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Erros comuns na implantação de GED

Conheça erros frequentes na implantação de GED e como evitá-los.
Atualizado em: 01 de junho de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona no porte da sua empresa Por que projetos de GED fracassam Os nove erros mais comuns na implantação de GED O que fazer quando o projeto já fracassou Sinais de que o projeto de GED está comprometido Caminhos para evitar ou corrigir erros na implantação do GED Precisa de apoio para evitar ou corrigir erros na implantação do GED da sua empresa? Perguntas frequentes Por que a implantação de GED falha? Quais são os erros mais comuns em projetos de GED? Por que o GED não é adotado pela equipe? Como evitar que o projeto de GED fracasse? O que fazer quando o GED foi implantado mas ninguém usa? Fontes e referências
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Como este tema funciona no porte da sua empresa

Pequena (até 50 funcionários)

O erro mais comum é começar pelo software antes de organizar os documentos — o GED amplifica o caos se a taxonomia não estiver definida. Outro erro frequente é tentar migrar o acervo inteiro de uma vez e não conseguir completar a tarefa.

Média (51–500 funcionários)

O erro mais frequente é implantar o GED sem envolver as áreas usuárias — a taxonomia e os workflows são definidos pelo administrativo ou TI sem consultar quem produz e usa os documentos. O resultado é um sistema que não reflete a realidade e que a equipe rejeita.

Grande (+500 funcionários)

Os erros de governança são os mais críticos: falta de política formal, falta de responsável dedicado, falta de integração com os processos corporativos. O sistema fica em operação mas não cumpre a função de controle e conformidade que justificou o investimento.

Erros na implantação de GED são as falhas de processo, gestão e mudança que fazem projetos de Gestão Eletrônica de Documentos fracassarem — não problemas técnicos do sistema. A maioria dos projetos de GED que terminam com o sistema inutilizado cometeu um ou mais erros identificáveis antes, durante ou após a implantação: taxonomia improvisada, áreas não envolvidas, canais paralelos mantidos ativos, responsável não designado ou treinamento insuficiente. Conhecer esses erros antes de começar é o que permite evitá-los — ou corrigi-los quando o projeto já está comprometido.

Por que projetos de GED fracassam

Projetos de GED fracassam com frequência — e o padrão de fracasso não é técnico. Como referência de mercado — sem estudo formal identificado —, a maioria dos relatos de projetos de GED que não geraram adoção real aponta para causas relacionadas a processo e gestão de mudança, não à falha do sistema. O software funciona; o problema está no que foi configurado nele e em como o projeto foi conduzido.

O fracasso do GED tem dois perfis principais. O primeiro é o projeto que nunca decolou: o sistema foi implantado, o time foi treinado, mas seis meses depois a maioria dos documentos ainda circula por e-mail e o GED tem apenas os documentos que o administrativo subiu manualmente. O segundo é o projeto que começou bem e deteriorou: o GED funcionou nos primeiros meses, mas sem manutenção ativa a taxonomia foi crescendo de forma inconsistente, as permissões ficaram desatualizadas com a rotatividade e a equipe perdeu a confiança no sistema.

Os nove erros a seguir cobrem os dois perfis. Cada erro tem uma descrição de por que acontece, a consequência operacional e o que fazer para evitar ou corrigir.

Os nove erros mais comuns na implantação de GED

Erro 1 — Escolher o sistema antes de definir a taxonomia.

Por que acontece: a pressão para escolher rapidamente o sistema faz o gestor pular a etapa de levantamento dos tipos documentais e partir direto para a demonstração dos fornecedores. A taxonomia é então construída durante a configuração do sistema — sob pressão de prazo e sem o envolvimento das áreas.

Consequência: o GED é configurado sobre uma estrutura de categorias improvisada que não reflete como as áreas organizam os documentos. O time não encontra os documentos pelas categorias criadas e começa a criar categorias próprias — multiplicando a inconsistência.

Como evitar: dedicar de duas a quatro semanas para o levantamento de tipos documentais com representantes de cada área antes de começar qualquer processo de seleção de sistema. A taxonomia é o pré-requisito, não a consequência da escolha do GED.

Erro 2 — Não envolver as áreas usuárias no levantamento.

