Neste artigo: Como este tema funciona no porte da sua empresa Qual é a ordem real das etapas para abrir uma empresa O passo a passo na sequência em que ocorre O que depende do quê — as dependências que definem o cronograma Definir a atividade e o tipo jurídico Quais são os principais tipos jurídicos Por que verificar se a atividade exige licença antes de seguir Sócios, capital social e endereço da sede Como definir o capital social e a participação dos sócios Por que verificar a viabilidade do endereço antes de fechar a sede CNAE e regime tributário: as escolhas que mais impactam Como o CNAE escolhido afeta licenças e tributação Como comparar Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real Registro na Junta, CNPJ e inscrições Como funciona o registro do ato constitutivo na Junta Comercial Como o CNPJ é emitido e por que ele vem depois do registro Quando a empresa precisa de inscrição municipal e estadual Alvará, licenças e a operação inicial Como obter o alvará de funcionamento e as licenças da atividade O que o gestor organiza para a empresa começar a operar Qual é o papel do contador em cada fase Prazo e custo da abertura: por que variam O que faz o prazo aumentar O que compõe o custo Sinais de que a abertura precisa ser organizada com método Caminhos para conduzir a abertura da empresa Precisa de apoio para conduzir o processo de abertura da sua empresa do início ao fim? Perguntas frequentes Quanto tempo demora para abrir uma empresa? Quanto custa abrir uma empresa? Quais documentos são necessários para abrir uma empresa? É possível abrir uma empresa sozinho ou precisa de contador? Qual a ordem das etapas para abrir uma empresa? Fontes e referências
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Abertura de empresa passo a passo

Abrir uma empresa é o processo de registrar formalmente uma pessoa jurídica para que ela possa operar, contratar, faturar e emitir notas fiscais.
Atualizado em: 07 de julho de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona no porte da sua empresa Qual é a ordem real das etapas para abrir uma empresa O passo a passo na sequência em que ocorre O que depende do quê — as dependências que definem o cronograma Definir a atividade e o tipo jurídico Quais são os principais tipos jurídicos Por que verificar se a atividade exige licença antes de seguir Sócios, capital social e endereço da sede Como definir o capital social e a participação dos sócios Por que verificar a viabilidade do endereço antes de fechar a sede CNAE e regime tributário: as escolhas que mais impactam Como o CNAE escolhido afeta licenças e tributação Como comparar Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real Registro na Junta, CNPJ e inscrições Como funciona o registro do ato constitutivo na Junta Comercial Como o CNPJ é emitido e por que ele vem depois do registro Quando a empresa precisa de inscrição municipal e estadual Alvará, licenças e a operação inicial Como obter o alvará de funcionamento e as licenças da atividade O que o gestor organiza para a empresa começar a operar Qual é o papel do contador em cada fase Prazo e custo da abertura: por que variam O que faz o prazo aumentar O que compõe o custo Sinais de que a abertura precisa ser organizada com método Caminhos para conduzir a abertura da empresa Precisa de apoio para conduzir o processo de abertura da sua empresa do início ao fim? Perguntas frequentes Quanto tempo demora para abrir uma empresa? Quanto custa abrir uma empresa? Quais documentos são necessários para abrir uma empresa? É possível abrir uma empresa sozinho ou precisa de contador? Qual a ordem das etapas para abrir uma empresa? Fontes e referências
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Como este tema funciona no porte da sua empresa

Pequena (até 50 funcionários)

É o cenário mais comum de quem busca este passo a passo: o sócio abrindo a primeira empresa, muitas vezes sem experiência com o processo. O risco é seguir uma ordem errada — tentar abrir a conta PJ antes de ter o CNPJ, por exemplo — ou escolher CNAE e regime tributário sem orientação. O contador conduz a parte técnica; o gestor ou responsável administrativo acompanha e organiza os documentos.

