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Quando usar cada tipo de assinatura

Aprenda a escolher o tipo de assinatura conforme o documento.
Atualizado em: 01 de junho de 2026
Neste artigo: Como este tema funciona no porte da sua empresa Os três níveis de assinatura e o critério de escolha Como a plataforma de assinatura influencia a decisão Como formalizar a política de tipo de assinatura na empresa Sinais de que sua empresa precisa definir uma política de tipo de assinatura Caminhos para definir o nível de assinatura correto para cada documento Precisa de apoio para definir o nível de assinatura correto para cada tipo de documento da sua empresa? Perguntas frequentes Quando usar assinatura eletrônica simples? Qual tipo de assinatura usar em contrato de prestação de serviço? Quando é obrigatório usar certificado digital ICP-Brasil? Assinatura avançada serve para contratos com clientes? Como escolher o tipo de assinatura para cada documento? Fontes e referências
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Como este tema funciona no porte da sua empresa

Pequena (até 50 funcionários)

O portfólio de documentos é menor e mais previsível. Assinatura simples cobre cotações, propostas e contratos de serviço de baixo risco; avançada entra para contratos com valor relevante ou documentos societários. O gestor pode definir um critério básico sem estrutura formal — o essencial é aplicar o nível correto para os documentos de maior risco.

Média (51–500 funcionários)

A diversidade de documentos aumenta — contratos com clientes, fornecedores, termos internos, aditivos, NDAs, documentos de RH. Uma tabela de referência por categoria é necessária para evitar decisão caso a caso e garantir que o nível de autenticação é adequado ao risco de cada documento.

Grande (+500 funcionários)

A política é formal e aprovada pela área jurídica. O gestor administrativo aplica a tabela e garante que a plataforma usada suporta todos os níveis definidos na política. Documentos fiscais e societários podem exigir assinatura qualificada com certificado ICP-Brasil em alguns contextos.

A escolha do tipo de assinatura eletrônica para cada documento deve ser proporcional ao risco jurídico e ao valor envolvido. No Brasil, o arcabouço do ICP-Brasil estrutura três níveis — simples (identificação básica), avançada (autenticação forte sem exigência de ICP-Brasil) e qualificada (certificado ICP-Brasil, com presunção legal de equivalência à assinatura manuscrita) — e cada nível tem casos de uso típicos que o gestor pode usar como referência de mercado para orientar suas decisões.

Os três níveis de assinatura e o critério de escolha

A escolha do nível de assinatura segue dois critérios principais: o risco jurídico do documento (qual o custo se ele for contestado e a assinatura não puder ser comprovada?) e a necessidade de reconhecimento público (o documento precisa ter equivalência legal à assinatura física reconhecida em cartório?). A tabela abaixo é uma referência operacional de mercado — para documentos com risco jurídico elevado ou obrigatoriedade específica, consulte um assessor jurídico.

Categoria de documento Nível recomendado Raciocínio
Proposta comercial Simples Baixo risco jurídico; a proposta precede o contrato e não gera obrigação por si só
Cotação ou orçamento Simples Documento informativo, sem obrigação vinculante formal
Termo de aceite de serviço ou uso Simples Confirma ciência de condições; autenticação básica por e-mail é suficiente
Contrato de prestação de serviço Avançada Obrigação financeira relevante; vínculo mais forte à identidade do signatário reduz risco de contestação
NDA (acordo de confidencialidade) Avançada Implicações jurídicas em caso de violação; autenticação forte é prudente
Aditivo contratual Avançada Altera obrigações contratuais existentes; mesmo nível do contrato original é o padrão de mercado
Contrato de fornecimento de longo prazo Avançada Volume financeiro e prazo elevado; autenticação forte reduz risco de contestação futura
Termo interno de RH (advertência, termo de função) Avançada Documento de relação trabalhista; vínculo à identidade do signatário é importante para eventual questionamento
Procuração Qualificada (ICP-Brasil) — confirmar com assessor jurídico Delega poderes; em muitos contextos exige equivalência à assinatura física reconhecida em cartório
Documento societário (ata, alteração contratual) Qualificada (ICP-Brasil) — confirmar com assessor jurídico Pode ter exigência específica dependendo do tipo societário e do conteúdo — verificar caso a caso
Documento fiscal (NF-e em alguns contextos) Qualificada (ICP-Brasil) — confirmar com Receita Federal Algumas obrigações fiscais exigem certificado ICP-Brasil; verificar com o contador

Esta tabela é uma referência operacional de mercado. Ela não substitui a avaliação jurídica para casos específicos — em especial para procurações, documentos societários e obrigações fiscais, onde a exigência pode variar conforme o tipo societário, a atividade e o contexto do documento.

