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Manutenção de ativos: preventiva x corretiva

Entenda a diferença entre manutenção preventiva e corretiva de ativos.
Atualizado em: 01 de junho de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona no porte da sua empresa Preventiva x corretiva: o que o gestor precisa saber sobre cada uma O que o gestor administrativo controla na manutenção Como montar um plano de manutenção preventiva simples Como usar o custo de manutenção para decidir entre manter e substituir Sinais de que o controle de manutenção de ativos precisa ser estruturado Caminhos para organizar o plano de manutenção e o controle de ativos Precisa de apoio para organizar o plano de manutenção e o controle de ativos da sua empresa? Perguntas frequentes Qual a diferença entre manutenção preventiva e corretiva? Como organizar o plano de manutenção preventiva de equipamentos? Como registrar o histórico de manutenções de um ativo? Quando vale mais a pena substituir do que continuar mantendo um equipamento? O custo de manutenção de um ativo entra no controle patrimonial? Fontes e referências
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Como este tema funciona no porte da sua empresa

Pequena (até 50 funcionários)

A manutenção costuma ser corretiva — o equipamento quebra e se chama o técnico. O histórico vive na memória de quem aciona o prestador. O gestor raramente tem controle do custo acumulado de manutenção por bem e não usa esse dado para decidir quando substituir um equipamento.

Média (51–500 funcionários)

Já há um calendário de manutenção para equipamentos críticos — ar-condicionado, elevadores, veículos da frota. O gestor administrativo coordena com os prestadores e registra as manutenções. O desafio é estender o controle para todos os bens relevantes, não só os mais visíveis.

Grande (+500 funcionários)

O plano de manutenção é formal e sistemático, com calendário por ativo, gestão de contratos de manutenção e registro histórico no sistema de gestão de ativos. O custo de manutenção por bem é indicador acompanhado pela gestão patrimonial e entra no processo de decisão de substituição.

Manutenção preventiva é a intervenção programada realizada antes da falha, com base no tempo de uso ou em calendário estabelecido pelo fabricante ou pelo gestor — seu objetivo é preservar o funcionamento e evitar paradas não planejadas. Manutenção corretiva é a intervenção realizada após a falha, para restabelecer o funcionamento. Do ponto de vista do gestor administrativo, o que importa é controlar quando cada bem é mantido, por quem, a que custo — e usar esse histórico para decidir quando manter ou substituir.

Preventiva x corretiva: o que o gestor precisa saber sobre cada uma

A distinção entre preventiva e corretiva não é apenas técnica — tem impacto direto no custo, na disponibilidade operacional e na decisão de substituição. A tabela abaixo resume os pontos práticos para o gestor administrativo.

Critério Manutenção preventiva Manutenção corretiva
Quando ocorre Antes da falha, em data programada Após a falha, de forma não planejada
Custo típico Menor — intervenção planejada, sem urgência Maior — urgência, peças sem planejamento prévio, possível indisponibilidade do bem
Impacto na operação Controlável — intervenção agendada em momento conveniente Imprevisível — a falha pode ocorrer no pior momento operacional
Quando usar Equipamentos críticos, de alto custo de parada ou com periodicidade recomendada pelo fabricante Equipamentos de menor criticidade, de baixo custo de substituição ou com falha imprevisível por natureza
Vantagem principal Previsibilidade de custo e redução de paradas não planejadas Sem custo enquanto o bem funciona
Desvantagem principal Custo recorrente mesmo sem falha iminente Custo imprevisível, impacto operacional e possível necessidade de substituição emergencial

Como orientação de mercado, a manutenção corretiva tende a custar significativamente mais do que a preventiva para bens críticos — tanto pelo custo direto da intervenção quanto pelo impacto operacional da parada. A escolha entre as duas deve considerar a criticidade do bem para a operação: para bens que, quando param, geram impacto relevante (ar-condicionado de servidor, gerador, veículos da frota), a preventiva costuma ser mais econômica no médio prazo.

O que o gestor administrativo controla na manutenção

A manutenção tem dois lados: o técnico (quem executa, como, com quais peças) e o administrativo (quem é o prestador, quando foi feita, quanto custou, quando é a próxima). O gestor administrativo cuida do segundo — e é esse dado que alimenta a decisão de substituição e o controle de custo do ativo.