Média (51–500 funcionários)

Aqui o passo a passo costuma valer para a abertura de uma nova entidade, de uma filial ou para uma reestruturação societária. O gestor administrativo trata a abertura como um projeto, com responsáveis e prazos por etapa, enquanto o contador conduz o registro, o CNAE e o regime tributário.

Grande (+500 funcionários)

A abertura de novas empresas no grupo segue processo de governança, com envolvimento das áreas jurídica, fiscal e societária. O gestor administrativo é o dono do cronograma operacional e das interações com a Junta Comercial, a Receita Federal e a prefeitura.

Abrir uma empresa é o processo de registrar formalmente uma pessoa jurídica para que ela possa operar, contratar, faturar e emitir notas fiscais. Na prática, segue uma sequência com dependências: define-se a atividade e o tipo jurídico, escolhem-se os CNAEs e o regime tributário, registra-se o ato constitutivo na Junta Comercial, obtém-se o CNPJ na Receita Federal, fazem-se as inscrições municipal e estadual e, por fim, o alvará e a operação. No Brasil, grande parte desse fluxo está integrada no portal da Redesim (gov.br), que reúne viabilidade, registro e inscrições.

Qual é a ordem real das etapas para abrir uma empresa

A ordem importa porque cada etapa depende da anterior: o CNPJ só sai depois do registro do ato constitutivo, a conta bancária PJ exige CNPJ ativo e a nota fiscal de serviço exige inscrição municipal. Pular ou inverter etapas é o erro mais comum de quem abre a primeira empresa. A sequência abaixo é a que acontece na prática, em grande parte conduzida pelo contador e integrada no portal da Redesim (gov.br)[1].

O passo a passo na sequência em que ocorre

As etapas seguem esta ordem porque uma alimenta a outra — da definição da atividade até a empresa pronta para operar:

  1. Definir a atividade e o tipo jurídico — escolher o que a empresa vai fazer, verificar se a atividade exige licença específica e definir o tipo jurídico (MEI, EI, SLU, LTDA, SA). O tipo jurídico determina a responsabilidade dos sócios e as obrigações da empresa.
  2. Definir sócios, capital social e endereço — quem são os sócios e suas participações, o valor do capital social e como será integralizado, e o endereço da sede — verificando a viabilidade do endereço junto à prefeitura.
  3. Escolher os CNAEs e redigir o objeto social — selecionar os códigos CNAE que descrevem as atividades (principal e secundárias) e redigir o objeto social do contrato.
  4. Definir o regime tributário — comparar Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real com o contador para escolher o mais adequado ao faturamento e à atividade.
  5. Registrar o ato constitutivo — protocolar o contrato social (ou o requerimento de empresário) na Junta Comercial do estado, em grande parte dos casos pelo fluxo integrado da Redesim.
  6. Obter o CNPJ — com o registro concluído, a Receita Federal emite o CNPJ. Em fluxos integrados, CNPJ e inscrições saem de forma conjunta[2].
  7. Inscrições municipal e estadual — a inscrição municipal habilita a emissão de NFS-e; a inscrição estadual é necessária quando há comércio ou indústria, para ICMS e NF-e.
  8. Alvará de funcionamento e licenças — solicitar o alvará na prefeitura e as licenças específicas da atividade (vigilância sanitária, bombeiros, Anvisa, conselhos profissionais) quando aplicável.
  9. Operação inicial — abrir a conta bancária PJ, configurar a emissão de notas fiscais, contratar o contador (se ainda não feito) e regularizar a folha caso haja empregados.

O que depende do quê — as dependências que definem o cronograma

As dependências entre etapas são o que organiza o cronograma de abertura. O CNPJ só é emitido após o registro do ato constitutivo na Junta; a conta bancária PJ só pode ser aberta com CNPJ ativo; a emissão de NFS-e só funciona após a inscrição municipal; e o alvará costuma exigir que o endereço já tenha passado pela consulta de viabilidade. Entender essas dependências evita que o gestor tente adiantar uma etapa que ainda não tem pré-requisito pronto.