Como a plataforma de assinatura influencia a decisão

A escolha da plataforma de assinatura deve ser feita depois de mapear os tipos de documento — não antes. Uma plataforma que suporta apenas assinatura simples não serve para contratos que exigem autenticação avançada; uma plataforma que não opera com ICP-Brasil não serve para documentos que exigem assinatura qualificada.

O gestor deve verificar, para cada plataforma avaliada:

  1. Quais níveis de assinatura a plataforma oferece (simples, avançada, qualificada)?
  2. Para a assinatura avançada: qual o mecanismo de autenticação forte utilizado — biometria, token, reconhecimento facial?
  3. Para a assinatura qualificada: a plataforma opera com certificados ICP-Brasil?
  4. É possível escolher o nível de assinatura por documento, ou a plataforma impõe um único nível para todos?

Uma plataforma que só oferece um nível — em geral o simples — limita a política de assinatura da empresa. À medida que o portfólio de documentos cresce, a necessidade de diferentes níveis se torna mais frequente.

Pequena (até 50 funcionários)

Uma plataforma que suporte simples e avançada cobre a maioria dos documentos. Para os poucos casos que eventualmente exigirem qualificada, é possível solicitar ao parceiro ou cliente que use o certificado ICP-Brasil dele, ou contratar uma plataforma complementar para esse tipo específico.

Média (51–500 funcionários)

Com diversidade maior de documentos, a plataforma deve suportar pelo menos simples e avançada com escolha por documento. Se houver documentos que exigem qualificada (societários, trabalhistas de maior risco), avaliar plataformas que integram ICP-Brasil ou ter um processo específico para esse tipo.

Grande (+500 funcionários)

A plataforma deve suportar os três níveis, com configuração por categoria de documento. A integração com o GED garante que cada documento assinado vai para o repositório correto com os metadados de nível de assinatura registrados.

Como formalizar a política de tipo de assinatura na empresa

Formalizar a política significa criar uma tabela de referência interna — mesmo que simples — que define qual nível usar para cada categoria de documento. Isso evita decisão caso a caso, reduz o risco de usar autenticação inadequada para documentos de alto risco e facilita o treinamento da equipe.

  1. Mapear as categorias de documento: listar todos os tipos de documento que a empresa assina eletronicamente — contratos de clientes, contratos de fornecedores, termos internos, NDAs, aditivos, documentos de RH.
  2. Avaliar o risco jurídico de cada categoria: para cada tipo, perguntar — qual o custo se esse documento for contestado e a assinatura não puder ser comprovada?
  3. Atribuir o nível de assinatura: usando a tabela de referência acima como ponto de partida, com consulta à área jurídica para os documentos de maior risco.
  4. Verificar se a plataforma suporta os níveis definidos: ajustar a plataforma ou o processo para os tipos que eventualmente exijam nível que a plataforma atual não oferece.
  5. Documentar e comunicar: registrar a tabela de decisão e comunicar à equipe que cria e envia documentos para assinatura.
  6. Revisar periodicamente: quando surgem novos tipos de documento, incluir na tabela antes de definir o processo de assinatura.

Sinais de que sua empresa precisa definir uma política de tipo de assinatura

Se você se reconhece em três ou mais cenários abaixo, a empresa provavelmente está usando assinatura eletrônica sem critério definido — o que pode gerar risco jurídico em documentos já assinados ou que serão assinados em breve.