Para cada manutenção realizada, o gestor registra no cadastro do bem:

  • Data da manutenção.
  • Tipo: preventiva (programada) ou corretiva (após falha).
  • Prestador: nome da empresa ou técnico que realizou o serviço.
  • Custo: valor da nota fiscal ou recibo da manutenção.
  • Descrição resumida do serviço: o que foi feito ou substituído — não o detalhamento técnico, mas o suficiente para identificar a intervenção.
  • Próxima manutenção prevista: para bens com periodicidade definida.

Esse registro não exige sistema sofisticado. Uma planilha com essas colunas, vinculada ao código patrimonial do bem, é suficiente para a maioria das empresas. O que não funciona é o registro em e-mails dispersos, notas avulsas ou "na memória de quem liga para o prestador" — esses dados se perdem quando a pessoa muda de função ou sai da empresa.

Como montar um plano de manutenção preventiva simples

O plano de manutenção preventiva não precisa ser um documento complexo. Para a maioria das empresas, ele é uma lista de bens com manutenção periódica, a periodicidade recomendada e o prestador responsável — suficiente para que o gestor saiba o que agendar e quando.

  1. Listar os bens críticos: identificar quais equipamentos, se parados, geram impacto relevante na operação ou no conforto do ambiente (ar-condicionado, gerador, elevadores, veículos da frota, caldeiras, extintores).
  2. Verificar a periodicidade recomendada: o manual do equipamento é a fonte primária — o fabricante define a periodicidade com base no uso típico. Para equipamentos que exigem manutenção por lei (extintores, elevadores), a periodicidade é regulamentada e não pode ser ignorada.
  3. Registrar no calendário administrativo: incluir as manutenções previstas no calendário de tarefas do gestor administrativo, com lembrete com antecedência suficiente para agendar o prestador.
  4. Documentar o prestador de referência: nome, contato e condições do contrato (se houver) de cada prestador de manutenção. Quando há mudança de equipe, essa informação não se perde.
  5. Registrar a execução: após cada manutenção, atualizar o histórico do bem e a data da próxima prevista.

Bens com baixo custo de substituição e sem criticidade operacional (impressoras de pequeno porte, ventiladores, cafeteiras) geralmente não justificam manutenção preventiva formal — são substituídos quando quebram. O plano deve focar nos bens cuja parada gera custo ou impacto relevante.

Pequena (até 50 funcionários)

O plano pode ser uma aba na planilha de controle patrimonial com as colunas: bem, periodicidade, última manutenção, próxima prevista, prestador. O gestor controla por lembrete no calendário. Para bens com manutenção obrigatória por lei (extintores, elevadores), a periodicidade é inegociável.

Média (51–500 funcionários)

O plano faz parte do controle patrimonial no ERP ou em planilha estruturada. Contratos de manutenção com prestadores garantem periodicidade definida para os principais equipamentos. O gestor administrativo acompanha o cumprimento do calendário e registra desvios.

Grande (+500 funcionários)

O plano é gerido por sistema de gestão de manutenção (CMMS) ou módulo dedicado no ERP, com alertas automáticos por data e por uso acumulado. Contratos de manutenção são gerenciados pelo setor de compras e acompanhados pelo gestor de patrimônio e pelo setor de facilities.

Como usar o custo de manutenção para decidir entre manter e substituir

O histórico de custo de manutenção é o dado mais valioso que o gestor pode ter para a decisão de substituição — e é o dado que mais frequentemente não existe, porque as manutenções são pagas sem registro estruturado.

A lógica da decisão é simples: quando o custo acumulado de manutenção de um bem em determinado período se aproxima ou supera o custo de adquirir um bem equivalente novo (ou de locar a mesma capacidade), a substituição geralmente faz sentido econômico. Não é uma fórmula matemática exata — outros fatores entram na decisão, como disponibilidade de caixa, impacto operacional da substituição e expectativa de vida residual do bem. Mas ter o custo acumulado documentado transforma a decisão de intuitiva ("parece velho") em fundamentada ("custou R$ X em manutenção no último ano, e um equivalente novo custa R$ Y").

Para bens de alto valor e alta criticidade (geradores, máquinas industriais, veículos da frota), essa análise pode envolver o contador ou o financeiro para calcular o valor residual contábil do bem atual versus o custo total de substituição — incluindo o impacto da nova depreciação no resultado.

Sinais de que o controle de manutenção de ativos precisa ser estruturado

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, o histórico de manutenções provavelmente não existe como dado de gestão — e as decisões de substituição estão sendo feitas sem base objetiva.