Por que acontece: o projeto de GED é conduzido pela área administrativa ou pela TI, que mapeiam os tipos documentais que conhecem e configuram a taxonomia com base no próprio entendimento. As demais áreas não participam.

Consequência: o sistema não reflete a nomenclatura que as áreas usam para seus documentos, as categorias não cobrem os tipos documentais que produzem e os workflows de aprovação não reproduzem os fluxos reais. O time rejeita o sistema porque ele não foi construído para a realidade deles.

Como evitar: designar um representante de cada área principal para participar do levantamento de tipos documentais e da revisão da taxonomia antes da configuração. O tempo adicional de envolvimento é revertido em adoção real — que é onde a maioria dos projetos falha.

Erro 3 — Migrar o acervo inteiro de uma vez.

Por que acontece: o gestor quer "arrumar a casa" de uma vez e decide migrar todos os documentos — incluindo os históricos de anos anteriores — antes de colocar o GED em uso. O volume é subestimado e o projeto empaca na migração.

Consequência: o projeto trava na fase de migração durante meses. O GED fica em espera. A equipe perde o interesse e a janela de engajamento inicial se fecha.

Como evitar: migrar primeiro os documentos ativos — os produzidos e consultados nos últimos 12 meses. O acervo histórico pode ser migrado gradualmente em um projeto paralelo, sem bloquear o go-live do sistema com os documentos correntes.

Erro 4 — Não definir um responsável pelo GED.

Por que acontece: o projeto é liderado por um analista administrativo durante a implantação, mas após o go-live ninguém é formalmente designado como administrador do sistema. O analista continua respondendo informalmente, mas sem autoridade nem dedicação reconhecida.

Consequência: a taxonomia cresce sem critério, as permissões ficam desatualizadas com a rotatividade de pessoal e ninguém executa a rotina de expurgo. Em 12 meses, a qualidade do sistema deteriorou a ponto de ser mais fácil procurar o documento no e-mail do que no GED.

Como evitar: designar formalmente o administrador do GED antes do go-live, com responsabilidades claras e tempo dedicado reconhecido pela gestão. A responsabilidade de administração não pode ser "atividade extra" de alguém que acumula dez funções.

Erro 5 — Subestimar o custo de migração e indexação do acervo.

Por que acontece: o orçamento cobre licença e configuração, mas o custo de digitalizar e indexar o acervo físico é descoberto apenas quando a empresa começa a levantar o volume real. Para empresas com anos de documentação em papel, esse custo pode ser o maior do projeto.

Consequência: o orçamento estoura na fase de migração, o escopo é cortado e parte do acervo fica fora do GED — criando um repositório incompleto que reduz a confiança no sistema.

Como evitar: mapear o volume do acervo físico e digital antes de fechar o orçamento. Definir o escopo de migração com critério — documentos ativos vs. acervo histórico completo — e cotar o custo de digitalização com empresa especializada antes de aprovar o orçamento do projeto.

Erro 6 — Manter canais paralelos ao GED.

Por que acontece: o GED é implantado como sistema adicional — sem desativar o servidor de arquivos, sem redirecionar os fluxos de aprovação do e-mail para o workflow e sem proibir o uso de drives pessoais para documentos corporativos. A coexistência de canais é tratada como "período de transição" que nunca termina.

Consequência: o time usa o canal que já conhece e vai ao GED apenas quando alguém exige. O GED vira o repositório de segunda classe — onde se salva o que sobra. Em poucos meses, a adoção retorna ao nível pré-implantação.

Como evitar: definir a data de desativação dos canais paralelos antes do go-live. O servidor de arquivos compartilhado entra em modo somente-leitura na data definida. A aprovação por e-mail é declarada fora do processo formal na mesma data. Sem encerrar os canais paralelos, o GED nunca vira o repositório principal.

Erro 7 — Não treinar o time adequadamente.

Por que acontece: o treinamento é feito em uma sessão única antes do go-live, com ênfase nos recursos do sistema em vez de nos cenários concretos que o time vai enfrentar. Usuários com dúvidas depois do treinamento não têm onde recorrer.

Consequência: documentos são salvos nas categorias erradas, metadados ficam em branco, aprovações são feitas fora do workflow por falta de confiança no sistema. O GED acumula documentos mal indexados que degradam a qualidade do repositório.

