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Quais são os principais custos de TI de uma empresa

Um mapa dos gastos típicos de uma área de TI corporativa — categorias, benchmarks de mercado e os custos ocultos que costumam ser subestimados no planejamento.
Atualizado em: 24 de abril de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona na sua empresa As cinco categorias principais de custo de TI Proporção típica de cada categoria por porte de empresa Dentro de cada categoria: onde está o dinheiro Variação de custos por setor de atividade Cloud versus on-premise: impacto na composição de custos Onde está o desperdício típico em orçamento de TI Oportunidades de economia por categoria Como estruturar orçamento para visibilidade de custos Sinais de que sua empresa precisa estruturar visão de custos de TI Caminhos para mapear e estruturar custos de TI Precisa de apoio para mapear e otimizar seus custos de TI? Perguntas frequentes Qual é a composição típica de gasto em TI? Onde as empresas gastam mais em TI? O que consome mais orçamento: pessoal ou infraestrutura? Como os custos de TI variam por porte de empresa? Onde há maior oportunidade de economia em TI? Como custos de TI diferem por setor? Fontes e referências
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Como este tema funciona na sua empresa

Pequena empresa

Custos de TI são frequentemente agregados em uma ou duas categorias: pessoal (1 a 3 profissionais, ou nenhum) e terceirizados (MSP, suporte). Infraestrutura é enxuta — servidores compartilhados na nuvem ou um servidor local. Não há visibilidade granular de onde o dinheiro vai. Desafio: entender se estão gastando bem ou se há desperdício escondido.

Média empresa

Custos começam a se distribuir entre várias categorias: pessoal de TI (5 a 10 pessoas), infraestrutura híbrida (cloud + on-premise), software e licenças, e terceirizados (para especialidades). Há pressão para reduzir custo, mas mudanças trazem risco operacional. Desafio: balancear economia com manutenção de qualidade e disponibilidade.

Grande empresa

Orçamento de TI é granular: pessoal é 30-40%, infraestrutura 20-30%, software 15-25%, terceirizados 10-20%, projetos 10-15%. Há visibilidade por projeto, por aplicação, por centro de custo. Desafio: otimizar alocação de recursos sem comprometer inovação ou segurança.

Custos de TI são despesas associadas à aquisição, operação, manutenção e suporte de infraestrutura, software, pessoal e serviços de tecnologia que uma empresa usa para operar. Compõem tipicamente cinco categorias principais: pessoal, infraestrutura, software e licenças, terceirizados e projetos de transformação[1].

As cinco categorias principais de custo de TI

Toda organização que não entende sua composição de custo de TI corre risco: não consegue identificar desperdício, não consegue comparar com mercado, e não consegue planejar investimento com confiança. As cinco categorias que representam praticamente 100% do orçamento de TI são:

  1. Pessoal: salários, benefícios e encargos de profissionais de TI (gestores, analistas, especialistas, suporte)
  2. Infraestrutura: servidores, storage, redes, telecomunicações, data center, energia
  3. Software e licenças: sistemas operacionais, aplicações enterprise, ferramentas de produtividade, SaaS
  4. Terceirizados: contratos com fornecedores externos (MSP, integradoras, consultores)
  5. Projetos: investimentos em transformação digital, implementação de novos sistemas, modernização

Proporção típica de cada categoria por porte de empresa

Pequena empresa

Pessoal: 10-20% (pequeno time interno). Terceirizados: 50-70% (MSP, suporte, especialistas). Software: 10-15%. Infraestrutura: 10-20%. Projetos: 5-10%. Padrão: contratação de especialistas externos para capabilidades que não conseguem manter internamente.

Média empresa

Pessoal: 25-35% (time em crescimento). Infraestrutura: 20-30% (começam a ter servidores próprios). Software: 15-20%. Terceirizados: 15-25% (suporte especializado). Projetos: 10-15%. Padrão: mistura de internalização e terceirização; ambas coexistem.

Grande empresa

Pessoal: 30-40% (time maduro). Infraestrutura: 20-25% (complexa, híbrida). Software: 15-20%. Terceirizados: 10-15% (especialidades). Projetos: 10-15%. Padrão: foco em eficiência e alocação otimizada; pessoal é maior custo.

Dentro de cada categoria: onde está o dinheiro

Cada uma das cinco categorias se desdobra em subcategorias. Entender aonde vai o dinheiro dentro de cada uma permite identificar oportunidades de otimização.

Pessoal: salário base + benefícios (vale refeição, saúde, transporte) + encargos (INSS 20%, FGTS 8%, impostos). Um analista de TI com salário de R$ 6.000 custa à empresa cerca de R$ 8.500-9.000 mensais. Times de TI em pequenas empresas não existem ou são terceirizados; em médias, começam com 5-10 pessoas; em grandes, chegam a centenas.

