e auditoria por terceiro independente. Cláusulas contratuais protetivas e seguro cibernético complementar.

Política corporativa para uso do coworking

Controles do operador não bastam. A empresa precisa de política interna que governe o comportamento dos colaboradores no espaço compartilhado. Os seis pontos a seguir formam o núcleo mínimo.

Uso obrigatório de VPN corporativa para acesso a qualquer sistema interno, mesmo conectado ao WiFi do coworking. A VPN cifra o tráfego e isola do tráfego compartilhado da rede.

Uso obrigatório de fone de ouvido em chamadas. Vale para chamadas internas e externas. Evita captação de conversas por vizinhos de mesa.

Filtro de privacidade na tela (privacy screen) para colaboradores que tratam dados sensíveis. Custa cerca de R$ 150 a R$ 400 por unidade, ROI imediato em redução de risco.

Política de mesa limpa: documentos, dispositivos e anotações não ficam à vista quando o colaborador sai da mesa, mesmo que por minutos. Tela com bloqueio automático em 5 minutos.

Dados sensíveis só em sala privativa. Tratamento de dados pessoais de clientes, informações financeiras, código proprietário e propriedade intelectual confidencial não acontecem em área compartilhada.

Reporte imediato de qualquer incidente percebido (perda de dispositivo, tela vista, conversa captada, intrusão). O canal de reporte deve ser claro e a postura da empresa deve incentivar reporte sem punição.

Classificação de dados por nível de exposição aceitável

Nem todo dado corporativo pode ser tratado em qualquer espaço. Classificar a informação por nível de sensibilidade e mapear onde cada nível pode ser tratado torna a política operacional.

Dados públicos (material de marketing, conteúdo já publicado, apresentações genéricas): podem ser tratados em qualquer área, inclusive em mesa compartilhada e hot desk. Sem restrição adicional.

Dados internos (relatórios operacionais, comunicação interna sem dados pessoais ou financeiros sensíveis): tratáveis em mesa fixa ou em hot desk com filtro de privacidade. VPN obrigatória.

Dados confidenciais (contratos com clientes, planejamento estratégico, dados financeiros consolidados): tratáveis apenas em sala privativa com fechadura, com tela protegida e equipamento corporativo gerenciado por MDM.

Dados restritos (dados pessoais sensíveis nos termos da LGPD, código fonte de produto, segredos comerciais, dados regulados): em coworking, apenas em sala privativa exclusiva com acesso por cartão, e mesmo assim a empresa deve avaliar se o coworking é o local apropriado — em muitos casos, escritório próprio ou home office com infraestrutura adequada é mais seguro.

Quando coworking não é adequado

Em alguns cenários, segurança da informação inviabiliza ou desaconselha fortemente o uso de coworking, mesmo com todos os controles disponíveis.

Operações reguladas com requisitos específicos de ambiente (instituições financeiras com áreas reguladas pelo Banco Central, operações de saúde com dados de pacientes sob regulação específica, contratos com cláusulas explícitas de espaço dedicado) podem ter restrições contratuais ou regulatórias que excluem coworking.

Operações com volume alto de dados pessoais sensíveis (centrais de atendimento de planos de saúde, operações de cobrança com massa de CPFs, operações de crédito com decisão automatizada) demandam ambiente controlado que coworking, mesmo premium, dificilmente entrega.

Operações que envolvem propriedade intelectual estratégica em desenvolvimento (P&D crítica, projetos de inovação com sigilo competitivo) merecem espaço dedicado mesmo quando a empresa adota coworking para outras áreas. O risco de exposição compete com o ganho de flexibilidade.

Sinais de que sua empresa precisa revisar segurança em coworking

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, é provável que a empresa esteja operando com risco de segurança subestimado em ambiente compartilhado.

  • O contrato com o coworking não tem cláusula de confidencialidade nem DPA específico para LGPD.
  • Não há política escrita sobre uso de VPN ao trabalhar do coworking.
  • Colaboradores fazem chamadas em viva-voz ou conversam sobre dados de clientes em área comum.
  • Documentos com dados sensíveis são impressos no coworking sem controle de pull printing.
  • Nunca houve auditoria, mesmo simplificada, dos controles de segurança do operador.
  • Não existe plano de resposta a incidente que envolva o ambiente do coworking.
  • Há colaboradores em coworking tratando dados pessoais sensíveis (CPF, dados médicos, financeiros) em mesa compartilhada.
  • O time de TI ou de Segurança da Informação nunca foi consultado antes da contratação do coworking.

