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Custos de um projeto de GED

Entenda os custos envolvidos num projeto de GED.
Atualizado em: 01 de junho de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona no porte da sua empresa Por que o preço da licença não é o custo do projeto Os sete componentes do custo total de um projeto de GED SaaS em nuvem vs. on-premise: estrutura de custo comparada Fatores que aumentam o custo do projeto de GED Como comparar propostas de GED de forma justa Sinais de que o orçamento de GED está mal dimensionado Caminhos para orçar e planejar os custos de um projeto de GED Precisa de apoio para orçar e planejar os custos de um projeto de GED na sua empresa? Perguntas frequentes Quanto custa implantar um GED? Quais são os custos de um projeto de gestão eletrônica de documentos? GED em nuvem é mais barato que on-premise? Além da licença, quais outros custos um projeto de GED tem? Como comparar propostas de fornecedores de GED? Fontes e referências
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Como este tema funciona no porte da sua empresa

Pequena (até 50 funcionários)

O custo mais relevante é a assinatura mensal do SaaS (por usuário ou por volume de armazenamento) e o tempo interno de configuração e migração. Projetos simples podem ser viabilizados com baixo investimento — o maior custo costuma ser o tempo do gestor no início.

Média (51–500 funcionários)

Além da assinatura, há custo de implantação (configuração de taxonomia, workflows e permissões), custo de integração com o ERP e custo de digitalização do acervo físico se houver. O total pode variar significativamente conforme o escopo.

Grande (+500 funcionários)

Projeto estruturado com investimento em plataforma ECM (licença ou SaaS enterprise), serviços de implementação, gestão de mudança, integração com múltiplos sistemas e suporte contínuo. O custo de licença costuma ser menor que os custos de implantação e integração.

Custo total de um projeto de GED é a soma de todos os investimentos necessários para colocar o sistema em funcionamento e mantê-lo ao longo do tempo — não apenas o preço da licença ou da assinatura mensal. Os componentes incluem: licença ou assinatura, implantação e configuração, integração com outros sistemas, migração e digitalização do acervo, treinamento, suporte e manutenção, e o custo interno de pessoal dedicado ao projeto. Entender a estrutura completa de custo antes de escolher o fornecedor é o que evita surpresas durante e após a implantação.

Por que o preço da licença não é o custo do projeto

A comparação de fornecedores de GED pelo preço da licença é a causa mais comum de orçamentos mal dimensionados. A licença ou assinatura mensal é o componente mais visível — e frequentemente o menor — do custo total de um projeto de GED. Os demais componentes aparecem apenas quando o projeto começa, e é tarde demais para replanejar o orçamento.

Um projeto de GED para uma média empresa com integração ao ERP e migração de acervo físico pode ter o custo de licença representando menos de um terço do custo total do primeiro ano. O restante é distribuído entre implantação, configuração, integração técnica, digitalização do acervo e treinamento da equipe — componentes que o fornecedor apresenta como serviços adicionais na proposta, frequentemente com valores não detalhados na primeira apresentação comercial.

O gestor que avalia propostas de GED comparando apenas o valor mensal da assinatura está comparando uma fração do custo real — e pode estar escolhendo o fornecedor mais barato na aparência mas mais caro na realidade.

Os sete componentes do custo total de um projeto de GED

O custo total de propriedade de um projeto de GED é composto por sete componentes. Cada um deve ser solicitado detalhado ao fornecedor antes de qualquer decisão de contratação.

Componente 1 — Licença ou assinatura. Os modelos de precificação mais comuns são: por usuário por mês (o preço cresce com o número de usuários), por volume de armazenamento (o preço cresce com o volume de documentos), por volume de documentos gerenciados, e licença perpétua (pagamento único com custo anual de manutenção). O modelo que resulta no menor custo depende do perfil da empresa: volume de usuários vs. volume de documentos vs. horizonte de tempo de uso do sistema.

Componente 2 — Implantação e configuração. Inclui a configuração inicial da taxonomia, dos campos de metadados por tipo documental, dos perfis de usuário e permissões, e dos workflows de aprovação. Quando feita pelo fornecedor, é cobrada como serviço — geralmente em horas ou como pacote fixo. Quando feita internamente, o custo é o tempo do analista administrativo dedicado à configuração.

Componente 3 — Integração com outros sistemas. O custo de desenvolvimento de integração com ERP, sistema de RH ou plataforma de assinatura eletrônica raramente está incluído na assinatura padrão. Varia conforme a complexidade da integração, a existência de conector pronto para o ERP utilizado e se a integração é feita pelo fornecedor do GED, pela equipe de TI interna ou por consultoria externa. É o componente mais variável e mais frequentemente subestimado.

Componente 4 — Migração de dados. Inclui três subcomponentes: digitalização do acervo físico (scanner, mão de obra ou empresa especializada em digitalização), migração de documentos digitais de outros sistemas ou drives para o GED, e indexação manual ou semiautomática do acervo migrado — o custo de indexação em lote pode ser superior ao da digitalização quando o volume é alto e os documentos são heterogêneos.

