oHub Base Gestão Estratégia e Gestão do Negócio Gestão de Riscos do Negócio

Como identificar os riscos do negócio

Aprenda a identificar os principais riscos da empresa.
Atualizado em: 01 de junho de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona no porte da sua empresa Por que a identificação é a etapa mais crítica do ciclo de riscos Fontes de risco a considerar: internas e externas Técnicas para identificar riscos na prática Perguntas-guia para conduzir o levantamento por categoria Como estruturar o inventário de riscos Erros comuns na identificação de riscos Sinais de que sua empresa precisa estruturar o levantamento de riscos Caminhos para mapear os riscos do negócio Precisa de apoio para mapear os riscos do negócio de forma estruturada? Perguntas frequentes Como fazer um levantamento de riscos empresariais? Quais são as técnicas para identificar riscos em uma empresa? O que é brainstorming de riscos? Como envolver as áreas no mapeamento de riscos? O que é inventário de riscos? Fontes e referências
Compartilhar:
Este conteúdo foi gerado por IA e pode conter erros. ⚠️ Reportar | 💡 Sugerir artigo

Como este tema funciona no porte da sua empresa

Pequena (até 50 funcionários)

O levantamento de riscos é feito em uma ou duas conversas com o sócio e os responsáveis pelas áreas principais — comercial, operação e financeiro. Não exige metodologia complexa: uma lista estruturada com as principais ameaças ao negócio já é um avanço significativo. O gestor administrativo pode conduzir o processo sozinho, com uma planilha simples.

Média (51–500 funcionários)

O inventário precisa cobrir múltiplas áreas e níveis hierárquicos. O gestor coordena workshops ou entrevistas estruturadas com líderes de área, consolida as respostas e cria o inventário de riscos corporativos. Formulários digitais e planilhas compartilhadas agilizam a coleta e a consolidação.

Grande (+500 funcionários)

Processo formal com metodologia definida, facilitadores treinados e mapeamento por unidade de negócio ou processo crítico. Frequentemente integrado ao ciclo de planejamento estratégico e à auditoria interna, com revisão obrigatória na virada do ciclo de governança.

Identificação de riscos é a primeira etapa do ciclo de gestão de riscos — o processo pelo qual o gestor levanta, de forma sistemática, todos os eventos que podem impedir a empresa de atingir seus objetivos operacionais e estratégicos. Sem essa etapa, as demais (análise, priorização, tratamento e monitoramento) não têm base: não se avalia nem trata o que não se conhece. A ISO 31000:2018 posiciona a identificação como pré-requisito de todo o ciclo.

Por que a identificação é a etapa mais crítica do ciclo de riscos

A identificação de riscos é a etapa mais crítica porque um risco que não foi levantado nunca será tratado — independentemente da sofisticação das ferramentas usadas nas etapas seguintes. O gestor que pula ou faz o levantamento de forma incompleta constrói um processo de gestão de riscos com pontos cegos.

O erro mais comum não é identificar riscos demais, mas identificar de menos — e de forma enviesada. A tendência natural é listar os riscos que já causaram problema antes ou os que estão no radar da diretoria. Riscos de categorias menos visíveis — como dependência de pessoas-chave, risco de conformidade ou risco de fornecedor — ficam de fora justamente porque nunca causaram crise ainda.

Um inventário robusto combina diferentes fontes: as áreas da empresa, o histórico de eventos, as dependências externas e os processos críticos. Nenhuma fonte isolada é suficiente.

Fontes de risco a considerar: internas e externas

O levantamento de riscos precisa cobrir tanto as fontes internas quanto as externas — cada uma gera categorias distintas de eventos e exige perguntas diferentes durante o mapeamento.

