oHub Base Gestão Financeiro Contas a Pagar e a Receber

Conciliação de contas a pagar e a receber

Estruture a conciliação para garantir que pagamentos e recebimentos batem com o registrado.
Atualizado em: 01 de junho de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona no porte da sua empresa Qual a diferença entre conciliação bancária e conciliação de contas a pagar/receber Passo a passo da conciliação de contas a pagar e receber Divergências mais comuns e o que fazer em cada uma Sinais de que a conciliação financeira da sua empresa precisa de atenção Caminhos para estruturar a conciliação financeira Precisa de apoio para estruturar a conciliação financeira da sua empresa? Perguntas frequentes O que é conciliação de contas a pagar e receber? Como conciliar pagamentos e recebimentos no sistema? Com que frequência fazer a conciliação financeira? O que fazer quando o sistema não bate com o extrato? Qual a diferença entre conciliação bancária e conciliação de contas a pagar/receber? Fontes e referências
Compartilhar:
Este conteúdo foi gerado por IA e pode conter erros. ⚠️ Reportar | 💡 Sugerir artigo

Como este tema funciona no porte da sua empresa

Pequena (até 50 funcionários)

A conciliação costuma não existir formalmente — o gestor confia no sistema ou na planilha, e as divergências acumulam até aparecer no fechamento com a contabilidade. Prioridade: fazer uma conciliação semanal simples confrontando os lançamentos com os comprovantes.

Média (51–500 funcionários)

A conciliação é feita, mas pode ser irregular ou incompleta. O desafio é garantir que todos os títulos do período estão baixados e que não há título em aberto indevido. Prioridade: definir responsável, frequência e checklist da conciliação.

Grande (+500 funcionários)

Conciliação automatizada via importação de arquivo de retorno bancário e cruzamento com ERP. O analista atua nas exceções — títulos que não baixaram automaticamente, divergências de valor, pagamentos em duplicidade.

Conciliar contas a pagar e a receber significa garantir que cada título registrado no sistema tem correspondência com um pagamento ou recebimento real — no valor correto, na data correta, com comprovante vinculado. É uma rotina distinta da conciliação bancária: enquanto a conciliação bancária confronta o extrato da conta com os registros do sistema, a conciliação de contas a pagar e receber confronta os títulos lançados com os comprovantes de execução, detectando divergências antes que elas cheguem ao fechamento mensal.

Qual a diferença entre conciliação bancária e conciliação de contas a pagar/receber

As duas rotinas são complementares, mas não são a mesma coisa — e confundi-las é uma das causas mais comuns de falhas no controle financeiro.

A conciliação bancária compara o extrato da conta corrente com os lançamentos do sistema financeiro. O objetivo é verificar se tudo que aparece no extrato está registrado no sistema e vice-versa. Ela responde: "o que saiu e entrou no banco está lançado corretamente?"

A conciliação de contas a pagar e receber compara os títulos registrados no sistema (notas fiscais, duplicatas, contratos) com os comprovantes de pagamento e recebimento. O objetivo é verificar se cada título foi efetivamente pago ou recebido, se o valor está correto e se o registro de baixa reflete o que realmente aconteceu. Ela responde: "cada título que deveria ter sido pago ou recebido foi executado corretamente?"

Um sistema pode estar conciliado com o banco e ainda ter títulos em aberto indevidos, baixas incorretas ou divergências de valor que só aparecem na conciliação de contas a pagar e receber.

Passo a passo da conciliação de contas a pagar e receber

O processo é o mesmo para os dois lados — o que muda é a fonte de dados de conferência (comprovantes de pagamento no contas a pagar; comprovantes de recebimento no contas a receber).