  • O histórico de manutenções dos equipamentos da empresa existe apenas nos e-mails com os prestadores ou na memória de quem resolve.
  • A empresa não sabe quanto gastou em manutenção de determinado equipamento no último ano.
  • Equipamentos críticos (ar-condicionado, geradores, veículos) não têm manutenção preventiva agendada.
  • A decisão de substituir um bem é tomada no impulso, sem comparar o custo de manutenção com o custo de substituição.
  • Prestadores de manutenção são acionados sem contrato ou histórico de atendimento registrado.
  • A empresa já teve parada operacional por falha de equipamento que poderia ter sido evitada com manutenção preventiva.

Caminhos para organizar o plano de manutenção e o controle de ativos

Há dois caminhos para estruturar o controle de manutenção, e a escolha depende do volume de bens críticos e da complexidade dos contratos de manutenção.

Implementação interna

Criar e manter o plano de manutenção com o time administrativo, usando planilha ou o módulo de controle do ERP.

  • Perfil necessário: gestor administrativo capaz de listar os bens críticos, identificar as periodicidades e manter o calendário e o histórico de manutenções.
  • Tempo estimado: de 1 a 2 dias para montar o plano inicial; manutenção contínua após cada intervenção registrada.
  • Faz sentido quando: o volume de bens com manutenção periódica é gerenciável, os contratos de manutenção são simples e não há necessidade de sistema dedicado.
  • Risco principal: calendário montado mas não monitorado — manutenções preventivas vencidas sem que ninguém tenha acionado o prestador.
Com apoio especializado

Contratar empresas de facilities ou CMMS para gestão do plano de manutenção com múltiplos prestadores e bens críticos.

  • Tipo de fornecedor: Empresas de Facilities e Manutenção Predial, Consultoria de Gestão Patrimonial, fornecedores de software de gestão de manutenção (CMMS).
  • Vantagem: gestão centralizada de contratos de manutenção, alertas automáticos por vencimento e histórico estruturado por ativo integrado ao controle patrimonial.
  • Faz sentido quando: o volume de bens críticos é elevado, há múltiplos prestadores com contratos complexos ou a empresa precisa de relatórios de custo de manutenção por ativo para suportar decisões de substituição.
  • Resultado típico: plano de manutenção operando com alertas, histórico de custo por bem disponível e contratos de manutenção gerenciados centralmente.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre manutenção preventiva e corretiva?

Manutenção preventiva é programada e realizada antes da falha — seu objetivo é preservar o funcionamento e evitar paradas. Manutenção corretiva é realizada após a falha, para restabelecer o funcionamento. A preventiva costuma ser mais econômica para bens críticos, pois evita o custo de urgência e o impacto operacional da parada não planejada.

Como organizar o plano de manutenção preventiva de equipamentos?

Listar os bens críticos, verificar a periodicidade recomendada pelo fabricante no manual do equipamento, registrar as manutenções previstas no calendário administrativo com lembrete antecipado, documentar o prestador de referência para cada bem e registrar a execução com data, custo e próxima manutenção prevista. Um plano simples em planilha é suficiente para a maioria das empresas.

Como registrar o histórico de manutenções de um ativo?

Para cada manutenção, registrar no cadastro do bem: data, tipo (preventiva ou corretiva), prestador, custo e descrição resumida do serviço realizado. Esse registro pode ser feito em uma aba da planilha de controle patrimonial ou em campo específico do ERP. O que não funciona é o registro disperso em e-mails — os dados se perdem quando a equipe muda.

Quando vale mais a pena substituir do que continuar mantendo um equipamento?

Quando o custo acumulado de manutenção em determinado período se aproxima ou supera o custo de adquirir um bem equivalente novo. Não é uma fórmula exata — disponibilidade de caixa, impacto operacional da substituição e expectativa de vida residual também entram na decisão. O histórico de custo de manutenção por bem é o dado que transforma essa decisão de intuitiva em fundamentada.

O custo de manutenção de um ativo entra no controle patrimonial?

O custo de manutenção é registrado como despesa operacional na DRE — não aumenta o valor do ativo imobilizado no balanço (exceto reformas relevantes que ampliem a vida útil, que podem ser ativadas conforme orientação do contador). Para fins de gestão, o custo acumulado de manutenção é um indicador valioso mantido no histórico do bem, independentemente do tratamento contábil.

Fontes e referências

  1. Sebrae. Manutenção de equipamentos: orientações sobre controle e planejamento de manutenção para pequenas empresas.
  2. Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). CPC 27 — Ativo Imobilizado. Pronunciamento técnico sobre tratamento contábil de reformas e manutenções que alteram a vida útil de ativos imobilizados.