Componente 5 — Treinamento. Inclui o treinamento do administrador do sistema (geralmente incluso no contrato de implantação) e o treinamento das equipes usuárias. O treinamento de usuários finais costuma ser cobrado por sessão ou por turma. Em empresas com alta rotatividade, o custo de treinamento de novos usuários ao longo do tempo deve ser considerado.

Componente 6 — Suporte e manutenção. Inclui o SLA de suporte do fornecedor (tempo de resposta, canais disponíveis, cobertura de horário), as atualizações de versão do sistema e o custo de manutenção da integração com outros sistemas quando há mudanças nas APIs. Para sistemas SaaS, o suporte e as atualizações geralmente estão incluídos na assinatura. Para sistemas on-premise, são cobrados separadamente.

Componente 7 — Custo interno de pessoal. O tempo do gestor administrativo, do analista responsável pelo GED e da equipe de TI dedicado ao projeto raramente é contabilizado no orçamento — mas representa um custo real. Em projetos de média empresa com integração e migração de acervo, o custo interno pode superar o custo de licença do primeiro ano.

SaaS em nuvem vs. on-premise: estrutura de custo comparada

A escolha entre SaaS e on-premise não é apenas uma decisão técnica — é uma decisão financeira com implicações no fluxo de caixa, no perfil de TI necessário e no custo ao longo de 5 a 10 anos.

Componente de custo SaaS em nuvem On-premise
Custo inicial Baixo — implantação e configuração; sem hardware Alto — licença perpétua, servidores, infraestrutura
Custo recorrente Assinatura mensal ou anual — previsível e contínua Manutenção anual (geralmente % da licença), suporte e atualizações
Custo de TI Mínimo — sem servidores para manter Relevante — servidores, backup, atualizações, segurança de infraestrutura
Custo de atualização de versão Incluído na assinatura Cobrado separadamente ou incluso na manutenção anual
Custo ao longo de 5 anos Assinatura acumulada — cresce linearmente com o tempo Licença + manutenção anual — pode ser menor que SaaS no longo prazo para alto volume de usuários
Custo de saída Migração dos dados — verificar formato de exportação antes de contratar Menor — dados em servidores próprios

Como orientação prática — sem dado formal de mercado —, para a maioria das pequenas e médias empresas o SaaS representa o menor custo total no primeiro ano e a maior previsibilidade financeira nos anos seguintes. O on-premise pode ser mais vantajoso financeiramente para grandes empresas com alto volume de usuários e equipe de TI que absorve os custos de manutenção, ou para organizações com exigência regulatória de dados em servidores próprios.

Fatores que aumentam o custo do projeto de GED

Cinco fatores ampliam significativamente o custo de um projeto de GED em relação ao cenário básico — e cada um deve ser mapeado antes de fechar o orçamento.

  1. Volume alto de acervo físico para digitalizar: quando a empresa tem anos de documentação em papel, o custo de digitalização e indexação do acervo pode ser o maior componente do projeto. Definir o escopo de migração — apenas documentos ativos ou o acervo histórico completo — é decisão que impacta diretamente o orçamento.
  2. Múltiplas integrações: cada integração adicional — ERP, sistema de RH, assinatura eletrônica, sistema jurídico — tem custo de desenvolvimento e manutenção. Quanto menos conectores prontos o fornecedor tem para os sistemas da empresa, maior o custo de integração customizada.
  3. Workflows complexos: workflows com múltiplos aprovadores, alçadas e condicionais exigem mais tempo de configuração — e eventualmente desenvolvimento adicional quando o sistema não suporta a lógica necessária de forma nativa.
  4. Múltiplas unidades: implantar o GED em várias unidades ou filiais multiplica os custos de treinamento e aumenta a complexidade da configuração de permissões e da governança.
  5. Necessidade de customização do sistema: funcionalidades que o sistema padrão não tem e que precisam ser desenvolvidas especificamente para a empresa — campos especiais, relatórios customizados, integrações específicas — têm custo de desenvolvimento e de manutenção ao longo das atualizações de versão.

Como comparar propostas de GED de forma justa

Propostas de GED de fornecedores diferentes são comparáveis apenas quando apresentam o mesmo escopo. A forma mais eficaz de garantir isso é solicitar a todos os fornecedores o mesmo template de proposta: custo total do primeiro ano itemizado por componente (licença + implantação + integração + treinamento + suporte) e custo recorrente anual a partir do segundo ano.

A comparação pelo custo total do primeiro ano coloca todos os fornecedores na mesma base — um fornecedor com assinatura mensal baixa e custo alto de implantação pode ser mais caro no primeiro ano do que um fornecedor com assinatura mais alta e implantação incluída.