Como evitar: treinar com cenários reais — "como faço o upload do contrato de fornecedor", "como preencho os campos de metadados para uma nota fiscal", "como respondo uma aprovação no sistema". Disponibilizar um guia rápido de uso no próprio GED. Fazer uma sessão de revisão 30 dias após o go-live para corrigir os erros mais comuns identificados no período inicial.

Erro 8 — Não configurar os workflows antes de entrar em produção.

Por que acontece: o go-live é feito com a parte de repositório funcionando, mas os workflows de aprovação ficam para "uma segunda fase" que raramente acontece. A equipe entra em produção com o hábito de aprovar por e-mail e nunca migra para o workflow do GED.

Consequência: as aprovações continuam por e-mail por inércia. O GED funciona como repositório mas não como sistema de controle de aprovações — a rastreabilidade que justificou parte do investimento nunca é obtida.

Como evitar: configurar e testar os workflows dos tipos documentais mais críticos antes do go-live. A configuração dos workflows não precisa cobrir todos os tipos documentais no início — mas os de maior impacto (contratos, aprovações financeiras) precisam estar funcionando desde o primeiro dia.

Erro 9 — Ignorar a conformidade com a LGPD na configuração das permissões.

Por que acontece: a configuração de permissões é feita de forma permissiva — todos têm acesso a tudo — para simplificar a implantação. A conformidade com a LGPD é tratada como problema para resolver depois.

Consequência: documentos com dados pessoais de funcionários e clientes ficam acessíveis para usuários sem necessidade de acesso — violando o princípio da necessidade da LGPD. O GED organiza os documentos mas cria uma exposição de conformidade que não existia quando os documentos estavam em pastas físicas com acesso restrito por proximidade.

Como evitar: definir a matriz de permissões antes da configuração do sistema — quem acessa cada categoria de documentos e com qual nível de acesso (leitura, edição, upload, exclusão). Documentos com dados pessoais sensíveis recebem permissão mais restrita desde o início.

O que fazer quando o projeto já fracassou

Muitos gestores chegam a este artigo depois do fracasso, não antes. Quando o GED está implantado e não está sendo usado, a reestruturação é possível — mas precisa começar com um diagnóstico honesto de por que o sistema não foi adotado.

  1. Diagnosticar a causa real da não adoção: conversar com os usuários de cada área e identificar quais dos nove erros acima estão presentes. Mais de um erro costuma coexistir — tratar apenas um sem resolver os demais não resulta em mudança duradoura.
  2. Reconstruir a taxonomia com as áreas: se o erro principal é a taxonomia não refletir a realidade das áreas, reconstruí-la com representantes de cada departamento é a ação de maior impacto. Uma taxonomia aceita pelas áreas é o fundamento da adoção.
  3. Desativar os canais paralelos com prazo definido: nenhuma ação de recuperação funciona enquanto o servidor de arquivos e o e-mail de aprovação continuam disponíveis. Definir a data de desativação e comunicar com antecedência.
  4. Designar o administrador do GED formalmente: sem responsável claro, a manutenção não acontece e a qualidade deteriora novamente em poucos meses.
  5. Fazer o novo go-live com treinamento reforçado: tratar a reestruturação como um novo projeto — com novo treinamento focado nos cenários reais e com acompanhamento dos primeiros 30 dias.

Sinais de que o projeto de GED está comprometido

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, o projeto de GED da empresa provavelmente está enfrentando um ou mais dos erros descritos neste artigo.

  • O GED foi implantado mas a equipe continua usando e-mail e drives locais para compartilhar documentos no dia a dia.
  • A estrutura de pastas do GED não reflete como as áreas organizam os documentos — e cada área criou suas próprias subcategorias.
  • Nenhuma área participou do levantamento de tipos documentais antes da configuração do sistema.
  • Não há responsável definido para a administração do GED no dia a dia.
  • O projeto de migração do acervo foi iniciado mas travou na metade sem previsão de conclusão.
  • Os workflows de aprovação foram prometidos para uma "segunda fase" que nunca foi iniciada.

Caminhos para evitar ou corrigir erros na implantação do GED

Há dois caminhos para lidar com os erros de implantação, e a escolha depende de se o projeto ainda está em planejamento ou se já está comprometido e precisa de reestruturação.