Fontes internas:

  • Processos: fluxos não documentados, ausência de controles, etapas manuais sujeitas a erro, aprovações sem critério claro.
  • Pessoas: dependência de colaboradores específicos, turnover em posições críticas, falta de treinamento, erro humano recorrente.
  • Tecnologia: sistemas sem backup testado, integração frágil entre plataformas, acesso sem segregação, dados sem proteção adequada.
  • Finanças: concentração de receita, prazo médio de recebimento elevado, capital de giro insuficiente, endividamento crescente.

Fontes externas:

  • Mercado: mudança de demanda, entrada de concorrente com preço agressivo, queda no setor de atuação.
  • Regulação: nova legislação que impacta a operação, mudança em alíquota, nova exigência de licença ou certificação.
  • Fornecedores: dependência de fornecedor único, deterioração financeira de parceiro crítico, interrupção de supply chain.
  • Ambiente: desastre natural, interrupção de energia ou infraestrutura, crise econômica que afeta o setor.

Técnicas para identificar riscos na prática

Há técnicas simples e acessíveis para conduzir o levantamento — e a escolha depende do porte da empresa e do tempo disponível. O mais importante é usar mais de uma técnica para evitar pontos cegos.

  1. Brainstorming estruturado por categoria: reunião com os responsáveis de cada área, conduzida com a lista de categorias de risco como guia (financeiro, operacional, legal, pessoas, fornecedores, tecnologia). Para cada categoria, a pergunta é: "o que poderia dar errado aqui que afetaria a operação ou o resultado da empresa?"
  2. Entrevistas com responsáveis de área: conversas individuais de 30 a 45 minutos com os líderes das áreas críticas, usando as perguntas-guia do levantamento. Permitem capturar riscos que as pessoas não mencionariam em grupo — por constrangimento ou por achar que "não é o lugar certo para falar".
  3. Análise de eventos passados: revisão de problemas, incidentes e perdas que já aconteceram na empresa. A pergunta é: "o que já deu errado aqui nos últimos dois ou três anos?" Eventos passados são a fonte mais confiável de riscos reais — já ocorreram uma vez e podem ocorrer de novo.
  4. Revisão de processos críticos: mapear os processos que, se interrompidos, pararam ou comprometem significativamente a operação ou a entrega ao cliente. Para cada processo crítico: quais são as dependências (pessoas, sistemas, fornecedores)? O que acontece se cada dependência falhar?
  5. Análise de dependências externas: listar fornecedores, sistemas, clientes e regulações dos quais a empresa depende para operar. Para cada um: qual o impacto se houver falha ou mudança? Há alternativa disponível?
Pequena (até 50 funcionários)

Uma reunião de 2 horas com o sócio e os 2 ou 3 responsáveis pelas áreas principais, conduzida com as perguntas-guia por categoria, já entrega um inventário inicial útil. A análise de eventos passados é especialmente valiosa — em empresas pequenas, o gestor geralmente lembra dos problemas que aconteceram.

Média (51–500 funcionários)

Combinar entrevistas individuais com os líderes de área (1 semana) e um workshop de consolidação com toda a liderança (meio dia). O gestor ou controller facilita, consolida as respostas e devolve o inventário para validação antes de fechar.

Grande (+500 funcionários)

Processo sistematizado integrado ao planejamento estratégico: formulário digital por área, facilitadores treinados por unidade de negócio, consolidação pela área de risco e revisão com o comitê de riscos. O levantamento alimenta o inventário corporativo e é integrado ao reporting para o conselho.

Perguntas-guia para conduzir o levantamento por categoria

Perguntas bem formuladas são o principal instrumento do levantamento — elas direcionam a conversa para riscos concretos e evitam respostas genéricas. As perguntas a seguir podem ser usadas diretamente nas entrevistas e no brainstorming.