Definir a atividade e o tipo jurídico

A primeira decisão é o que a empresa vai fazer e sob qual forma jurídica — porque o tipo jurídico define a responsabilidade dos sócios e o conjunto de obrigações que a empresa passa a ter. Essa escolha vem antes de qualquer protocolo: muda o documento de registro, o capital exigido e o tratamento societário.

Quais são os principais tipos jurídicos

Os formatos mais comuns para quem está abrindo são o Empresário Individual (EI), a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), a Sociedade Limitada (LTDA), com dois ou mais sócios, e a Sociedade Anônima (SA), usada em estruturas maiores. O MEI (Microempreendedor Individual) é um regime simplificado para atividades e faturamento dentro de limites próprios, e sua formalização é feita pelo Portal do Empreendedor, não pela Junta Comercial. A diferença prática entre os formatos está em quantos sócios participam, como a responsabilidade é distribuída e qual o documento de constituição.

Por que verificar se a atividade exige licença antes de seguir

Algumas atividades — alimentos, saúde, educação, atividades reguladas por conselhos profissionais — exigem licença específica para funcionar, e isso precisa ser verificado já na definição da atividade. Descobrir tarde que a atividade depende de alvará sanitário, registro na Anvisa ou autorização de conselho é uma das causas mais frequentes de operação iniciada de forma irregular. O gestor levanta as exigências da atividade; o contador confirma o que se aplica ao caso e ao município.

Sócios, capital social e endereço da sede

Definidos a atividade e o tipo jurídico, o passo seguinte é estabelecer quem são os sócios e suas participações, o valor do capital social e o endereço da sede. Esses três elementos entram no contrato social e condicionam o registro — em especial o endereço, que precisa ser viável para a atividade pretendida.

Como definir o capital social e a participação dos sócios

O capital social é o valor que os sócios declaram aportar na empresa, e a participação de cada um define a divisão de quotas e de responsabilidade. Não existe um valor "certo" universal — o capital deve ser compatível com a operação inicial e com o que será efetivamente integralizado. Em sociedades com mais de um sócio, a forma como as quotas e a administração são distribuídas é parte sensível do contrato e merece a orientação do contador e, em casos mais complexos, de um advogado.

Por que verificar a viabilidade do endereço antes de fechar a sede

A viabilidade do endereço precisa ser checada junto à prefeitura antes de assinar contrato de locação ou definir a sede, porque o zoneamento pode não permitir a atividade naquele local. A consulta prévia de viabilidade da Redesim verifica, com o município, se a atividade pode ser exercida no endereço escolhido e, com o órgão de registro, se o nome pretendido está disponível[3]. Fechar o endereço primeiro e descobrir depois que o zoneamento não comporta a atividade é um gargalo clássico que trava o processo.

CNAE e regime tributário: as escolhas que mais impactam

O CNAE e o regime tributário são as duas escolhas técnicas com maior impacto de longo prazo na abertura, porque definem quais atividades a empresa pode exercer, quais licenças precisa e quanto pagará de tributo. São decisões conduzidas pelo contador, mas o gestor precisa entender o que está em jogo para acompanhar.

Como o CNAE escolhido afeta licenças e tributação

O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) é o código que descreve o que a empresa faz, e um CNAE incompatível com a atividade real gera problemas em cadeia: licenças exigidas que não foram providenciadas, enquadramento tributário errado e dificuldade para emitir nota. A empresa pode ter um CNAE principal e CNAEs secundários, e cada código pode disparar obrigações próprias. Selecionar os CNAEs corretos com o contador, na abertura, evita ter de alterar atividades depois — um retrabalho que abre processo próprio na Junta.