Infraestrutura: quebra-se em datacenter (aluguel de servidor, racks, energia, refrigeração), rede (switches, roteadores, banda), telecomunicações (links MPLS, internet, celular corporativo) e storage (disco, backup). Migração para cloud reduz alguns desses custos (datacenter) e aumenta outros (banda de internet, operação cloud).

Software e licenças: sistemas operacionais (Windows, Linux), aplicações enterprise (ERP, CRM, BI), ferramentas de desenvolvimento, produtividade (Office 365, Google Workspace), segurança. Grande variação: software integrado = muito caro; SaaS = operacional, mais previsível.

Terceirizados: contratos de suporte a sistemas, consultoria, integração de projetos, gestão de infraestrutura (MSP). Representa carga importante quando TI não é core para empresa e prefere pagar terceiro a montar time.

Projetos: investimentos em transformação digital, migração para cloud, implementação de novos sistemas, modernização de legado. Não é despesa operacional recorrente; é capex / investimento extraordinário.

Variação de custos por setor de atividade

Proporção de TI no faturamento varia significativamente por setor. Como referência de mercado, estudos setoriais indicam:

  • Tecnologia e fintech: 12-15% da receita em TI — TI é core do negócio
  • Saúde (hospitais, clínicas): 8-12% — sistemas clínicos, prontuário eletrônico, compliance
  • Bancos e seguradoras: 8-10% — sistemas de transação, segurança, compliance regulatório
  • Manufatura e indústria: 3-5% — automação, ERP, menos TI
  • Varejo e e-commerce: 5-8% — plataforma, logística, pagamentos
  • Serviços (consultoria, advocacia): 3-5% — suporte a operação, menos infraestrutura

Além do setor, variação também ocorre por modelo de negócio: fintech nativa (80%+ cloud, SaaS) tem composição muito diferente de banco tradicional (60%+ infraestrutura on-premise, grande pessoal interno).

Cloud versus on-premise: impacto na composição de custos

Modelo de infraestrutura muda drasticamente a composição. Empresa com TI on-premise típica tem: 30-40% pessoal (operação, manutenção), 40-50% infraestrutura (datacenter, energia, servidores), 10-20% software. Empresa cloud-native típica tem: 20-30% pessoal (menor overhead operacional), 5-10% infraestrutura (banda, menos hardware), 50-60% software e serviços cloud. Transição de on-premise para cloud inicialmente aumenta orçamento de TI (cloud é OpEx contínuo vs. CapEx inicial); no longo prazo, reduz.

Onde está o desperdício típico em orçamento de TI

Levantamentos de auditoria identificam desperdício recorrente em quatro áreas:

Oportunidades de economia por categoria

Pequena empresa

Auditar contratos com MSP (frequentemente renovados sem renegociação). Consolidar licenças espalhadas em múltiplos departamentos. Eliminar software obsoleto ainda pago. Oportunidade típica: 15-20% de redução.

Média empresa

Racionalizar infraestrutura (consolidar servidores em cloud). Renegociar contratos maiores (cloud, telecomunicações). Eliminar instâncias não-utilizadas de software. Oportunidade típica: 10-15% de redução.

Grande empresa

Consolidar gastos espalhados em múltiplas unidades. Renegociar com volume. Modernizar infraestrutura legada (alta manutenção). Oportunidade típica: 5-10% de redução (espaço menor para otimização).

1. Licenças de software não-utilizadas: empresas contratam suites (10 módulos) e usam 2. Auditoria de licenças identifica 10-20% de gasto desperdiçado.

2. Infraestrutura obsoleta ainda em operação: servidores antigos que custam muito a manter, mas continuam ligados. Decommissioning libera custo imediato.

3. Contratos renovados sem renegociação: fornecedor oferece aumento anual; TI renova sem negociar. Revisão pode reduzir 10-20%.

4. Capacidade não-utilizada em cloud: instâncias provisionadas para pico que nunca chegou e ficam ativas. Auto-scaling e right-sizing reduzem 15-30%.

Como estruturar orçamento para visibilidade de custos

Sem estrutura clara, impossível gerenciar. Orçamento de TI deve detalhar no mínimo os cinco grupos principais. Dentro de cada um, adicionar dimensões que importam para sua empresa: por projeto, por aplicação, por centro de custo, por tipo de contrato. Ferramentas de gestão financeira (SAP, Oracle, sistemas de BI) permitem visualização em múltiplas dimensões. Pequenas empresas começam com planilha estruturada; conforme crescem, adotam sistema.