Categoria Perguntas-guia para o levantamento
Financeiro "Quais clientes, se deixarem de pagar, comprometem o caixa do mês?" / "A empresa consegue operar por 60 dias se o principal cliente atrasar?"
Operacional "Quais processos só uma pessoa sabe executar?" / "O que acontece se o sistema principal ficar fora do ar por 2 dias?"
Legal/Regulatório "Quais licenças ou alvarás precisamos manter e quem monitora os prazos?" / "Já recebemos notificação ou multa por obrigação que não conhecíamos?"
Pessoas-chave "Se essa pessoa saísse amanhã, quanto tempo levaríamos para repor a função?" / "Ela carrega relacionamentos comerciais que a empresa não controla?"
Fornecedores "Temos alternativa se o principal fornecedor parar de entregar?" / "Algum fornecedor deu sinais de dificuldade financeira recentemente?"
Estratégico "O que poderia tornar nosso modelo de negócio menos competitivo nos próximos 2 anos?" / "Qual mudança de mercado nos pegaria mais desprevenidos?"

Como estruturar o inventário de riscos

O inventário de riscos é o documento que consolida o resultado do levantamento — e a forma como é estruturado determina se ele vai ser útil ou ficar em uma gaveta. Os campos mínimos garantem que o inventário contenha informação suficiente para a próxima etapa: análise e priorização.

  1. Código do risco: identificador único para referência e rastreabilidade (ex.: R-FIN-01, R-OP-03).
  2. Descrição do risco: o evento em si, descrito de forma concreta — não "risco financeiro", mas "inadimplência acima de 10% da carteira de clientes ativos".
  3. Categoria: financeiro, operacional, legal, estratégico, pessoas, fornecedores, cibernético, reputacional.
  4. Área afetada: qual área ou processo sofre o impacto direto se o risco se materializar.
  5. Causa provável: o que desencadeia o evento — concentração de receita, falta de backup, processo não documentado.
  6. Consequência potencial: o que acontece se o evento ocorrer — perda financeira, interrupção operacional, autuação, dano reputacional.
  7. Responsável pelo monitoramento: quem na empresa acompanha esse risco e aciona o plano de resposta se necessário.

Erros comuns na identificação de riscos

O levantamento de riscos perde valor quando é feito de forma incompleta ou enviesada. Conhecer os erros mais comuns ajuda o gestor a evitá-los no processo.

  • Foco exclusivo em riscos financeiros: riscos operacionais, de pessoas e de fornecedores têm impacto financeiro indireto mas frequentemente são mais urgentes — e ficam de fora do radar.
  • Não ouvir a operação: levantar riscos apenas com a diretoria deixa de fora os eventos que os colaboradores da linha de frente já percebem no dia a dia.
  • Registrar sintomas em vez de causas: "atraso na entrega" é sintoma; "dependência de fornecedor único sem alternativa homologada" é a causa — e é sobre a causa que o controle precisa agir.
  • Omitir riscos de pessoas-chave: são vistos como "assunto de RH" e ficam fora do inventário do gestor administrativo — mas têm impacto direto na continuidade operacional.
  • Não atualizar o inventário: o levantamento feito uma vez e nunca revisado perde relevância rapidamente — novos riscos surgem com mudanças de processo, de equipe ou de mercado.

Sinais de que sua empresa precisa estruturar o levantamento de riscos

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, o inventário de riscos da empresa provavelmente está incompleto ou desatualizado.

  • A empresa não tem uma lista formal dos riscos que enfrenta — o conhecimento está disperso entre as áreas ou na memória das pessoas.
  • Problemas recorrentes acontecem sem que as causas tenham sido registradas ou analisadas para evitar a repetição.
  • Cada área conhece os seus riscos, mas nunca houve uma consolidação em visão corporativa.
  • O levantamento de riscos foi feito uma vez, mas nunca foi revisado nem atualizado após mudanças relevantes.
  • Novos projetos ou produtos são lançados sem análise prévia dos riscos envolvidos.
  • A empresa já sofreu perdas por eventos que eram previsíveis, mas não estavam mapeados.

Caminhos para mapear os riscos do negócio

O levantamento de riscos pode ser conduzido internamente ou com apoio especializado. A escolha depende da complexidade da operação, do volume de áreas e processos e da necessidade de metodologia formal.