Como comparar Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real

O regime tributário é definido comparando Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real à luz do faturamento previsto, da margem e da atividade — e essa decisão impacta diretamente a carga tributária da empresa. Cada regime tem regras próprias de apuração e de obrigações acessórias, e o que é vantajoso para uma atividade pode não ser para outra. As faixas, alíquotas e anexos do Simples mudam por norma e por ano, então o número específico deve ser confirmado com o contador e na fonte oficial; o que é perene é o método: simular os cenários antes de definir o enquadramento na abertura.

Como a escolha do CNAE e a alteração de atividades são temas próprios, o gestor que precisa ajustar os códigos depois da abertura encontra o detalhamento no conteúdo sobre alteração de atividades (CNAE).

Registro na Junta, CNPJ e inscrições

Esta é a fase em que a empresa passa a existir formalmente: o ato constitutivo é registrado, o CNPJ é emitido e as inscrições tributárias são geradas. Em estados com fluxo bem integrado à Redesim, boa parte dessas etapas ocorre de forma encadeada a partir de um único processo.

Como funciona o registro do ato constitutivo na Junta Comercial

O registro do ato constitutivo é o protocolo do contrato social — ou do requerimento de empresário, no caso do EI — na Junta Comercial do estado da sede. É esse registro que dá existência legal à empresa e gera o número de identificação na Junta. Com a viabilidade aprovada e o documento básico preenchido, o contrato é assinado (em geral de forma digital, via gov.br) e submetido à Junta; aprovado o registro, o processo avança para a emissão do CNPJ[1].

Como o CNPJ é emitido e por que ele vem depois do registro

O CNPJ é emitido pela Receita Federal a partir das informações prestadas no processo de abertura, e por isso só sai depois que o registro do ato constitutivo está concluído[2]. No fluxo integrado da Redesim, o CNPJ e as inscrições tributárias são gerados de forma conjunta a partir do mesmo coletor de dados, o que reduz a quantidade de protocolos separados. O CNPJ é o documento que abre a porta para o resto: conta bancária, emissão de notas e contratos passam a depender dele.

Quando a empresa precisa de inscrição municipal e estadual

A inscrição municipal é necessária para emitir nota fiscal de serviço (NFS-e) e é obtida na prefeitura; a inscrição estadual é exigida quando a atividade envolve comércio ou indústria, por causa do ICMS e da emissão de NF-e de produto. Uma empresa exclusivamente de serviços pode não precisar de inscrição estadual; uma de comércio quase sempre precisa. O contador identifica quais inscrições se aplicam à atividade e ao estado, e em muitos casos elas saem junto com o CNPJ no fluxo integrado.

Pequena (até 50 funcionários)

O contador conduz o registro, o CNPJ e as inscrições; o gestor (ou o próprio sócio) organiza os documentos dos sócios, o comprovante de endereço e acompanha o andamento na Junta. O tipo jurídico costuma ser simples — EI, SLU ou LTDA com poucos sócios.

Média (51–500 funcionários)

A abertura é tratada como projeto, com responsável e prazo por etapa. Estruturas societárias e tributárias tendem a ser mais elaboradas, e o gestor administrativo controla o cronograma das interações com Junta, Receita e prefeitura.

Grande (+500 funcionários)

O registro segue processo de governança, com jurídico, fiscal e societário envolvidos na definição do contrato e do enquadramento. O gestor administrativo é o dono do cronograma operacional e da documentação que circula entre as áreas e os órgãos.

Alvará, licenças e a operação inicial

Com o CNPJ e as inscrições em mãos, faltam o alvará de funcionamento, as licenças específicas da atividade e a estruturação da operação. É a fase em que a empresa sai do papel e começa a funcionar de forma regular — e onde se concentra outro gargalo comum: operar de fato antes de ter o alvará.

Como obter o alvará de funcionamento e as licenças da atividade

O alvará de funcionamento é solicitado na prefeitura e confirma que o endereço é adequado para a atividade pretendida, considerando zoneamento e requisitos do local. Algumas atividades exigem licenças adicionais — alvará da vigilância sanitária para alimentos e saúde, auto de vistoria do corpo de bombeiros, registros na Anvisa, autorizações de conselhos profissionais. O gestor levanta o que a atividade exige e providencia os laudos; o contador e, quando necessário, um advogado orientam sobre o conjunto aplicável. Operar antes de obter o alvará é infração sujeita a autuação.

