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Classificação de risco no PPCI: como saber em qual grupo sua empresa cai

Critérios de área, altura, ocupação e carga de incêndio que determinam o grupo de risco do imóvel e os sistemas obrigatórios decorrentes.
Atualizado em: 12 de maio de 2026 [TEC, GEST] IT-14 SP, ocupação, área construída, altura, carga incêndio
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa Classificação de risco no PPCI O que a classificação resolve Grupos de ocupação: as grandes categorias Carga de incêndio: o que é e como influencia Fatores que determinam a classificação Tipo de atividade Área construída Altura da edificação Lotação (número de pessoas) Carga de incêndio específica Isolamento e compartimentação Como descobrir a classificação do seu imóvel Consultar a IT do seu estado Contratar engenheiro habilitado Consultar o quartel do CB local Classificação em prédios mistos Mudanças de classificação ao longo do tempo Sinais de que sua classificação pode estar incorreta Caminhos para confirmar a classificação correta Tem dúvida sobre a classificação de risco do seu imóvel? Perguntas frequentes O que é classificação de risco no PPCI? Quais variáveis influenciam a classificação? Quem faz a classificação? O que acontece se a classificação estiver errada? Mudança de atividade exige nova classificação? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

Para empresas com menos de 50 funcionários, a classificação de risco define se o caminho será o AVCB com PPCI completo ou um CLCB simplificado. Saber em qual grupo o imóvel se encaixa antes de contratar engenheiro evita escopo inflado ou subdimensionado.

Média empresa

De 50 a 500 funcionários, o imóvel costuma ter ocupação mais complexa — galpão, fábrica leve, escritório com depósito, restaurante com cozinha. A classificação correta determina quais sistemas serão exigidos e impacta diretamente o orçamento do PPCI.

Grande empresa

Acima de 500 funcionários, é frequente haver múltiplas ocupações no mesmo imóvel ou no mesmo terreno. A classificação se torna análise por edificação, por compartimento e, em alguns casos, por pavimento — exigindo diálogo técnico aprofundado com o CB local.

Classificação de risco no PPCI

é o procedimento, definido pelas Instruções Técnicas estaduais do Corpo de Bombeiros, que enquadra cada edificação em um grupo de ocupação e uma faixa de carga de incêndio, determinando quais sistemas de prevenção e combate (extintores, hidrantes, sprinklers, detecção, sinalização, saídas de emergência) são obrigatórios para aquele imóvel.

O que a classificação resolve

A classificação de risco existe para responder uma pergunta operacional: "que sistemas o meu imóvel precisa ter, no mínimo, para estar conforme?". Uma loja de roupas de 150 m² não precisa do mesmo aparato de uma fábrica química de 5.000 m². A legislação reconhece essa diferença e organiza ocupações em grupos com requisitos progressivos. Saber em que grupo sua edificação se encaixa é o primeiro passo de qualquer projeto de PPCI — e influencia diretamente prazo, custo e complexidade.

Cada estado tem sua tabela própria. Em São Paulo, a Instrução Técnica IT 01 do CBPMESP traz a "Tabela de Classificação das Edificações e Áreas de Risco", que combina três dimensões: grupo de ocupação (A a M, ou similar), divisão dentro do grupo e carga de incêndio específica (em MJ/m²). Em outros estados, a estrutura é parecida, com variações de nomenclatura.

Grupos de ocupação: as grandes categorias

Embora o detalhamento varie por estado, a maioria das ITs no Brasil agrupa ocupações em famílias. Em São Paulo, por exemplo, a classificação inclui grupos como:

Grupo A — Residencial: casas, apartamentos, hotéis, pensões, alojamentos. Grupo B — Serviço de hospedagem: hotéis, motéis, pousadas. Grupo C — Comercial: lojas, shoppings, supermercados. Grupo D — Serviços profissionais: escritórios, consultórios, agências bancárias. Grupo E — Educacional: escolas, creches, universidades. Grupo F — Local de reunião de público: cinemas, teatros, igrejas, casas de espetáculo. Grupo G — Serviços automotivos: oficinas, garagens, postos de combustível. Grupo H — Serviços de saúde: hospitais, clínicas, asilos. Grupo I — Industrial: fábricas, montagens. Grupo J — Depósitos: armazéns, silos, galpões logísticos. Grupo L — Explosivos: fabricação, depósito de munição. Grupo M — Especiais: minas, túneis, refinarias.