Uma estrutura mínima eficaz contempla:

  1. Custo base mensal recorrente (pessoal, infraestrutura, software, terceirizados)
  2. Custos sazonais (picos de demanda, renovação de contratos)
  3. Projetos extraordinários e seu status
  4. Comparação ano a ano (para identificar tendência)
  5. Benchmark com mercado (quanto outros gastam em TI)

Sinais de que sua empresa precisa estruturar visão de custos de TI

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, é hora de fazer um mapeamento detalhado dos gastos de TI.

  • Não sabe quanto gasta mensalmente em TI — valores variam muito mês a mês sem explicação clara
  • Não consegue dizer qual é a maior categoria de gasto (pessoal? software? infraestrutura?)
  • Há software sendo pago que ninguém usa, descoberto apenas por acaso
  • CFO pede "redução de 10% em TI" mas você não sabe aonde cortar sem quebrar operação
  • Há contratos com fornecedores renovados ano a ano sem revisão de termos ou preço
  • Infraestrutura on-premise está obsoleta mas continua em operação por inércia
  • Não consegue comparar seu gasto em TI com o de concorrente ou setor

Caminhos para mapear e estruturar custos de TI

Mapear custos pode ser conduzido internamente ou com apoio especializado, conforme capacidade interna e complexidade do ambiente.

Implementação interna

Viável quando TI tem perfil analítico e acesso aos dados de todos os contratos e sistemas financeiros.

  • Perfil necessário: analista de TI com acesso a finanças, capaz de compilar dados de múltiplas fontes
  • Tempo estimado: 1 a 2 meses para mapeamento inicial; estrutura de acompanhamento contínuo adiciona 5 horas/mês
  • Faz sentido quando: empresa tem sistema financeiro estruturado e dados acessíveis
  • Risco principal: dados incompletos ou desatualizados; estrutura inicial pode não capturar todas as dimensões úteis
Com apoio especializado

Indicado quando há muitos fornecedores, ambiente complexo ou precisa de validação externa / benchmark.

  • Tipo de fornecedor: Consultoria de TI (Deloitte, Accenture), consultores de gestão de custos, auditores
  • Vantagem: visão externa, validação de dados, benchmark com mercado, recomendações de otimização
  • Faz sentido quando: ambiente é complexo, há muitos fornecedores ou empresa precisa de diagnóstico confiável
  • Resultado típico: em 4-6 semanas, mapeamento completo + recomendações de economia (tipicamente 10-20% identifica-se de imediato)

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Perguntas frequentes

Qual é a composição típica de gasto em TI?

A composição varia por porte: em pequenas empresas, terceirizados (50-70%) dominam; em médias, há equilíbrio entre pessoal (25-35%) e infraestrutura (20-30%); em grandes, pessoal (30-40%) é o maior custo. Em todos os casos, as cinco categorias (pessoal, infraestrutura, software, terceirizados, projetos) cobrem praticamente 100% do orçamento.

Onde as empresas gastam mais em TI?

Depende do modelo: em empresas com TI internalizada, pessoal é frequentemente o maior custo (30-40%). Em empresas que terceirizam, terceirizados dominam (50-70%). Em empresas cloud-native, software e serviços cloud (50-60%) é a categoria maior. Não há "um lugar" universal.

O que consome mais orçamento: pessoal ou infraestrutura?

Pessoal e infraestrutura frequentemente competem pelos maiores percentuais. Em modelo on-premise, infraestrutura é maior (40-50%). Em modelo cloud, pessoal é maior (20-30%), porque infraestrutura se torna contrato de serviço (software). Tendência global é para aumento relativo de pessoal, conforme cloud cresce.

Como os custos de TI variam por porte de empresa?

Pequenas empresas têm custos agregados (difíceis de discriminar). Médias empresas começam a separar categorias. Grandes empresas têm visibilidade granular, por projeto, por aplicação. Proporcionalmente, grande empresa gasta menos em TI como % da receita; em valores absolutos, gasta muito mais.

Onde há maior oportunidade de economia em TI?

Auditorias frequentemente encontram: licenças não-utilizadas (10-20% de economia), contratos não-renegociados (5-15%), capacidade cloud ociosa (10-20%), infraestrutura obsoleta (5-10%). Oportunidades totais típicas: 10-20% de redução imediata.

Como custos de TI diferem por setor?

Fintech e tecnologia gastam 12-15% da receita em TI. Saúde, bancos e seguradoras gastam 8-12%. Varejo e e-commerce gastam 5-8%. Indústria e serviços gastam 3-5%. Diferença é determinada por quanto TI é "core" ao modelo de negócio e por requisitos de compliance/segurança.

Fontes e referências

  1. Gartner. IT Spending and Staffing Trends. Gartner Research.