  • O nível de assinatura usado é o mesmo para todos os documentos, independentemente do risco.
  • A decisão de qual nível usar é feita caso a caso, sem critério definido ou registrado.
  • Contratos de alto valor já foram assinados com nível de autenticação básico — sem autenticação forte.
  • A plataforma usada não suporta assinatura qualificada, mesmo para documentos que podem exigir esse nível.
  • O gestor não tem uma referência de quais documentos da empresa precisam de nível mais robusto de assinatura.

Caminhos para definir o nível de assinatura correto para cada documento

Há dois caminhos para estruturar uma política de tipo de assinatura, e a escolha depende da diversidade do portfólio de documentos e do volume de contratos com risco jurídico elevado.

Implementação interna

O gestor administrativo monta a tabela de referência por categoria de documento, com apoio pontual da área jurídica para os casos de maior risco.

  • Perfil necessário: gestor administrativo com clareza sobre os tipos de documento da empresa e acesso à área jurídica para consulta nos casos mais críticos.
  • Tempo estimado: 1 a 3 semanas para mapear os documentos e definir o nível adequado para cada categoria.
  • Faz sentido quando: o portfólio de documentos é previsível, os documentos de alto risco são poucos e a plataforma já suporta os diferentes níveis.
  • Risco principal: classificar documentos de alto risco com nível inadequado por falta de consulta jurídica.
Com apoio especializado

Consultoria jurídica e fornecedor de assinatura eletrônica definem a política formal e configuram a plataforma para aplicar automaticamente o nível correto por categoria.

  • Tipo de fornecedor: Assinatura Eletrônica / Certificação Digital, Consultoria Jurídica (para definição da política), BPO Documental.
  • Vantagem: política com validação jurídica formal, configuração automatizada da plataforma e redução do risco de uso inadequado de nível de assinatura.
  • Faz sentido quando: a empresa tem portfólio diverso de documentos, volume de contratos de alto risco, múltiplas plataformas em uso ou necessidade de política formal.
  • Resultado típico: tabela de nível por categoria aprovada pelo jurídico e plataforma configurada em 4 a 6 semanas.

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Perguntas frequentes

Quando usar assinatura eletrônica simples?

A assinatura simples é adequada para documentos de baixo risco jurídico, onde a identificação por e-mail é suficiente para rastrear o signatário: cotações, propostas comerciais, termos de aceite de serviço, pesquisas internas. O critério é simples: se o custo de contestação desse documento for baixo, a assinatura simples é suficiente.

Qual tipo de assinatura usar em contrato de prestação de serviço?

Como referência de mercado, a assinatura avançada — com autenticação forte, como biometria ou token — é o padrão para contratos de prestação de serviço. Ela vincula de forma mais robusta a identidade do signatário ao ato de assinatura, reduzindo o risco de contestação futura. Para contratos com valores muito elevados ou risco jurídico específico, consulte um assessor jurídico sobre o nível adequado.

Quando é obrigatório usar certificado digital ICP-Brasil?

A assinatura qualificada com certificado ICP-Brasil é necessária em situações com exigência legal específica de equivalência à assinatura física: procurações em alguns contextos, documentos societários em determinadas situações e obrigações fiscais específicas. Para confirmar a obrigatoriedade para um tipo específico de documento, o caminho é consultar o portal do ITI ou um assessor jurídico — a exigência varia conforme o tipo de documento e o contexto.

Assinatura avançada serve para contratos com clientes?

Sim. A assinatura avançada — com autenticação forte, como biometria ou token — é adequada para contratos com clientes em geral. Ela oferece rastreabilidade robusta e vínculo forte à identidade do signatário, o que a torna um padrão de mercado para contratos de prestação de serviço, NDAs e aditivos contratuais.

Como escolher o tipo de assinatura para cada documento?

O critério é proporcionalidade: o nível de autenticação deve ser proporcional ao risco jurídico e ao valor do documento. Documentos de baixo risco aceitam simples; documentos com obrigação financeira relevante pedem avançada; documentos com exigência legal específica de equivalência à assinatura física exigem qualificada. Para formalizar a política, montar uma tabela de referência por categoria de documento com apoio da área jurídica para os casos de maior risco.

Fontes e referências

  1. Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Tipos de assinatura eletrônica e orientações sobre uso de cada nível no Brasil. Disponível no portal do ITI (iti.gov.br).