  1. Listar todos os títulos com vencimento no período: extrair do sistema a relação de títulos a pagar e a receber vencidos no período de conciliação (semana ou mês, conforme a frequência adotada).
  2. Verificar se cada título foi executado: para o contas a pagar, checar o comprovante de pagamento; para o contas a receber, checar o arquivo de retorno bancário ou o comprovante de recebimento.
  3. Registrar a baixa no sistema: para os títulos confirmados como pagos ou recebidos, garantir que a baixa está lançada com a data e o valor corretos.
  4. Identificar títulos não baixados: verificar se os títulos sem baixa estão realmente em aberto (não pagos ou não recebidos) ou se foram executados sem registro no sistema.
  5. Identificar e corrigir divergências de valor: checar títulos com valor diferente entre o lançado no sistema e o comprovante de pagamento ou recebimento — desconto concedido, juros aplicados, pagamento parcial.
Pequena (até 50 funcionários)

A conciliação é feita manualmente, confrontando o extrato bancário e os comprovantes com a planilha ou o sistema. Frequência semanal é o mínimo para evitar acúmulo de divergências. O responsável é o mesmo que cuida do financeiro — o esforço é de 30 a 60 minutos por semana se a rotina for mantida.

Média (51–500 funcionários)

A conciliação do contas a receber é parcialmente automatizada via importação do arquivo de retorno bancário (CNAB), que baixa automaticamente os títulos pagos. O analista foca nas exceções — títulos que não baixaram automaticamente e divergências de valor. A conciliação do contas a pagar ainda costuma exigir conferência manual de comprovantes.

Grande (+500 funcionários)

Tanto o contas a pagar quanto o contas a receber têm conciliação automatizada. O arquivo de retorno bancário baixa os recebimentos; o arquivo de confirmação de pagamento baixa os títulos pagos. O analista monitora as exceções e as divergências que o sistema sinaliza, com fluxo definido para cada tipo de ajuste.

Divergências mais comuns e o que fazer em cada uma

As divergências não são todas iguais — cada tipo tem uma causa e uma forma de correção específica.

Tipo de divergência O que causou O que fazer
Boleto pago com valor diferente (juros ou desconto) Pagamento fora do prazo (com juros) ou antes do prazo (com desconto) sem atualização no sistema Ajustar o valor do título no sistema para refletir o valor efetivamente pago; registrar a diferença em conta de juros ou desconto
Pagamento registrado mas sem baixa no sistema Execução de pagamento manual (fora do fluxo normal) sem lançamento correspondente Localizar o comprovante, lançar a baixa com a data real do pagamento e vincular o comprovante
Nota fiscal não lançada mas paga Pagamento feito antes do lançamento da nota no sistema Lançar a nota com data de emissão correta e registrar a baixa na data do pagamento
Recebimento no banco sem baixa no sistema Arquivo de retorno não importado, falha na conciliação automática ou pagamento por canal não integrado Identificar o cliente e o título correspondente, baixar manualmente com a data de recebimento confirmada no extrato
Baixa no sistema sem recebimento confirmado Baixa antecipada feita antes do recebimento real (erro operacional) Estornar a baixa, verificar se o recebimento efetivamente ocorreu e reabrir o título se necessário
Recebimento de valor diferente do título Desconto concedido sem registro; pagamento parcial; arredondamento Registrar o desconto na conta correspondente; tratar o saldo restante como título em aberto parcial ou encerrar conforme a política interna

Sinais de que a conciliação financeira da sua empresa precisa de atenção

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, as divergências provavelmente estão se acumulando sem tratamento sistemático.

  • O sistema mostra títulos em aberto que já foram pagos há semanas.
  • A conciliação só acontece no fechamento mensal com a contabilidade — não durante o mês.
  • Há divergências entre o saldo do sistema e o saldo bancário que ninguém consegue explicar.
  • Pagamentos registrados no sistema não têm comprovante vinculado — ninguém sabe se saíram mesmo.
  • Recebimentos caem na conta mas ficam sem baixa no sistema, distorcendo o relatório de contas a receber.
  • O fechamento mensal com a contabilidade sempre exige ajustes retroativos por divergências não identificadas durante o mês.

Caminhos para estruturar a conciliação financeira

Há dois caminhos para implantar a rotina de conciliação, e a escolha depende do volume de títulos e da disponibilidade de ferramenta para automatizar.