O que o gestor organiza para a empresa começar a operar

A operação inicial depende de quatro frentes práticas: abrir a conta bancária PJ (que exige CNPJ ativo), configurar o sistema de emissão de notas fiscais, formalizar o contador responsável pela escrituração e, se houver empregados, regularizar a folha e os cadastros trabalhistas. É aqui que o passo a passo se conecta com a rotina administrativa do dia a dia: a empresa só está pronta para faturar quando consegue emitir nota válida e receber em conta própria.

Qual é o papel do contador em cada fase

O contador conduz a parte técnica do processo — definição de CNAE e regime, redação do contrato social, registro na Junta, obtenção do CNPJ e das inscrições — enquanto o gestor organiza os documentos, verifica o endereço e acompanha cada etapa. Em sociedades com mais de um sócio ou estruturas mais complexas, entra também o advogado, sobretudo na redação do contrato e na definição societária. É possível adiantar muita coisa internamente — levantar documentos, checar viabilidade de endereço, mapear licenças —, mas a condução do registro e das escolhas tributárias é tecnicamente do contador.

Prazo e custo da abertura: por que variam

Prazo e custo de abertura variam por estado, município, tipo jurídico e atividade — não existe um valor ou um prazo único válido para todo o país. Em estados com a Redesim bem integrada e para atividades de baixo risco, o registro pode sair em poucos dias; em fluxos menos integrados ou atividades que exigem licenças, leva mais tempo. Por isso, prazos e custos devem ser tratados como referência e confirmados com o contador e a Junta Comercial do estado, e não prometidos como número fixo.

O que faz o prazo aumentar

O prazo aumenta quando a atividade exige licenças específicas (sanitária, bombeiros, conselhos), quando o endereço tem questão de zoneamento, quando o estado não tem fluxo totalmente integrado à Redesim e quando há pendências na documentação dos sócios. Atividades de baixo risco, em estados integrados, tendem a ter o caminho mais rápido. A consulta de viabilidade antecipada e a documentação organizada são o que mais reduz o tempo total.

O que compõe o custo

O custo de abertura reúne taxas de registro na Junta Comercial, eventuais taxas municipais e estaduais, os honorários do contador pela condução do processo e, quando a atividade exige, os custos das licenças e laudos específicos. Como cada item varia por localidade e atividade, o gestor deve pedir ao contador uma estimativa para o caso concreto, em vez de partir de um valor genérico encontrado na internet.

Sinais de que a abertura precisa ser organizada com método

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, vale estruturar o processo de abertura por etapas, com responsáveis e ordem clara, antes de seguir adiante.

  • Há intenção de abrir a empresa, mas não está claro por onde começar nem qual a ordem das etapas.
  • A atividade foi definida, mas o CNAE e o regime tributário ainda não foram avaliados com o contador.
  • O endereço da sede foi escolhido sem verificar a viabilidade (zoneamento) na prefeitura.
  • A empresa já começou a operar de fato sem ter concluído o registro e obtido o CNPJ.
  • O alvará de funcionamento ainda não foi solicitado, embora a operação já tenha iniciado.
  • Tentou-se abrir a conta bancária PJ ou emitir nota antes de o CNPJ estar ativo.
  • Não há contador definido para conduzir o registro e as escolhas tributárias.

Caminhos para conduzir a abertura da empresa

A abertura pode ser organizada internamente pelo gestor, com a condução técnica do contador, ou apoiada por consultoria especializada quando há sócios, licenças ou estrutura societária mais complexa. Os dois caminhos se combinam — a questão é quanto da condução fica interno.

Implementação interna

O gestor organiza documentos, define atividade e endereço e acompanha cada etapa; a condução técnica do registro fica com o contador.