Implementação interna

O gestor administrativo conduz o levantamento usando as perguntas-guia por categoria, entrevistas com os responsáveis de área e análise de eventos passados.

  • Perfil necessário: gestor administrativo com capacidade de facilitar conversas e consolidar informações de áreas diferentes.
  • Tempo estimado: 1 a 2 semanas para o levantamento inicial em empresas de pequeno porte; 3 a 4 semanas para médias.
  • Faz sentido quando: a empresa precisa começar do zero com baixo investimento e os riscos são gerenciáveis sem metodologia externa sofisticada.
  • Risco principal: inventário incompleto por viés do facilitador ou resistência das áreas em revelar vulnerabilidades.
Com apoio especializado

Consultoria conduz o levantamento com metodologia estruturada, facilitadores neutros e entrega inventário revisado e priorizado.

  • Tipo de fornecedor: Consultoria de Gestão de Riscos, Auditoria.
  • Vantagem: metodologia testada, menor viés, cobertura mais abrangente e resultado que atende exigências de auditoria ou certificação.
  • Faz sentido quando: o volume de processos e áreas é alto, há exposição regulatória específica ou o levantamento precisa atender exigências externas formais.
  • Resultado típico: inventário de riscos completo e priorizado em 3 a 6 semanas, com metodologia documentada para revisões futuras.

Precisa de apoio para mapear os riscos do negócio de forma estruturada?

Se identificar e organizar os riscos da empresa virou prioridade, o oHub conecta sua empresa, de forma gratuita, a fornecedores de consultoria de gestão de riscos e auditoria. Em menos de 3 minutos você descreve a necessidade e recebe propostas, sem compromisso.

Encontrar fornecedores de Gestão no oHub

Sem custo, sem compromisso. Você recebe propostas e decide se e com quem avançar.

Perguntas frequentes

Como fazer um levantamento de riscos empresariais?

O levantamento combina cinco técnicas: brainstorming estruturado por categoria de risco, entrevistas com os responsáveis de área, análise de eventos que já aconteceram na empresa, revisão dos processos críticos e análise das dependências externas (fornecedores, sistemas, regulação). O resultado é consolidado em um inventário com descrição, categoria, causa, consequência e responsável por cada risco.

Quais são as técnicas para identificar riscos em uma empresa?

As principais técnicas são: brainstorming estruturado por categoria, entrevistas individuais com líderes de área, análise de histórico de incidentes, revisão de processos críticos e análise de dependências externas. Usar mais de uma técnica reduz os pontos cegos — riscos que uma técnica não captura, outra frequentemente captura.

O que é brainstorming de riscos?

Brainstorming de riscos é uma reunião estruturada com os responsáveis das áreas da empresa, conduzida com a lista de categorias de risco como guia. Para cada categoria, o facilitador faz perguntas específicas — "o que poderia dar errado aqui que afetaria a operação?" — e registra todos os eventos levantados, sem julgamento inicial. A filtragem e priorização acontecem na etapa seguinte.

Como envolver as áreas no mapeamento de riscos?

Envolver as áreas começa por explicar o propósito do levantamento — não é auditoria, é proteção da operação. Entrevistas individuais são mais eficazes do que formulários genéricos para capturar riscos que as pessoas não revelariam em grupo. O facilitador deve garantir que o resultado não será usado para responsabilizar individualmente quem levantou um risco.

O que é inventário de riscos?

Inventário de riscos é o documento que consolida todos os riscos identificados no levantamento, com campos mínimos: código, descrição do evento, categoria, área afetada, causa provável, consequência potencial e responsável pelo monitoramento. É a base para as etapas seguintes do ciclo de gestão de riscos — análise, priorização e tratamento.

Fontes e referências

  1. ABNT — Associação Brasileira de Normas Técnicas. ISO 31000:2018 — Gestão de Riscos: Princípios e Diretrizes. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
  2. IBGC — Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Gerenciamento de Riscos Corporativos. São Paulo: IBGC.