Implementação interna

Estruturar a rotina de conciliação periódica com o analista financeiro atual, definindo frequência, checklist e procedimento de tratamento de divergências.

  • Perfil necessário: analista financeiro com acesso ao extrato bancário, ao sistema financeiro e aos comprovantes de pagamento e recebimento.
  • Tempo estimado: 1 a 2 semanas para definir o processo e uma conciliação de "acerto" para tratar divergências acumuladas.
  • Faz sentido quando: volume de títulos manejável, analista disponível para a rotina semanal, acesso ao extrato bancário e aos comprovantes.
  • Risco principal: rotina interrompida quando a operação aperta — as divergências voltam a acumular rapidamente sem constância.
Com apoio especializado

Contratar BPO financeiro ou contabilidade para executar a conciliação periódica, ou consultoria para implantar a automação via ERP.

  • Tipo de fornecedor: BPO Financeiro, Contabilidade, ERP (Sistemas de Gestão).
  • Vantagem: rotina garantida independentemente da pressão operacional interna; automação da conciliação bancária integrada ao ERP; tratamento de divergências acumuladas.
  • Faz sentido quando: volume alto de lançamentos, divergências acumuladas que precisam de ajuste retroativo, necessidade de automação via ERP.
  • Resultado típico: conciliação rodando regularmente em 30 dias; backlog de divergências tratado em 60 dias.

Precisa de apoio para estruturar a conciliação financeira da sua empresa?

Se implantar a rotina de conciliação de contas a pagar e receber é prioridade, o oHub conecta a sua empresa, gratuitamente, a fornecedores de BPO financeiro, contabilidade e ERP. Em menos de 3 minutos você descreve a necessidade e recebe propostas, sem compromisso.

Encontrar fornecedores de Gestão no oHub

Sem custo, sem compromisso. Você recebe propostas e decide se e com quem avançar.

Perguntas frequentes

O que é conciliação de contas a pagar e receber?

É a rotina de verificar se cada título registrado no sistema — notas fiscais, duplicatas, contratos — tem correspondência com um pagamento ou recebimento real, no valor correto e na data correta, com comprovante vinculado. É diferente da conciliação bancária, que confronta o extrato com os registros do sistema.

Como conciliar pagamentos e recebimentos no sistema?

O processo tem cinco etapas: listar os títulos com vencimento no período; verificar se cada um foi executado (comprovante ou arquivo de retorno); registrar a baixa; identificar títulos não baixados; e identificar e corrigir divergências de valor. A automação via arquivo de retorno bancário (CNAB) agiliza a conciliação do contas a receber.

Com que frequência fazer a conciliação financeira?

O mínimo recomendado é semanal — frequências menores permitem o acúmulo de divergências que exigem mais tempo para tratar no fechamento. Empresas com volume alto de transações podem fazer a conciliação diariamente. O important é a regularidade, não apenas a frequência.

O que fazer quando o sistema não bate com o extrato?

Identificar o tipo de divergência: pagamento executado sem lançamento no sistema, lançamento no sistema sem comprovante, ou diferença de valor. Para cada tipo existe um procedimento de ajuste — registrar a baixa com data real, estornar baixa antecipada, ou ajustar valor com registro da diferença em conta de juros ou desconto.

Qual a diferença entre conciliação bancária e conciliação de contas a pagar/receber?

A conciliação bancária confronta o extrato com os registros do sistema e responde: "o que aparece no banco está lançado?" A conciliação de contas a pagar/receber confronta os títulos com os comprovantes e responde: "cada título foi executado corretamente?" As duas são complementares — uma não substitui a outra.

Fontes e referências

  1. Conselho Federal de Contabilidade. Orientações técnicas sobre controle interno e conciliação de registros contábeis. Conselho Federal de Contabilidade, Brasília.
  2. Sebrae. Gestão financeira para pequenas empresas: controle de pagamentos e recebimentos. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.