Implementação interna

Usar os erros mapeados neste artigo como checklist preventivo para planejar a implantação — ou como diagnóstico para reestruturar um GED que não está funcionando.

  • Perfil necessário: gestor administrativo para liderar o projeto, com autoridade para desativar canais paralelos e designar o administrador do GED formalmente.
  • Tempo estimado: de 2 a 4 meses para evitar os erros em uma implantação planejada; de 3 a 6 meses para reestruturar um GED mal implantado.
  • Faz sentido quando: a empresa ainda não implantou o GED e pode planejar corretamente; ou quando o GED mal implantado pode ser reestruturado com recursos internos após o diagnóstico.
  • Risco principal: reestruturar sem corrigir a causa raiz — especialmente sem desativar os canais paralelos e sem designar o administrador formalmente.
Com apoio especializado

Contratar consultoria para reestruturar um GED não adotado ou para conduzir uma implantação complexa com metodologia que evita os erros mais comuns.

  • Tipo de fornecedor: GED/ECM, Consultoria em Gestão Documental, BPO Administrativo.
  • Vantagem: diagnóstico independente do estado atual do GED, metodologia para reconstrução da taxonomia com as áreas e gestão de mudança para recuperar a adoção.
  • Faz sentido quando: o GED foi implantado e rejeitado pela equipe, o projeto de implantação é complexo e exige metodologia, ou a empresa precisa de apoio neutro para engajar as áreas no processo de reestruturação.
  • Resultado típico: GED reestruturado com adoção real das áreas em 3 a 5 meses.

Precisa de apoio para evitar ou corrigir erros na implantação do GED da sua empresa?

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Perguntas frequentes

Por que a implantação de GED falha?

A maioria das implantações de GED falha por razões de processo e gestão de mudança, não por problemas técnicos do sistema. Os principais motivos são: taxonomia construída sem envolvimento das áreas usuárias, canais paralelos (servidor de arquivos, e-mail de aprovação) mantidos ativos após o go-live, ausência de responsável formal pelo sistema após a implantação e treinamento insuficiente. O GED funciona — o problema está no que foi configurado nele e em como a mudança foi conduzida.

Quais são os erros mais comuns em projetos de GED?

Os nove erros mais frequentes são: escolher o sistema antes de definir a taxonomia, não envolver as áreas usuárias no levantamento, migrar o acervo inteiro de uma vez, não definir um responsável pelo GED, subestimar o custo de migração e indexação, manter canais paralelos ativos, não treinar o time adequadamente, não configurar os workflows antes do go-live e ignorar a conformidade com a LGPD na configuração das permissões.

Por que o GED não é adotado pela equipe?

As causas mais comuns de não adoção são: a taxonomia não reflete como a equipe organiza os documentos, os canais paralelos continuam disponíveis e são mais cômodos, o treinamento foi feito uma vez e não foi reforçado, e não há responsável ativo para manter a qualidade do sistema. Quando a busca no GED não encontra o que o usuário procura com regularidade, o usuário volta para o e-mail — que "sempre funcionou".

Como evitar que o projeto de GED fracasse?

As cinco ações preventivas de maior impacto são: construir a taxonomia com representantes das áreas antes de configurar o sistema; definir o responsável pelo GED com dedicação real antes do go-live; programar a desativação dos canais paralelos para a data do go-live; configurar os workflows dos documentos mais críticos antes de colocar o sistema em produção; e fazer treinamento com cenários reais, não com o roteiro de funcionalidades do sistema.

O que fazer quando o GED foi implantado mas ninguém usa?

O primeiro passo é diagnosticar a causa real: conversar com os usuários de cada área para identificar quais erros estão presentes. A partir do diagnóstico, as ações prioritárias são: reconstruir a taxonomia com as áreas se for o problema principal, desativar os canais paralelos com data definida e designar o administrador do GED formalmente. A reestruturação tratada como um novo projeto — com novo treinamento e acompanhamento dos primeiros 30 dias — tem maior chance de gerar adoção real do que ajustes pontuais sem endereçar a causa raiz.

Fontes e referências

  1. Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). e-ARQ Brasil: Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos. CONARQ.