Dentro de cada grupo, há divisões por subtipo e por carga de incêndio. Por exemplo, no grupo I (industrial), uma fábrica de têxteis tem carga de incêndio diferente de uma fábrica de plásticos ou de tintas, e isso afeta o sistema requerido.

Carga de incêndio: o que é e como influencia

Carga de incêndio é a quantidade de calor que pode ser liberada em caso de incêndio total da edificação, medida em megajoules por metro quadrado (MJ/m²). É calculada considerando os materiais combustíveis presentes — móveis, equipamentos, estoques, revestimentos.

A classificação de carga de incêndio costuma dividir-se em três faixas: baixa (até 300 MJ/m²), média (entre 300 e 1.200 MJ/m²) e alta (acima de 1.200 MJ/m²). Um escritório típico tem carga baixa a média; um galpão logístico com estoque de produtos combustíveis pode chegar a carga alta. A combinação grupo + carga + altura + área é o que determina o pacote de sistemas exigidos.

Fatores que determinam a classificação

Seis variáveis influenciam o enquadramento de qualquer edificação.

Tipo de atividade

O que se faz no imóvel — vender, fabricar, armazenar, atender pacientes, ensinar, hospedar. É o ponto de partida, mas não único.

Área construída

Faixas comuns: até 750 m² (pequenas edificações), de 750 a 1.500 m², de 1.500 a 5.000 m² e acima de 5.000 m². Os requisitos escalam com a área.

Altura da edificação

Tipicamente medida do nível do piso de descarga (térreo) ao piso do último pavimento. Faixas comuns: até 6 m, de 6 a 12 m, de 12 a 23 m, de 23 a 30 m, acima de 30 m. Edificações altas exigem sistemas mais robustos (sprinklers, pressurização, escadas enclausuradas).

Lotação (número de pessoas)

Densidade de ocupação prevista — pessoas por m². Define dimensionamento de saídas de emergência, largura de portas e quantidade de rotas.

Carga de incêndio específica

Conforme materiais e processos. Tabelas das ITs trazem valores tabelados por tipo de ocupação.

Isolamento e compartimentação

Edificações isoladas têm exigências diferentes de edificações coladas a outras. Compartimentação interna (portas corta-fogo, paredes corta-fogo) reduz exigências em alguns casos.

Pequena empresa

Imóveis com até 750 m² e baixa altura costumam se enquadrar em faixas de menor exigência. Lojas, escritórios e restaurantes pequenos podem caminhar pela via simplificada do CLCB em diversos estados, com vistoria reduzida ou dispensada.

Média empresa

Edificações entre 750 e 5.000 m² exigem PPCI completo, com hidrantes possivelmente obrigatórios, detecção em ocupações específicas e iluminação de emergência em todas as rotas. A classificação correta evita inclusão desnecessária ou ausência crítica de sistemas.

Grande empresa

Acima de 5.000 m² ou em altura significativa, é comum exigência de sprinklers, brigada profissional, pressurização de escadas, sistema de detecção inteligente e PPCI executivo robusto. A análise é feita por edificação e, frequentemente, por pavimento.

Como descobrir a classificação do seu imóvel

Há três caminhos práticos para chegar à classificação correta.

Consultar a IT do seu estado

Acesse o site do Corpo de Bombeiros estadual e baixe a IT de classificação (em SP, é a IT 01). Localize na tabela a atividade mais próxima da sua. Atenção: o título da atividade nem sempre é literal — "escritório" pode estar listado como "serviço profissional" ou "ocupação D". Use a descrição completa para verificar.

Contratar engenheiro habilitado

É a opção mais segura. O engenheiro com experiência no estado faz a classificação na primeira reunião, geralmente já com proposta para PPCI subsequente. A classificação correta evita projetos que precisam ser refeitos depois de questionamento na vistoria.

Consultar o quartel do CB local

Consulta verbal ao quartel da região pode esclarecer dúvidas pontuais. Não substitui análise de engenheiro nem tem caráter formal, mas ajuda a sanear dúvidas — sobretudo em ocupações híbridas ou atípicas.

Classificação em prédios mistos

Prédios que combinam diferentes ocupações — térreo comercial com pavimentos residenciais, escritório com depósito anexo, supermercado com galpão de logística — exigem análise por ocupação. Em geral, o PPCI considera cada parte com sua classificação e dimensiona sistemas globais para atender ao requisito mais exigente.

A compartimentação corta-fogo entre ocupações distintas é frequentemente exigida. Portas corta-fogo, paredes resistentes ao fogo e isolamento adequado podem permitir que cada parte mantenha sua exigência específica, sem "contaminar" a classificação do conjunto. A negociação técnica dessa compartimentação é parte importante do projeto.