A comparação pelo custo recorrente a partir do segundo ano revela o custo de longo prazo — relevante para a decisão entre SaaS e on-premise e para avaliar o impacto de escalar o número de usuários ou o volume de armazenamento.

Sinais de que o orçamento de GED está mal dimensionado

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, o orçamento de GED da empresa provavelmente não reflete o custo real do projeto.

  • A empresa recebeu propostas de GED com preços muito diferentes e não consegue identificar por que variam tanto.
  • O orçamento aprovado considerou apenas a licença mensal e não os custos de implantação e integração.
  • O projeto de GED ficou mais caro do que o previsto por conta de custos de digitalização não mapeados antes do início.
  • Não foi calculado o custo interno — tempo do gestor e da equipe de TI — dedicado ao projeto.
  • A empresa não sabe se o SaaS ou o on-premise é mais vantajoso financeiramente para o seu perfil.
  • A proposta aceita não especifica o custo de saída — como será a migração dos dados se a empresa mudar de sistema.

Caminhos para orçar e planejar os custos de um projeto de GED

Há dois caminhos para estruturar o orçamento de GED, e a escolha depende da capacidade interna de conduzir o levantamento e de negociar com fornecedores.

Implementação interna

Usar os componentes de custo descritos neste artigo para estruturar o levantamento e comparar as propostas recebidas com critério.

  • Perfil necessário: gestor administrativo para liderar o levantamento de escopo e analista de TI para avaliar os componentes técnicos (integração, infraestrutura).
  • Tempo estimado: de 2 a 4 semanas para levantar o escopo, solicitar as propostas e comparar com critérios definidos.
  • Faz sentido quando: o escopo é relativamente simples (SaaS sem integrações complexas) e a empresa tem capacidade de conduzir a avaliação com critérios claros.
  • Risco principal: custo de integração e migração subestimado por falta de experiência técnica para avaliar o escopo real.
Com apoio especializado

Contratar consultoria independente para estruturar o orçamento, conduzir a seleção de fornecedor e negociar o escopo e o preço.

  • Tipo de fornecedor: GED/ECM, Consultoria em Gestão Documental.
  • Vantagem: experiência com múltiplos projetos de GED para calibrar se o escopo e os custos propostos são razoáveis para o perfil da empresa.
  • Faz sentido quando: o projeto tem integrações complexas, alto volume de acervo para migrar ou a empresa precisa de apoio independente para conduzir a seleção e negociar com os fornecedores.
  • Resultado típico: orçamento realista e proposta negociada em 4 a 6 semanas.

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Perguntas frequentes

Quanto custa implantar um GED?

O custo varia amplamente conforme o porte da empresa, o modelo de implantação (SaaS ou on-premise), a complexidade das integrações e o volume de acervo para migrar. O componente que mais varia — e mais surpreende — é o custo de integração com o ERP e o custo de digitalização e indexação do acervo físico. Para ter um número concreto, é necessário solicitar proposta com escopo detalhado a fornecedores, incluindo todos os serviços além da licença.

Quais são os custos de um projeto de gestão eletrônica de documentos?

Os sete componentes são: licença ou assinatura (por usuário, por volume ou perpétua); implantação e configuração (taxonomia, permissões, workflows); integração com outros sistemas (ERP, RH, assinatura eletrônica); migração de dados (digitalização do acervo físico, migração do digital e indexação); treinamento (administrador e equipes usuárias); suporte e manutenção; e custo interno de pessoal dedicado ao projeto. Todos os componentes devem ser itemizados na proposta antes da decisão de contratação.

GED em nuvem é mais barato que on-premise?

No primeiro ano, em geral sim para pequena e média empresa — o SaaS tem custo inicial mais baixo por não exigir investimento em infraestrutura. No longo prazo (5 a 10 anos), o on-premise pode ser mais vantajoso para grandes empresas com muitos usuários e equipe de TI que absorve a manutenção. A comparação correta considera o custo total em um horizonte de tempo definido, não apenas a assinatura mensal vs. a licença perpétua.

Além da licença, quais outros custos um projeto de GED tem?

Os principais custos além da licença são: implantação e configuração (taxonomia, workflows, permissões), integração técnica com ERP e outros sistemas, digitalização e indexação do acervo físico, treinamento das equipes usuárias, suporte técnico recorrente e o tempo interno da equipe (gestor e TI) dedicado ao projeto. Em projetos com integração e migração de acervo, esses custos adicionais frequentemente superam o custo de licença do primeiro ano.

Como comparar propostas de fornecedores de GED?

A comparação justa exige o mesmo escopo em todas as propostas: solicitar a cada fornecedor o custo total do primeiro ano itemizado por componente (licença + implantação + integração + treinamento + suporte) e o custo recorrente anual a partir do segundo ano. Propostas que apresentam apenas o valor da assinatura mensal sem detalhar os serviços adicionais não são comparáveis com propostas completas — pedir a complementação antes de avançar na negociação.

Fontes e referências

  1. Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). e-ARQ Brasil: Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos. CONARQ.