  • Perfil necessário: um responsável administrativo que organiza a documentação dos sócios, checa a viabilidade do endereço e acompanha o andamento na Junta e nos órgãos.
  • Tempo estimado: varia por estado e atividade — em fluxos integrados e atividades de baixo risco, o registro tende a ser mais rápido; confirme o prazo com a Junta e o contador.
  • Faz sentido quando: é uma abertura simples (EI, SLU ou LTDA com poucos sócios), em um único estado, e já há contador contratado.
  • Risco principal: seguir a ordem errada — tentar abrir conta PJ antes do CNPJ ou iniciar a operação sem alvará — e escolher CNAE ou regime sem orientação.
Com apoio especializado

A escolha de regime, a definição de CNAE, a redação do contrato e as estruturas com mais de um sócio são conduzidas por contador e, quando necessário, advogado.

  • Tipo de fornecedor: Contabilidade, Consultoria de Abertura de Empresa, Consultoria Jurídica/Societária.
  • Vantagem: o contador conhece o fluxo do estado, conduz o registro e o CNPJ e evita erros de CNAE e de enquadramento tributário que custam caro depois.
  • Faz sentido quando: há mais de um sócio, a atividade exige licenças específicas, há estrutura societária elaborada ou abertura de filial e nova unidade.
  • Resultado típico: empresa registrada, com CNPJ e inscrições ativos, regime definido e operação habilitada para faturar.

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Perguntas frequentes

Quanto tempo demora para abrir uma empresa?

O prazo varia por estado, município, tipo jurídico e atividade. Em estados com a Redesim bem integrada e para atividades de baixo risco, o registro pode sair em poucos dias; quando há licenças específicas, questões de zoneamento ou estados menos integrados, leva mais tempo. Por isso, o prazo deve ser confirmado com o contador e a Junta Comercial do estado, e não tratado como número fixo.

Quanto custa abrir uma empresa?

O custo reúne as taxas de registro na Junta Comercial, eventuais taxas municipais e estaduais, os honorários do contador pela condução do processo e os custos de licenças e laudos quando a atividade exige. Como cada item varia por localidade e atividade, o ideal é pedir ao contador uma estimativa para o caso concreto, em vez de partir de um valor genérico.

Quais documentos são necessários para abrir uma empresa?

Os documentos básicos são os dos sócios (RG/CPF ou CNH e comprovante de residência), o comprovante de endereço da sede e o contrato social (ou requerimento de empresário, no caso do EI). A depender da atividade, somam-se licenças específicas e laudos. O contador define o conjunto exato que se aplica à atividade e ao estado.

É possível abrir uma empresa sozinho ou precisa de contador?

O gestor consegue adiantar várias frentes sozinho — organizar documentos, definir atividade e endereço, checar a viabilidade e acompanhar as etapas. Mas a condução técnica do registro, a definição de CNAE e regime tributário e a redação do contrato são tecnicamente do contador, e em sociedades com mais de um sócio ou estruturas complexas entra também o advogado.

Qual a ordem das etapas para abrir uma empresa?

A ordem prática é: definir atividade e tipo jurídico; definir sócios, capital e endereço; escolher CNAEs e regime tributário; registrar o ato constitutivo na Junta Comercial; obter o CNPJ na Receita Federal; fazer as inscrições municipal e estadual; solicitar alvará e licenças; e estruturar a operação inicial. A ordem importa porque o CNPJ depende do registro, a conta PJ depende do CNPJ e a NFS-e depende da inscrição municipal.

Fontes e referências

  1. Governo Federal. Redesim — Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios. gov.br (Empresas & Negócios).
  2. Receita Federal do Brasil. Pessoa Jurídica (CNPJ) — Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. gov.br (Receita Federal).
  3. Governo Federal. Consulta Prévia de Viabilidade. gov.br (Redesim — Abrir CNPJ).