Caminhos para estruturar segurança em coworking

A profundidade do projeto depende do nível de sensibilidade dos dados tratados pela empresa e do número de coworkings em uso simultâneo.

Estruturação interna

Viável quando há time de TI ou Segurança da Informação interno e o volume de dados sensíveis tratados em coworking é limitado.

  • Perfil necessário: Analista de Segurança da Informação ou DPO, com apoio de área jurídica para cláusulas LGPD
  • Quando faz sentido: Empresas com até 200 colaboradores em coworking e dados de sensibilidade média
  • Investimento: 4 a 8 semanas para criar checklist de homologação, política interna e adaptar contratos vigentes
Apoio externo

Recomendado para empresas reguladas (financeiro, saúde), com múltiplos coworkings em uso ou tratamento de dados pessoais sensíveis em volume.

  • Perfil de fornecedor: Consultoria de segurança da informação certificada em ISO 27001, escritório de advocacia com prática em LGPD e proteção de dados, ou empresa de auditoria especializada
  • Quando faz sentido: Operação regulada, volume alto de dados pessoais sensíveis, presença em múltiplas cidades ou histórico de incidentes
  • Investimento típico: Auditoria de coworking custa entre R$ 12.000 e R$ 35.000 por espaço; projeto completo de política, contratos e treinamento varia de R$ 40.000 a R$ 150.000

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Perguntas frequentes

É seguro tratar dados pessoais em coworking?

Depende do nível de sensibilidade do dado e dos controles aplicados. Dados pessoais comuns podem ser tratados em sala privativa com VPN, MDM e filtro de privacidade. Dados pessoais sensíveis nos termos da LGPD (saúde, biometria, religião, orientação sexual) demandam controles adicionais e, em muitos casos, ambiente dedicado fora do coworking.

O que é DPA e por que exigir do coworking?

DPA (Data Processing Agreement) é o acordo de processamento de dados que formaliza a relação entre controlador (a empresa contratante) e operador (o coworking, quando trata dados pessoais por conta do contratante). Estabelece finalidade, duração, tipos de dados, obrigações de segurança, direitos dos titulares e responsabilidades. É exigência prática para conformidade com a LGPD.

Coworking precisa ter certificação ISO 27001?

Não é obrigatório para todos os clientes, mas a presença da norma ABNT NBR ISO/IEC 27001 (ou equivalente) sinaliza maturidade do operador em gestão de segurança da informação. Para empresas reguladas, grandes corporações e operações com dados sensíveis em volume, certificação ISO 27001 do coworking deve ser requisito de homologação.

VPN no coworking é mesmo necessária?

Sim. Mesmo em WiFi criptografado, a VPN corporativa adiciona camada de cifra entre o dispositivo e a rede da empresa, isola o tráfego corporativo do tráfego compartilhado e permite aplicar políticas de segurança corporativas. O custo de uma VPN corporativa é marginal frente ao risco de operar sem ela.

Como agir em caso de incidente de segurança no coworking?

Acionar o canal interno de resposta a incidentes da empresa, notificar o operador do coworking conforme cláusula contratual (idealmente em até 24 horas), preservar evidências, avaliar impacto sobre dados pessoais e, se aplicável, comunicar a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) e os titulares afetados nos prazos previstos pela LGPD.

Posso auditar os controles de segurança do coworking?

Se a cláusula de auditoria estiver no contrato, sim. A auditoria pode ser direta (por equipe da empresa contratante) ou por terceiro independente. A frequência típica é anual, com auditoria adicional em caso de incidente relevante. Sem cláusula contratual, depende da boa vontade do operador — por isso a cláusula deve ser negociada antes da assinatura.

Fontes e referências

  1. ANPD — Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Guias e orientações sobre LGPD.
  2. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais — Lei 13.709/2018.
  3. ABNT NBR ISO/IEC 27001 — Sistemas de gestão de segurança da informação.
  4. ABNT NBR ISO/IEC 27002 — Controles de segurança da informação.
  5. CERT.br — Cartilha de Segurança para Internet e práticas recomendadas para redes corporativas.