Mudanças de classificação ao longo do tempo

A classificação de um imóvel pode mudar — e quando muda, exige revisão. Cenários típicos: a empresa que ocupava o imóvel como escritório passa a usar parte como depósito; o restaurante adiciona área de produção (cozinha industrial); a loja de roupas vira loja de produtos químicos para construção; a fábrica reforma e amplia o estoque de matéria-prima combustível.

Toda mudança substantiva de uso exige reclassificação e, frequentemente, novo PPCI. Mudanças sem comunicação ao CB são causa frequente de autuação. A regra prática: se a atividade nova entra em divisão diferente da IT, há que se atualizar.

Sinais de que sua classificação pode estar incorreta

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, vale revisar a classificação do imóvel antes da próxima renovação.

  • O imóvel mudou de atividade desde o último PPCI sem revisão formal.
  • O PPCI atual foi feito com base em planta antiga, sem refletir o layout real.
  • Há sistemas instalados que parecem excessivos para a atividade exercida.
  • Ou, pelo contrário, há sistemas obrigatórios faltando para a ocupação atual.
  • O engenheiro responsável original não está mais disponível para revisão.
  • A empresa nunca confrontou a IT vigente com o que está no PPCI em uso.
  • Vistorias passadas geraram apontamentos relacionados à classificação ou ao dimensionamento dos sistemas.

Caminhos para confirmar a classificação correta

A confirmação pode ser feita por análise interna preliminar ou por engenheiro especializado, conforme complexidade do imóvel.

Análise interna preliminar

O time de Facilities consulta a IT estadual, identifica a ocupação na tabela e valida com o engenheiro responsável.

  • Perfil necessário: profissional de Facilities ou Engenharia com familiaridade básica em ITs estaduais
  • Quando faz sentido: imóveis com ocupação clara e única, sem complexidades de compartimentação ou uso misto
  • Investimento: tempo interno de algumas horas para leitura e validação
Análise por engenheiro especializado

Engenheiro de segurança contra incêndio faz visita, mede, levanta materiais e propõe enquadramento técnico fundamentado.

  • Perfil de fornecedor: engenheiro com CREA ativo, experiência em PPCI no estado e familiaridade com ITs e normas ABNT
  • Quando faz sentido: ocupações mistas, edificações altas, processos industriais, dúvida sobre enquadramento, planejamento de mudança de uso
  • Investimento típico: diagnóstico inicial entre R$ 1.500 e R$ 5.000, frequentemente abatido na proposta de PPCI subsequente

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Perguntas frequentes

O que é classificação de risco no PPCI?

É o enquadramento da edificação em um grupo de ocupação e uma faixa de carga de incêndio, conforme as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros do estado. A classificação determina quais sistemas de prevenção e combate a incêndio são obrigatórios para o imóvel.

Quais variáveis influenciam a classificação?

Tipo de atividade exercida, área construída, altura da edificação, lotação prevista, carga de incêndio dos materiais presentes e características de isolamento e compartimentação. A combinação dessas variáveis define o grupo final.

Quem faz a classificação?

O engenheiro responsável pelo PPCI faz a classificação técnica formal, com base nas ITs vigentes. A empresa pode fazer análise preliminar consultando a tabela da IT estadual, mas a validação técnica e a responsabilidade legal são do engenheiro habilitado.

O que acontece se a classificação estiver errada?

Sistemas obrigatórios podem estar faltando (gerando reprovação na vistoria e exposição a multas) ou sistemas desnecessários podem estar instalados (gerando custo excessivo). Em sinistros, classificação incorreta pode comprometer cobertura de seguros e ampliar responsabilidade civil.

Mudança de atividade exige nova classificação?

Sim, quando a nova atividade se enquadra em divisão diferente da IT ou altera carga de incêndio significativamente. A mudança exige reclassificação, revisão de PPCI e, em muitos casos, nova vistoria. Operar com PPCI desatualizado é causa frequente de autuação.

Fontes e referências

  1. CBPMESP. Instrução Técnica IT 01 — Procedimentos Administrativos e Classificação das Edificações e Áreas de Risco.
  2. ABNT. NBR 9077 — Saídas de emergência em edifícios.
  3. Estado de São Paulo. Lei Estadual 14.066/2010 — Segurança contra incêndio em edificações.
  4. CBMMG. Normas Técnicas — Classificação de ocupações.